Mostrando postagens com marcador coragem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coragem. Mostrar todas as postagens

10/05/2013

Um ministro escocês em Glasgow estava num sábado pela manhã buscando ilustrar o amor de Cristo, e contou a história de uma mãe que tomou seu pequeno filho numa noite e foi para uma das montanhas escocesas. Caiu neve e ela perdeu o caminho. Exausta, foi forçada a deitar-se na neve, depois cobriu a criança com seu "xale". Na manhã seguinte ela foi encontrada morta. Disse o ministro: "Seu filho foi achado com vida, e cresceu, deve ser hoje um homem de trinta anos de idade. Se ele ainda vive e se lembra daquela história, como sua mãe o salvou desabrigando-se a si mesma, estou certo de que se lhe expandiria o coração de amor por haver tido uma mãe tal. Deve reverenciar-lhe a memória e agradecer a Deus constantemente pelo que ela por ele fez. E tu, amigo, se não amas a Jesus cristo, que morreu para te salvar, em um filho ingrato." Passados uns poucos dias, foi o ministro chamado para conversar com um homem moribundo, que havia muito estava enlameado no pecado. Era o filho daquela mãe. Ele fora à igreja naquela manhã e ouvira a narrativa. Não podia evadir-se da aplicação da mesma. Em seu leito de morte aceitou o Cristo do Calvário. – Keith L. Brooks.
"Deus é amor." Esta expressão é o resultado da experiência pessoal de João. Como os primeiros mártires do cristianismo, ele aprendeu que a cora­gem não podia ser frustrada. O segredo do destemor dos cristãos em face da perseguição e da morte era seu sincero amor pelo Salvador. Um dia, uma casa incendiou. Muitas pessoas acorreram para ver o fogo. Sabiam que havia umas crianças presas no interior da casa em chamas, mas ninguém se animava a entrar na casa para salvá-las. Chegou, pois, a mãe das crianças e, sem detença, penetrou no meio das chamas, buscando salvar seus filhos. Era uma mulher tímida, mas no momento em que soube que seus filhos periclitavam, o amor materno lançou fora o temor. Instantaneamente, perdeu o medo de todo o perigo e salvou os seus filhos. Estamos vivendo numa época de grandes perigos. É só o amor por nosso Salvador que pode lançar fora todo o nosso temor. Somos nós destemidas testemunhas de Cristo, num mundo cheio de pecados e injustiças? Chew Hock Hin (Malaísia). 9.2.2008
Havia duas tribos guerreando nos Andes. Uma que vivia nas planícies e outra que vivia no alto das montanhas. Um dia, o povo da montanha invadiu as terras baixas, e como parte do roubo, levaram o bebê de uma das famílias do povo da planície para o alto das montanhas. O povo da planície não sabia escalar a montanha. Não conheciam algumas das rotas utilizadas pelo povos da montanha, e não sabiam onde encontrar o povo da montanha ou como segui-los naquele terreno íngreme. Mesmo assim, enviaram seus melhores homens de combate para escalar a montanha e para trazer o bebê de volta para casa. Os homens tentaram um primeiro método para escalar e depois outro. Tentaram uma rota e depois outra. Após diversos dias de esforço, entretanto, tinham escalado somente cem metros. Sentindo-se impossibilitados e desesperançados, os homens da planície decidiram que a causa estava perdida, e prepararam-se para retornar à sua vila. Enquanto preparavam a bagagem para a descida, viram a mãe do bebê caminhando até eles. Perceberam que ela estava descendo a montanha que não tinham encontrado meios de escalar. E então viram que ela tinha o bebê preso às costas por correias de couro. Como podia ser isso? Um homem a cumprimentou e perguntou? - Nós não pudemos escalar esta montanha. Como você fez o que os homens mais fortes e mais capazes da vila não puderam fazer? Sacudindo os ombros, ela respondeu!! - O bebê não era de vocês! 1.2.2008
Conta-se que jovem pescador saiu certa vez para o mar alto em seu barquinho para pescar. O nome do barquinho era ESPERANÇA. Ao cair da noite, sobreveio uma grande tempestade. As ondas jogavam com o frágil barquinho, o vento açoitava com fúria, as estrelas desapareceram, e os céus se tornaram como breu. O jovem pescador, sozinho na tempestade, apenas manejava o barco para não virar. Olhando em todas as direções, só via trevas. Sentiu-se perdido. Na praia, os pescadores e suas famílias abandonaram seus barracos de palha e correram para o outro lado da estrada para se porem a salvo. Enquanto isso, no mar, o jovem pescador lutava sem saber para onde era levado. De repente, apareceu-lhe vislumbrar uma luz ao longe. A chuva continuava a cair em grossas bátegas. O ESPERANÇA parece que vai soçobrar. O pescador apura o olhar e descobre que é mesmo uma luz, débil e distante, mas uma luz que brilha mostrando um caminho na procela. Ele aponta a proa de seu barquinho na direção da tênue luz e começa a remar com todas as suas forças. Na praia, em pé, encharcada da cabeça aos pés enquanto protege do vento o seu lampião, imóvel como uma estátua, os olhos fixos na direção do mar, uma mulher de faces vincadas pelo tempo ergue-se como uma lampadeira humana. Apenas segura a sua luz e espera. No meio das ondas, o pescador cobra ânimo. Sabe que não vai remar para mais longe nem vai dar nos rochedos. Há uma luz indicando o caminho. E um pensamento sobe ao seu coração. Do meio das trevas, brota um grito: "É a luz de minha mãe". Na praia do Amor, sua mãe sustentava a luz da Fé. Puxou o barco para a areia. Exausto, agora tremendo de frio e de medo, olhou para cima. No alto da praia, como um farol, sua mãe erguia uma luz. Bem-aventurado o filho cuja mãe tem uma luz, a luz da fé em Jesus Cristo, a indicar o caminho no meio da procela.

26/07/2012

Uma Segunda Oportunidade


Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo, que for deixado. Isa. 11:11.


Na batalha de Bunker Hill, travada no dia 17 de junho de 1775, as forças sob o comando do Coronel William Prescott revelaram notável bravura diante dos soldados britânicos. Assim, quando Prescott ordenou que seus homens continuassem lutando até que pudessem "ver o branco dos seus olhos", muitos foram obedientes até à morte. Mas nem todos os americanos tiveram tanta coragem naquele dia. Depois da batalha, o Capitão John Callender, da milícia de Massachusetts, foi acusado de "covardia diante do inimigo".
Depois que George Washington assumiu o comando do Exército Continental em Cambridge, Estado de Massachusetts, no dia 3 de julho de 1775, um de seus primeiros atos foi enviar o Capitão Callender à corte marcial. No final daquela desagradável circunstância, Callender foi expulso do exército, passando pela maior vergonha.

Mas não foi esse o fim da história. Callender alistou-se novamente como pracinha e, um ano mais tarde, durante a perigosa retirada de Washington após a batalha de Long Island, demonstrou uma coragem tal que o general revogou publicamente a sentença e restituiu-lhe a posição de oficial em seu exército.
 
     

20/11/2011

A Gardênia Branca


Todos os anos, no dia do meu aniversário, desde que completei doze anos, uma gardênia branca me era entregue anonimamente em casa. Não havia nunca um cartão ou um bilhete e os telefonemas para o florista eram em vão, pois a compra era sempre feita em dinheiro vivo. Depois de algum tempo, parei de tentar descobrir a identidade do remetente. Apenas me deleitava com a beleza e o perfume estonteante daquela única flor, mágica e perfeita, aninhada em camadas de papel de seda cor-de-rosa.

Porém nunca parei de imaginar quem poderia ser o remetente. Alguns de meus momentos mais felizes eram passados sonhando acordada com alguém maravilhoso e excitante, mas tímido ou excêntrico demais para revelar sua identidade. Durante a adolescência foi divertido especular que o remetente seria um garoto por quem eu estivesse apaixonada, ou mesmo alguém que eu não conhecia e que havia me notado.

Minha mãe freqüentemente alimentava as minhas especulações. Ela me perguntava se havia alguém a quem eu tivesse feito uma gentileza especial e que poderia estar demonstrando anonimamente seu apreço. Fez com que eu lembrasse das vezes em que estava andando de bicicleta e nossa vizinha chegara com o carro cheio de compras e crianças. Eu sempre a ajudava a descarregar o carro e cuidava que as crianças não corressem para a rua. Ou talvez o misterioso remetente fosse o senhor que morava do outro lado da rua. No inverno, muitas vezes eu lhe levava sua correspondência para que ele não tivesse que se aventurar nos degraus escorregadios.

Minha mãe fez o que pôde para estimular minha imaginação a respeito da gardênia.

Ela queria que seus filhos fossem criativos.

Também queria que nos sentíssemos amados e queridos, não apenas por ela, mas pelo mundo como um todo.

Quando estava com dezessete anos, um rapaz partiu meu coração. Na noite em que me ligou pela última vez, chorei até pegar no sono. Quando acordei de manhã havia uma mensagem escrita com batom vermelho no meu espelho: "Alegre-se, quando semideuses se vão, os deuses vêm." Pensei a respeito daquela citação de Emerson durante muito tempo e a deixei onde minha mãe a havia escrito até meu coração sarar. Quando finalmente fui buscar o limpa-vidros, minha mãe soube que estava tudo bem novamente.

Mas houve certas feridas que minha mãe não pôde curar.

Um mês antes de minha formatura no segundo grau, meu pai morreu subitamente de enfarte. Meus sentimentos variavam de dor a abandono, medo, desconfiança e raiva avassaladora por meu pai estar perdendo alguns dos acontecimentos mais importantes da minha vida. Perdi totalmente o interesse em minha formatura que se aproximava, na peça de teatro da turma dos formandos e no baile de formatura – eventos para os quais eu havia trabalhado e que esperava com ansiedade. Pensei até mesmo em entrar em uma faculdade local, ao invés de ir para outro estado como havia planejado, pois me sentiria mais segura.

Minha mãe, em meio à sua própria dor, não queria de forma alguma que eu faltasse a nenhuma dessas coisas. Um dia antes de meu pai morrer, eu e ela tínhamos ido comprar um vestido para o baile e havíamos encontrado um, espetacular - metros e metros de musselina estampada em vermelho, branco e azul. Ao experimentá-lo, me senti como Scarlett O'Hara em O Vento Levou... Mas não era do tamanho certo e, quando meu pai morreu no dia seguinte, esqueci totalmente do vestido.

Minha mãe, não. Na véspera do baile, encontrei o vestido esperando por mim - no tamanho certo. Estava estendido majestosamente sobre o sofá da sala, apresentado para mim de maneira artística e amorosa. Eu podia não me importar em ter um vestido novo, mas minha mãe se importava.

Ela estava atenta à imagem que seus filhos tinham de si mesmos.

Imbuiu-nos com uma sensação de mágica do mundo e nos deu a habilidade de ver a beleza mesmo em meio à adversidade.

Na verdade, minha mãe queria que seus filhos se vissem como a gardênia - graciosos, fortes, perfeitos, com uma aura de mágica e talvez um pouco de mistério.

Minha mãe morreu quando eu estava com vinte e dois anos, apenas dez dias depois de meu casamento. Este foi o ano em que parei de receber gardênias.

MARTHA ARONS

16/10/2011

A Águia

A águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou. Esta questão secular ainda não estava respondida para ela... Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados dessa rocha. Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E se justamente agora isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final.... o empurrão. A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou para o abismo... e eles voaram! Já faz muito tempo que a mediocridade tenta fazer-nos obedecê-la! Já faz muito tempo que damos atenção aos que nos perguntam: “Por que ser diferente?”, ou que racionalizam: “Vamos fazer apenas o mínimo exigido”. Já faz muito tempo que concordamos em dar menos do que o melhor de nós, e ficamos convencidos de que a qualidade, a integridade e a autenticidade são virtudes negociáveis. Assim, cara águia companheira, levante vôo! Quando houver terminado este vôo, terá firmado um compromisso inédito com uma vida de excelência em tudo. Estará tão encorajado que duvido que possa sentir-se satisfeito em viver nas adjacências da mediocridade outra vez. E por que deveríamos satisfazer-se lá embaixo? Erga os olhos e mire tão alto que possa começar a fazer aquilo para que foi criado: um vôo sublime. Há milênios a águia tem sido respeitada pela sua grandeza. Existe algo inspirador na graça impressionante de seu vôo, em sua magnífica envergadura, em suas garras poderosas. Ela plaina sem qualquer esforço em altitudes, insensíveis aos ventos turbulentos que sopram como chicotadas por entre as fendas das montanhas. As águias não voam em bandos e tampouco se conduzem irresponsavelmente. Por serem fortes de coração e solitárias, representam qualidades que admiramos. Certamente você está ciente do fato de o estilo de vida semelhante ao da águia não ser barato. Custa caro ser diferente, especialmente quando a maioria está satisfeita em misturar-se e permanecer como maioria. Não há ímãs na terra mais poderosos, do que a pressão exercida pelos medíocres. Embora todos nós tenhamos apenas uns poucos anos para viver neste pequeno planeta, são raras as pessoas que tomam a decisão de desprezar a “média” e lutar contra a atração forte dos ímãs medíocres. Enfrente o fato – a tarefa é dura! É como diz o velho provérbio “É duro alçar vôo altaneiro, sublime, quando estamos rodeados de tantas galinhas!”

12/03/2010

A Fé Move Montanhas

A lei da fé aplica-se a tudo, desde o jogo de boliche até ganhar dinheiro ou ser bem sucedido nos negócios. A fé permite fazer coisas aparentemente impossíveis. O fato de ter fé serve de força impulsionadora ou geradora que leva à realização. A sua fé é uma lei ou força que pode trabalhar a seu favor ou contra si. A fé positiva e inteligente contém os fatores capazes de gerar um resultado bom ou benéfico. Por isso as pessoas otimistas curam-se mais depressa quando apanham alguma doença e continuam a viver contra todas as expectativas. Por outro lado, a fé negativa e sem inteligência contém os fatores capazes de conduzir a resultados desagradáveis ou infelizes. A fé inteligente é firme; a que não é inteligente produz sempre instabilidade.
William James disse: A fé com que iniciamos um trabalho de resultados duvidosos é a única coisa que assegura um bom resultado. Todos os fatos notáveis em ciência, negócios, arquitetura, arte, educação ou religião dependem muito da fé, das convicções e da coragem.

Alfred Montapert

27/12/2009

A Águia e as Galinhas

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato, disse o camponês, é uma águia, mas eu a criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das grandes asas.

- Não, retrucou o naturalista, ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia e este coração a fará um dia voar ás alturas.
- Não, não, insistiu o camponês, ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:

- Já que você de fato é uma águia, abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista, ela é uma águia e uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa e sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe disse...!

- Não, respondeu firmemente o naturalista, ela é águia e possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã eu a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo, pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha.

O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre si mesma, e começou a voar, a voar para o alto,
a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.

- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Autoria: Leonardo Boff

24/08/2009

Confiança no Senhor

Um seminarista foi convidado a ajudar nos trabalhos de determinada igreja no Interior. Era um crente valoroso, muito confiante no poder de Deus e se entregava inteiramente à obra. A igreja tinha muitos pontos de pregação, e cada dia ele ia conhecer um trabalho diferente. Um domingo, à tarde, foi convidado a pregar em um certo lugar temido pelos crentes, pois havia forte oposição ao trabalho evangélico. Os valentões do lugar ameaçavam os crentes. O seminarista foi avisado.
- Vamos confiar em Deus e fazer a sua obra - disse o rapaz.
Em lá chegando, reuniram-se numa pracinha em frente a uma casa comercial. Havia ali alguns cavalos amarrados pelas rédeas, grupos de pessoas de chapéu grande e grandes facões na cintura.
O cântico do primeiro hino foi interrompido pela aproximação de um homem, que disse:
- Vamos acabar com esse negócio de Bíblia aqui.
- Por que o senhor acha que pode nos mandar parar?
- Eu não acho nada. Só não quero mais cantoria aqui, como já disse.
- O senhor vai me desculpar - disse o seminarista, -mas a Bíblia é a Palavra de Deus e ela nos autoriza, ou melhor, ela nos manda pregar o Evangelho.
Em seguida, leu para o valentão no capítulo 16 de Marcos, e em Atos dos Apóstolos, capítulo 1. Depois disse:
- Ainda mais. Nós não podemos nos calar, porque Jesus disse que se nós nos calarmos, as próprias pedras clamarão.
A confiança do seminarista intimidou aquele homem. Ele voltou para o seu grupo e a pregação foi reiniciada. Nunca mais os crentes encontraram ali qualquer dificuldade.
"Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Fp 4.13).

03/12/2008

A Morte de Policarpo

Policarpo, em sua mocidade, foi aluno do apóstolo João. Foi condenado a morrer queimado no ano de 156 d.C. Uma carta da igreja de Esmirna para a de Filomênia assim relata a sua morte:
- Mas o admirabilíssimo Policarpo, logo que ouviu falar sobre isso (que o procuravam para prender), não se desencorajou, mas preferiu permanecer na cidade. Entretanto, a maioria conseguiu convencê-lo a retirar-se. Então ele se ocultou em uma pequena propriedade... seus perseguidores chegaram e, como não o encontrassem, aprisionaram dois jovens servos... um deles confessou, sob tortura, o esconderijo do santo. O oficial apressou-se a conduzir Policarpo ao estádio, para que recebesse o castigo que o aguardava por ser seguidor de Cristo. Quando adentrava pelo estádio, ouviu-se uma voz do Céu que lhe dizia: - "Sê forte, Policarpo, e porta-te varonilmente". Essa voz foi ouvida pelos crentes que se achavam presentes...
Policarpo foi ameaçado de ser entregue às feras.
- Se desprezas as feras - disse-lhe o procônsul - ordenarei que sejas consumido na fogueira, se não te retratares.
- Tu me ameaças com o fogo que consome por um momento e logo se apaga, mas desconheces o fogo do juízo vindouro, o fogo da punição eterna, reservado para os ímpios!
A multidão, ávida de morte, pede a fogueira para o "Pai dos Cristãos", o "Mestre da Ásia".
Quando quiseram encravá-lo com pregos no poste central ele disse:
- Deixem-me conforme estou. Aquele que me deu forças para suportar o fogo, também me permitirá que permaneça na pira inabalável, sem que seja seguro por pregos.
Ao terminar a sua oração, o encarregado acendeu a fogueira e grandes chamas se elevaram ao alto...
"E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra" (Hb 11.36-38).

20/11/2008

"Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, e a coragem para mudar as coisas que posso mudar, e ainda a sabedoria para perceber a diferença. "

Anônimo

Destaque

ATENÇÃO Mudamos para https://recursosdehomiletica.wordpress.com/ Todos os novos conteúdos estão sendo postados por lá. Todo o conteúdo ...