12/12/2008

"O mundo tornou-se perigoso porque os homens aprenderam a dominar a natureza, antes de dominar a si mesmos."
A. Scheweitzer
"Um livro aberto é um cérebro que fala; fechado, um amigo que espera; esquecido, uma alma que perdoa; destruído, um coração que chora."
Provérbio Hindu
"Hoje é o amanhã que tanto nos preocupava ontem!"
Anônimo

03/12/2008

Recusou o Perdão

Um moço cometeu um grande crime e foi condenado à morte, pelo que revoltou-se contra tudo e contra todos. Não recebia as visitas, não queria falar com ninguém, nem mesmo com a sua própria mãe.
Por outro lado, sua mãe não se cansava de lutar para conseguir a comutação da pena. Falou com todas as autoridades e finalmente foi ao governador. A pena foi comutada.
Aquela pobre mulher saiu radiante de alegria. Foi levar a notícia ao filho condenado. Exultava pelo caminho. Agora ela tinha a solução para o grave perigo que ameaçava o rapaz.
Mas que decepção!... Nem para receber aquela boa notícia que ele ignorava, quis receber a pobre mulher. Assim, morreu, sem saber que o governador o perdoara.
"Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei!" (Ez 18.31,32).

Minha Preocupação

Mark Twain, grande pensador americano, não era crente, mas costumava dizer:
- Muita gente se preocupa com textos da Bíblia que não compreendem, mas eu me preocupo com os que compreendo.
"E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado. Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado" (Mt 13.10-12).

Preferiu a Balada

Certo cidadão do interior ouviu uma pregação e aceitou a Jesus como seu Salvador. Levou as boas-novas para casa, porém os filhos e a mulher não quiseram aceitar.
- Não vou deixar meus bailes e a minha vida por causa do seu Cristo, disse a mulher.
O tempo foi passando. Aos domingos, de manhã, o crente ia para a Escola Dominical; a mulher e os filhos ficavam descansando, recuperando as forças perdidas nos bailes.
Num sábado, havia uma festa na igreja. O marido foi para lá e a mulher e os filhos foram para o baile. Quando o crente voltou, estudou a sua lição e foi dormir. Acordou bem de madrugada com os gritos desesperados da mulher.
É que o filho caçula tinha se desentendido com um homem e durante a discussão fora assassinado.
"Não vos enganeis: de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará" (Gl 6.7).

Fogo no Canavial

Um crente tinha uma grande plantação de cana. Horrorizado, viu o fogo devorador que, partindo do lado dos vizinhos, ameaçava o seu canavial. 0 primeiro ato daquele servo de Deus foi ajoelhar-se e permanecer ali, horas em oração. 0 fogo continuava o seu caminho, indiferente. Quando atingiu o limite das plantações, milagrosamente o vento mudou de direção, soprando para o lado de onde viera, e nada mais tendo para queimar, extinguiu-se sozinho o fogo;
"Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes... se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebe-reis" (Mt 21.21,22).

O Homem que Não Conhecia a Gramática

Moody foi criticado:
- O senhor fala mal, conhece pouco a gramática, deveria calar-se e não tentar ser um grande pregador.
- Sei que tenho pouca instrução e nenhum conhecimento de gramática, mas faço o que posso a serviço do meu Senhor. Você que conhece tanta gramática e tem tantos outros conhecimentos, o que é que faz?
Moody morreu deixando um rastro de luz. O outro ninguém sabe quem foi!...
"Tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome". "Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei: entra no gozo do teu Senhor" (Ap 3.8b; Mt 25.23).

Converteu-se por Errar o Endereço

O pastor de uma Igreja Evangélica, ex-padre, contava como tinha acontecido a sua conversão a Jesus:
Quando padre, na cidade de São Paulo, fora chamado para "encomendar" um corpo de pessoa católica em determinada rua da cidade. Subindo a rua, na primeira casa que viu um ajuntamento de pessoas, sem prestar atenção ao número do prédio, foi entrando. Começou a se preparar para fazer o seu trabalho. No entanto, tudo ali era diferente. Ninguém estava chorando, cantavam hinos de louvor a Deus, enquanto prestavam a última homenagem ao morto. Alguém se aproximou do padre e disse:
- Seu vigário, não teria havido engano? nós somos crentes!
- Mas eu fui chamado, respondeu o padre.
- O senhor deve estar enganado. Deve ser logo acima onde há um outro morto.
O padre para lá se dirigiu. Ao chegar percebeu muito choro, lamentação, gritos de desespero... Foi então que notou uma grande diferença no modo de encarar a morte entre um grupo e outro. Procurando saber a razão dessa confiança, ele se converteu e tornou-se um grande obreiro até que foi chamado à Glória.
"Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor". "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Ap 14.13b; Fp 1.23).

Lepra Devastadora

Conta-se que Stanley Jones, visitando um leprosário, viu um crente deformado pela doença, o qual, com apenas um dedo na mão esquerda, ainda esboçava o som de um hino conhecido, ao violino. Admirado dirigiu-se àquele homem e ouviu de sua boca que dava graças a Deus pela oportunidade de ainda ter um dedo para tocar!
"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus" (1 Ts 5.18).

Navio Consertado

Nós, os crentes, gostamos de pregar o Evangelho, mas não temos o devido cuidado com os novos convertidos. É comum vermos pessoas sem doutrina nas igrejas, e isso nos faz lembrar os navios que vêm para o cais avariados. Eles são rebocados para o estaleiro e precisam ser consertados, para então navegarem satisfatoriamente.
O novo convertido é como o navio avariado: a doutrina opera nele como o conserto opera no navio. Bom concerto -boa navegação; boa doutrina - boa vida cristã.
"Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas" (At 20.20).

João, o Peixeiro

À beira mar morava o João Peixeiro. Na rua era motivo de zombaria de todos, pois vendia a qualquer preço o produto de seu trabalho e ia para o botequim onde gastava tudo bebendo pinga. Saía cambaleando e demorava-se por ali até chegar a casa. Seus filhos, quando o viam aproximar-se, depois de mais um dia desventurado, atropelavam-se em fuga. Não acontecia o mesmo com a pobre esposa que era um "saco de pancadas". Mas ela agüentava tudo por amor aos filhos. Dizia:
- Ruim com ele, pior sem ele, pois os filhos precisam comer.
Um dia João Peixeiro ouviu uma pregação. Cantavam os crentes, e o pregador leu o capítulo 3 do Evangelho de João. 0 pescador ouviu atentamente a pregação, apesar do seu estado de embriaguez. O amor de Deus alcançou aquele coração nessa mesma tarde, e ele comovido até as lágrimas, atendeu ao apelo. Foi chorando que João Peixeiro disse que queria aceitar a Cristo como Salvador e mudar a sua vida. Logo os crentes o cercaram de atenção e ali mesmo ele foi doutrinado sobre a excelência da salvação.
Agora João Peixeiro era uma nova criatura. Tal qual Nicodemos, ele recebeu a lição de Jesus: "Importa nascer de novo..." João tinha nascido de novo.
Embora bêbedo, encaminhou-se para casa. Sua mulher e filhos, quando notaram aquela figura conhecida preparavam-se para os acontecimentos costumeiros: correria das crianças e a paciência da mulher. Mas um fato novo aconteceu. Agora João percebeu esses detalhes, pois não era o mesmo João que vinha ao encontro da família; era o João nova criatura; era o João, o crente em Jesus. Ele começou a gritar de longe:
- Não corram, meninos, não fujam, não se escondam! Não é mais o João cachaceiro que está se aproximando. O velho João morreu. Eu agora sou nova criatura. Sim. Não corram. Eu sou o novo João!
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).

Como Calar os Caluniadores

Conta-se que Platão foi caluniado. Alguém lhe perguntou se ele não iria se desforrar. O sábio então respondeu:
- Tenho de viver de tal modo que cale a boca dos meus caluniadores.
"Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca da ignorância dos homens loucos" (1 Pe 2.15).

Não os Tires do Mundo

Um crente perguntou certa ocasião a Moody se precisava deixar o mundo para viver uma vida santa.
- Não - respondeu ele. - Você só precisa viver de tal modo que o mundo note que você é crente.
Certo pastor, doutrinando a sua igreja, disse:
- Se não pudermos mostrar ao mundo o que o Evangelho fez em nós, não podemos querer que o mundo seja transformado pelo Evangelho.
"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade" (Jo 17.14-17).

Cristo Pode Mudar o Homem

Um pregador entusiasmado falava em praça pública a um grande número de ouvintes. Como muitas vezes acontece, um escarnecedor ousadamente interrompeu-o dizendo:
- Pregador, o seu Cristo pode fazer tanta coisa como você está dizendo, mas não pode mudar a roupa deste mendigo que está ao seu lado.
O pregador, sem se perturbar, respondeu:
- Realmente. Nisto o senhor tem razão. Cristo não vai mudar a roupa deste mendigo ao meu lado, mas Cristo pode mudar o mendigo que está dentro dessa roupa.
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).

Orou Pedindo Gelo

A mulher tinha muita fé. Simples como era, apegava-se às promessas bíblicas e confiava em Deus. Seu filhinho estava muito doente e o médico recomendou gelo para debelar o mal. Mas onde conseguir gelo naquela região? Na sua simplicidade - e o reino dos céus pertence aos humildes -ela confidenciou ao médico:
- Vou conseguir gelo, doutor. Vou orar ao Senhor que me mande o gelo que eu preciso.
Procurou o pastor e este também ficou admirado da simplicidade daquela crente. Mas ela insistia:
- Não está escrito na Bíblia: "O que pedirdes em meu nome..."?
Oraram juntos e Deus atendeu àquele apelo. Formou-se uma tremenda tempestade e a saraiva cobriu a terra. Estava ali muito mais do que o necessário!
"Jesus, porém, respondendo disse-lhes: Em verdade vos digo, que, se tiverdes fé e não duvidardes... se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito" (Mt 21.21).

A Cigana Pepita

Uma ciganinha chamada Pepita foi convidada por um pintor a posar para um quadro. Em troca, receberia algumas moedas de ouro. Chegando ao atelier, Pepita se impressionou com uma tela de Cristo crucificado. Ela nunca tinha ouvido falar de Cristo nem de sua morte na cruz. Pediu então ao pintor que lhe contasse a história daquele "homem na cruz".
O artista contou-lhe a história de Jesus. Seu nascimento, seu sofrimento e morte na cruz, sua ressurreição, tudo... A ciganinha ficou muito comovida e perguntou ao artista:
- O senhor deve amá-lo muito, não? pois ele morreu pelo senhor.
Mas o pintor, que conhecia tão bem a história de Cristo, vivia distanciado do grande amor do Senhor. A pergunta da menina levou-o a render-se a Jesus. Ambos se converteram naquele momento e juntos agradeceram a Deus.
"E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim" (Jo 12.32).

A Morte do Mais Rico

Um fazendeiro tinha um empregado crente, muito antigo, em quem depositava inteira confiança, e que também era seu confidente. Certa manhã o patrão procurou o empregado, e, triste, contou-lhe o sonho que tivera na noite anterior. Sonhara que um mensageiro de Deus lhe dissera:
- Dentro de três dias morrerá o homem mais rico desta região.
O seu temor estava justamente no fato de ser ele, o fazendeiro, o homem mais rico da região .
Mas ao terceiro dia quem morreu foi o seu empregado de confiança, o crente.
"Há quem se faça rico, não tendo coisa nenhuma, quem se faça pobre, tendo grande riqueza" (Pv 13.7).

O Acendedor de Lampiões

Quando menino, em Nova Odessa, São Paulo, eu gostava de acompanhar o acendedor de lampiões. (Na verdade, em 1927, os lampiões já tinham sido substituídos por lâmpadas, mas o nome do funcionário continuou, acendedor de lampiões.)
Hoje, as modernas lâmpadas de mercúrio, ou as lâmpadas comuns, se acendem automaticamente ao cair da tarde e se apagam de manhã com o clarear do dia. Mas antigamente não era assim. Os automóveis funcionavam com luz a carbureto, bruxuleante, e a iluminação pública era muito deficiente. Os postes precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs.
A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vara comprida, suspendia a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua. Corríamos para o poste seguinte. Mais um jorro de luz. Mais outro... mais outro.
Quando ficava muito distante de casa e não tínhamos permissão de ir além, já não se divisava mais o acendedor de lampiões. A sua imagem era engolida pelas sombras, e, de repente, mais um jato de luz, e ia ficando um rastro luminoso por onde ele passava.
Muitos crentes são como um acendedor de lampiões: Vão deixando um rasto luminoso por onde passam. Mas outros...
"Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.14-16).

Estou Pronto

Certo capitão de um navio viu numa cidade um menino maltrapilho olhando as vitrinas.
- Onde está seu pai? - perguntou-lhe o capitão.
- Desapareceu depois da morte de minha mãe, há muito tempo.
O bom capitão condoeu-se do estado do menino. Parecia ter fome. Levou-o a jantar num restaurante e fizeram boa amizade.
- Quer viajar como tripulante no meu navio?
- Estou pronto - respondeu o menino.
E Estou Pronto ficou sendo o seu nome. Todos gostaram muito dele, pois sua mãe, que era crente, o ensinara a ser um menino bom e prestativo.
Com o tempo, Estou Pronto conseguiu ganhar muitos tripulantes do navio para Cristo, inclusive o capitão.
"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. Então disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis e vedes, em verdade, mas não percebeis" (Is 6.8,9).

Aviso do Rei Knut

O sábio rei Knut, da Inglaterra, em 1032 deu uma grande lição aos seus súditos bajuladores. Diziam eles:
- Tu és grande e todo-poderoso. Ninguém em todo o universo ousaria desobedecer-te. Tua glória e teu reino serão para sempre, ó rei!
Um dia o rei ordenou:
- Tragam para cá o trono. Agora sigam-me até a praia. Ali, cercado de toda a sua família e de toda a nobreza, mandou colocar o trono quando a maré estava baixa. Sentou-se sem nada dizer e todos se admiraram. Em pouco tempo a maré começou a subir molhando os pés do rei, e de toda a sua corte. O rei levantou as mãos sobre o mar e exclamou com autoridade:
- Esta terra onde estou é minha e todos obedecem à minha voz. Ordeno-te, pois, ó água, que voltes para o mar e que não molhes os pés do rei. Como rei, ordeno-te, que voltes já para o mar.
Mal acabou de pronunciar estas palavras, uma onda forte, espumando branco com enorme estrondo, quebrou, molhando não só os pés, mas todo o corpo de todos, e arrastando alguns para dentro da água.
Então, solenemente, o rei deu esta sábia sentença:
- Que todos os povos da terra saibam que os reis não têm autoridade alguma, a não ser aquela que Deus lhe dá. O poder dos reis é coisa vã. Ninguém é digno do nome de rei, a não ser aquele que criou a terra e o mar, e cuja palavra é a lei dos céus e da terra.
Hoje, na cidade de Southampton, numa antiga parede, bem perto do mar, há uma placa com estes dizeres:
"Neste local, em 1032, o rei Knut repreendeu toda a sua Corte"
"Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o seu domínio é até o fim. Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra" (Dn 6.26,27).

Eu Tenho Jesus no Coração

Euclides da Cunha assistia horrorizado à selvageria com que um dos assessores do comandante tratava os jagunços. Sua alma sensível de pessoa civilizada entristecia-se ante tão deprimente espetáculo de barbaria, ordenado pelo carrasco.
Uma tarde, encontrando esse comandante violento carregando na farda um crucifixo de ouro, perguntou:
- Que é isto?
- É Jesus, respondeu o oficial.
- Pois olhe - disse-lhe o autor de "Os Sertões", batendo no peito: - Eu o tenho aqui dentro do coração, e Ele me repreende quando faço o mal. E o seu Jesus?
"Porque o Senhor disse: Pois este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens..." (Is 29.13).

O Exemplo da Aranha

Roberto Bruce, rei da Escócia, combatendo forças inimigas superiores, embrenhou-se na floresta, e, escondido, desanimado, passou a observar o sacrifício de uma aranha que tentava construir o seu ninho, entrelaçando fios entre um pau e outro. Alguns lances difíceis, mas a aranha não se desanimava. Tentava uma, duas, seis vezes, até conseguir o seu intento.
Mirando-se naquele animalzinho que lhe dava um belo exemplo de tenacidade, ele pensou:
- Se uma aranha pequenina pode vencer a adversidade, eu, um rei, não devo desistir tão facilmente.
Bruce saiu do esconderijo, reuniu os soldados, e munido de nova coragem e determinação, entusiasmou a todos. Venceu o inimigo na sétima batalha.
"Na vossa paciência, possuí as vossas almas" (Lc 21.19).

Uma Esposa Muito Paciente

Um homem vivia sob a influência de maus companheiros, entregue ao vício da embriaguez. Seus companheiros não podiam crer que ele tivesse uma boa e paciente esposa; por isso, foram à sua casa certa noite e fizeram uma terrível desordem e muito barulho. O marido ainda exigiu da esposa que ela preparasse uma refeição para eles. Ela, no seu espírito religioso, o fez, sem se queixar. Os outros, diante de tanta singularidade, perguntaram-lhe:
- Por que a senhora satisfaz todas as vontades de seu impertinente marido?
- Bem - disse ela - os bêbados só têm uma vida; como diz na Bíblia, eles não herdarão o reino de Deus. Por isso procuro fazer a sua vida aqui na terra tão feliz quanto possível.
Envergonhados, os maus companheiros deixaram aquela casa e naquela mesma noite, o esposo viciado, entregou-se a Jesus.
"Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados. Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor" (Ef 4.1,2).

A Superioridade de Filipe da Macedônia

Filipe II, rei da Macedônia, foi muito acusado por seus compatriotas de indigno de ser rei, indigno de ser comandante, indigno mesmo de ser grego ou de ser considerado nobre. No entanto, encontrava prazer em escutar a verdade, tão incômoda aos ouvidos dos soberbos; dizia que os oradores de Atenas lhe tinham prestado um grande serviço censurando-lhe os defeitos, pois só assim poderia corrigir-se.
* * *
Certo prisioneiro, que estava à venda, dirigia-lhe muitas acusações.
- Ponde-o em liberdade - disse Filipe. - Não sabia que era dos meus amigos.
* * *
Sugerindo-lhe alguém a punição de um homem que dele tinha falado mal, respondeu:
- Vejamos primeiro se lhe demos motivo para isso.
* * *
O embaixador de Atenas acabava de expor-lhe com muita insolência a sua missão. Filipe ouviu-o com paciência. Ao final perguntou ao agressor:
- Que poderia eu fazer que fosse agradável à República?
Obteve a resposta:
- Enforcares-te.
Os expectadores, indignados, dispunham-se a puni-lo. Filipe não deixou, dizendo:
- Deixai em paz esse bobo; e dirigindo-se aos outros embaixadores:
- Dizei aos vossos compatriotas que aquele que insulta deste modo é muito inferior ao que, podendo puni-lo, perdoa-lhe.
"Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Fp 2.3-5).

Culpa dos Pais

Um amigo me falou de sua própria experiência sobre pais que não souberam educar seus filhos conforme ensina a Bíblia. Disse:
- Meus pais eram muito indulgentes comigo, e, desde a meninice, aprendi a impor minha vontade contra o bom senso, até na realização dos meus desejos prejudiciais. Acabei ficando desobediente, e com pouco respeito para com a vontade deles. Não quero ser injusto no julgamento dos meus queridos pais, aos quais eu devo honrar, mas não posso deixar de reconhecer a sua culpa por não me disciplinarem. Por causa de sua excessiva bondade, eu tive de lutar comigo mesmo - depois que saí do seio da família -para aprender a distinção entre os meus desejos egoísticos e a verdadeira justiça social. Se eu tivesse sido disciplinado em casa, e restringido no exercício da minha própria vontade, estaria muito mais preparado para adaptar-me às justas exigências do meio social. (Princípios de Ética para o Lar Cristão, de A. R. Crabtree, página 17, da Casa Publicadora Batista, 2? Edição.)
"Não retires a disciplina da criança; porque, fustigando-a com vara, nem por isso morrerá" (Pv 23.13).

Liberte Este Indigno

Visitando um presídio, certa autoridade ia perguntando a cada um dos presos a razão da sua detenção. Cada um procurava provar que estava sendo injustiçado, mostrando-se inocente. Fez a mesma pergunta a um crente, e este respondeu:
- Estou aqui porque errei.
A autoridade chamou o encarregado do presídio e ordenou:
- Solte este homem, porque ele é indigno de estar aqui no meio de tanta gente boa.
"O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Pv 28.13).

Alembert Não Era o Único

Jean Le Rond d'Alembert, escritor, filósofo, e matemático francês, freqüentava com assiduidade o palácio de Lorena. Querendo atrair a atenção sobre si, irreverentemente afirmou:
- Sou eu o único neste palácio que não crê em Deus e por isso não o adora.
- Engana-se - respondeu a princesa - o senhor não é o único neste palácio que não crê em Deus e nem o adora.
- Quem são os outros? - perguntou o sábio.
- São todos os cavalos, e os cães que estão nas cavalariças e nos pátios deste paço - respondeu a princesa.
- Assim, estou sendo comparado aos irracionais!?
- De modo algum, tornou a princesa. Embora os irracionais não tenham conhecimento nem adorem a Deus, não têm a imprudência de se vangloriar disso.
"Disse o néscio em seu coração: Não há Deus" (SI 53.1a).

Convidar Sempre

Um pastor, aconselhando sua igreja a convidar, contou a seguinte ilustração:
Havia em certa igreja um crente muito dedicado à evangelização pessoal. Evangelizava, entregava folhetos, convidava, convidava, e insistia. Chegava a ser cansativo em sua insistência.
Próximo de sua casa, havia uma pequena alfaiataria. O atelier ficava num jirau, que se alcançava por uma escada de madeira. Ali o alfaiate pedalava a sua máquina o dia inteiro. O crente entrou pela centésima vez porta a dentro e puxou conversa, renovou o convite para o culto da igreja naquele dia. O alfaiate que não estava bem-humorado, subitamente empurrou o crente escada abaixo dizendo:
- Desapareça daqui seu fanático!
O crente se levantou, ajeitou a roupa, olhou para cima e disse:
- Está bem, eu desapareço, mas o senhor vai à igreja hoje. Não vai?
"Que pregues a palavra a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.1).

Um Lucro de 400%

J. Hudson Taylor, no seu tempo de estudante, na Inglaterra, teve muitas confirmações de Deus sobre sua chamada para ser missionário na China.
Conta-se que certa vez foi chamado a socorrer uma senhora moribunda, admirando-se de que o pedido surgisse de um católico, mas soube depois que o padre se recusara a atender ao chamado, porque o necessitado não tinha dezoito pence para pagar adiantado.
Hudson era estudante pobre. Tudo o que tinha no momento se resumia numa tigela com o suficiente para alimentar-se à noite e para o desjejum do dia seguinte, e uma moeda de meia coroa no bolso.
Chegou finalmente a uma habitação paupérrima. Foi conduzido ao quarto de dormir cheio de molambos, onde estava a doente.
- Você me pediu que viesse orar pela sua esposa. Ajoelhemo-nos e oremos! - disse Taylor.
Nem bem tinha começado a orar, doeu-lhe a consciência por estar na presença de Deus, diante de pessoas tão necessitadas, e ele, com meia coroa no bolso. Não conseguiu terminar a oração. Levantou-se, deu a moeda ao velho e partiu.
No dia seguinte a tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la o carteiro bateu à porta, e, pouco depois, a proprietária vinha entregar-lhe um envelope. Não pôde atinar de onde viera, nem conheceu a letra. Dentro do envelope um par de luvas, e dentro de uma das luvas meio soberano.
Tivera a sua meia coroa restituída (não sabia por quem), com um lucro de 400%.
"E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão" (Mt 10.42).

Destaque

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