29/12/2008

Sempre Honrei o Nome do Meu Pai

Aos 31 anos de idade, Antônio Carlos Mariz e Barros já estava coberto de honras e glórias na Guerra do Paraguai. Quando o navio Tamandaré se afastava, a 7 de março de 1866, do Forte de Itapiru, foi atingido por uma granada inimiga, que matou e feriu muitos brasileiros, entre eles, o próprio Mariz e Barros, que teve uma das pernas esfacelada. Enquanto os médicos lhe amputavam a perna ferida, já no final da cirurgia, começou a empalidecer:
- Digam a meu pai que eu sempre honrei o seu nome, disse o bravo comandante.
Pendeu a cabeça e morreu.
"Ah, ornamento de Israel! nos teus altos fui ferido. Como caíram os valentes!" (2 Sm 1.19).

Questão de Limites

Há muitos anos dois sitiantes limítrofes disputavam a localização da divisa. Cada um achava que o outro estava lhe roubando um pedaço de terra. Como não encontrassem solução amigável, decidiram apelar à justiça. Advogados, despesas forenses, audiências, recursos, tudo. Nesse ínterim, um deles vendeu a sua propriedade, mas o comprador * era um homem crente, temente a Deus, amante da paz. Quando chegou com sua mudança, foi logo interpelado pelo vizinho litigante:
- Soube que o senhor comprou essa propriedade e quero que saiba que comprou uma briga também. É que a divisa do terreno não está bem definida e nós estamos na justiça.
- Mas nós não vamos brigar por isso - respondeu o novo proprietário. Eu concordo com o senhor. Vamos mudar a cerca para o limite que o senhor está pleiteando na justiça, e acabar com a disputa.
O vizinho ficou admirado. Como é possível tanta liberalidade? Estendeu a mão ao novo vizinho e disse:
- Se o senhor pode ficar com o prejuízo, eu também posso. Deixe a cerca no lugar em que está!
"Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12.18).

Eis Que Tudo Se Fez Novo

Uma menininha quebrou um vaso de grande valor. Ficou muito triste, porém a tia a consolou:
- Não chore que titia manda consertar.
Procurou um restaurador de porcelanas, que consertou o vaso, pondo-o novo como antes. Admirada, a menina exclamou:
- Oh! titia, Jesus também conserta o nosso coração e ele fica novo como ficou este vaso!
"E desci d casa do oleiro e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso que ele fazia de barro quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós, como fez este oleiro, ó casa de Israel?... " (Jr 18.3-6a).

Persistência é Cavar o Poço

No sertão de Pernambuco, "seu" Severino Soares cavava um poço. Incansavelmente trabalhava ali. Cuidava com religiosidade de seus afazeres, mas não faltava à reunião na igreja:'Cultos aos domingos, Escola Dominical, reuniões de oração, evangelismo... No entanto, todo o tempo disponível empregava em cavar seu poço na baixada, próximo de sua casa. O viajante que passasse pela estrada perceberia o monte de terra do lado de fora do buraco aumentando dia a dia.
Na igreja, ou entre amigos, o conselho era um só:
- Descansa "seu" Severino. Ninguém tira água desse sertão. O senhor vai morrer cavando poço e a água não aparece.
Um dia "seu" Severino deu com um veio de água que o encharcou e o obrigou a pendurar-se depressa numa corda pendente. A alegria tomou conta de "seu" Severino. O poço satisfazia, não somente a ele e sua família, mas a todos os seus vizinhos.
Por ocasião de um esforço evangelístico de sua igreja, o pastor insistia com os crentes para convidarem pessoas.
- Os irmãos precisam ser persistentes - dizia.
Mas como acontece sempre, alguns manifestavam desânimo quanto aos convites.
- Os irmãos precisam ser persistentes, - tornava o pastor. - Insistam! Persistam! Convidem!
Em conversa, depois do culto veio à baila a palavra persistência. O irmão Severino Soares estava presente. Perguntaram-lhe:
- O que é persistência, irmão Severino?
- Persistência? - respondeu ele. - Persistência é cavar poço!...
"Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador, espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva têmpora e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima" (Tg 5.7,8).

Informação Errada

Uma senhora viajava de trem com a sua netinha. Sua filha estava doente e a netinha também tinha necessidade urgente de ser medicada. Pouco habituada a sair de casa, a vovó estava em dúvida quanto ao lugar em que deveria descer do trem. Percebia as paradas periódicas, os passageiros se movimentando, mas tudo aquilo para ela era perturbador e somava-se à preocupação pelo estado de saúde da menina...
Pela vidraça, ela via os campos cobertos de neve. O quadro poderia até ser muito bonito, não fosse aquela emergência. Perguntou a um passageiro:
- 0 senhor sabe onde fica a parada...?
- Sei, minha senhora - respondeu.
- É que pretendo saltar lá com a minha netinha.
- Esteja tranqüila que a informarei, senhora.
O trem continuou a sua marcha: Mais algumas paradas, mais movimentação rápida de passageiros.
Quando parou novamente, o passageiro consultado dirigiu-se a ela dizendo:
- Pode saltar aqui, vovó. É a sua estação, mas solte depressa porque a parada é rápida.
Novo apito, e o trem retomou a sua marcha.
Meia hora mais tarde o condutor vem gritando o nome da próxima parada. O passageiro que dera a informação à velhinha teve um sobressalto. Reconhecera ter fornecido uma informação errada. Falou com o funcionário. Imediatamente acionaram os dispositivos de segurança. O trem parou e organizou-se uma patrulha de salvamento. Encontraram a vovó e a netinha abraçadas, mortas de frio. É que elas saltaram fora de qualquer estação, por motivo de uma parada de emergência!
"O coração entendido buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia" (Pv 15.14).

Morreu para Salvar os Passageiros

Um rapaz trabalhava numa estação de ferrovia e recebeu um telegrama atrasado: "Retenha a composição porque demos saída, por engano, a um cargueiro... por favor... atrase o trem de passageiros..."
O telegrafista, num relance, percebeu a intensidade do perigo! O trem de passageiros acabava de ser liberado, repleto, e ia chocar-se com o outro, ocasionando um terrível desastre.
Saiu correndo atrás do trem. Lembrou-se que mais adiante, a uns dois quilômetros, havia uma subida e o trem, forçosamente, diminuiria a velocidade. Isso lhe deu novo ânimo. Embora a composição aumentasse a distância ele corria mais e mais, num esforço desesperado para alcançá-la.
O trem começou a diminuir a velocidade. Agora, inversamente, a distância entre a composição e o corredor diminuía. Mais alguns minutos e ele teria cumprido o seu dever. Continuava correndo: alcançou o último vagão... mais um. Sempre correndo, gritava ao maquinista: "Pare o trem... pare o trem..."
Quando o maquinista compreendeu a intenção do rapaz, que ele conhecia bem, parou o trem, e, num último esforço, ouviu:
- Volte depressa com o seu trem que está vindo um cargueiro em sentido contrário.
O maquinista puxou os comandos e o trem começou a retornar. Foi o tempo suficiente para virar o comando do desvio e o cargueiro passou, inofensivo. Só então se lembraram do mensageiro; uma equipe foi em seu socorro: ele tinha caído, morto, no lugar onde alcançara o trem!
"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.6-8).

Nunca Foi Convidado

Conta-se que um cidadão lusitano, dono de uma arruinada casa de negócios, às portas da falência, resolveu se suicidar, atirando-se sob as rodas de um trem, na ferrovia próxima à sua residência. Mas era um domingo à noite quando tomou tal decisão. Em seu trajeto teria de passar pela porta de uma igreja. Estava no horário do culto, e, no momento em que a congregação cantava um belo hino: "Em Jesus amigo temos... mais chegado que um irmão... e nos manda que levemos... tudo a Deus em oração..."
O pobre do homem resolveu aproximar-se para ouvir melhor. "Temos lidas e pesares... e na vida tentação... não ficamos sem consolo... indo a Deus em oração..."
O desesperado cidadão sentiu um alívio com tanta promessa vinda da parte de Deus. Entrou na igreja. O porteiro indicou-lhe um lugar, e ele ouviu atentamente a pregação.
O pastor pregou sobre o Salmo 140: "O Senhor sustentará a causa do oprimido". O Espírito Santo tocou aquele infortunado coração. No apelo foi à frente, chorando e confessando os seus pecados e a sua desdita.
A alegria foi geral, pois o decidido era muito conhecido dos membros da igreja.
Findo o culto, o pastor pediu a ele que ficasse ao seu lado na porta, para ser cumprimentado pelas pessoas, mas para tristeza de muitos crentes, o velho comerciante cumprimentava a todos e dizia a alguns:
- "O senhor!? É membro desta igreja? Eu não sabia. Por que não me convidou antes para ouvir coisas tão belas?"
"Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei" (Ez 3.17,18).

Reencontro do Pai com o Filho Perdido

Pai e filho. Um é herói do outro. São inseparáveis. O pai anseia por um momento de folga para estar ao lado do filho. Certo dia marcaram uma pescaria juntos.
- Só nós dois papai. Não vamos levar mais ninguém. Feitos os preparativos na véspera, saíram bem cedinho.
Ainda sentiam a brisa da manhã quando se dispuseram a atravessar a floresta em direção ao rio.
- Cuidado, meu filho. Não se afaste demais, que você pode se perder.
O menino corria à frente, agarrava-se a um cipó, balançava-se e se adiantava demais. 0 pai tornava a aconselhar:
- Não se afaste muito. Você pode se perder.
Foi o que realmente aconteceu. O menino desapareceu.
O pobre pai, desesperado, começou a gritar pelo nome do filho. Nenhuma resposta. Procurou... procurou... nada.
Já tinha perdido a esperança, ao cair da tarde, mas continuava gritando e procurando. Foi então que obteve a resposta. Alguns segundos depois deu-se o reencontro. O pai, emocionado, segurava a mão do menino, enquanto dizia:
- Agora você não mais vai se perder. Não vou largar a sua mão.
"E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; e trazei o bezerro cevado; e matai-o; e comamos e alegremo-nos: porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se" (Lc 15.21-24). 52

O Amor de Mãe

O amor materno tem sido decantado através dos séculos por milhares de poetas, em prosa ou em verso, das mães humildes às mais soberbas, de todos os cantos da terra e de todas as formas.
Recentemente amplo noticiário nos dá conta do grande amor revelado por uma mãe inglesa que preferiu morrer Para que o seu filho vivesse. Ela estava grávida quando descobriu ser possuidora de pertinaz enfermidade. A única medicação, no caso, seria grandemente prejudicial ao feto.
Assim, ela deixou que a moléstia tomasse conta de seu organismo, para que, o filho querido ficasse ileso.
Veio a morrer de câncer logo após o parto. O filho nasceu perfeito.
"...o amor é forte como a morte; as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor" (Ct 8.6).

Eu Já Sabia

Uma mulher, lendo Mateus 17.20, resolveu fazer a experiência. Orou a Deus que removesse uma montanha que ficava em frente da sua casa. Orou... orou... tornou a orar, sempre de olhos fechados. Depois parou e foi abrindo os olhos devagar... desconfiada. A montanha lá estava no mesmo lugar. Ela, então, com toda a naturalidade, disse:
- Eu já sabia que Deus não ia mesmo remover essa montanha...
"Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida, é semelhante d onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte" (Tg 1.6).

Guarda-Chuva como Demonstração de Fé

Uma menina estava presente a uma reunião de crentes que traçavam planos para irem à igreja naquela noite orar pedindo que Deus mandasse chuva, pois havia grande necessidade, de vez que uma prolongada seca assolava a região. Foi então que alguém notou a menina que levava um guarda-chuva no braço. Perguntaram-lhe:
- Com uma seca destas, por que você está levando um guarda-chuva, menina?
- Ora, irmão. Nós não estamos indo para a igreja pedir a Deus que mande chuva? O irmão não acha que Deus nos vai atender e que choverá realmente?
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11.1).

O Soldado Falava em Nome do Filho

As dificuldades comuns afastam as diferenças sociais.
Dois soldados, na guerra, tornaram-se grandes amigos. Um deles era filho de uma família ilustre e o outro, um camponês inculto. Eram como irmãos na divisão dos minguados recursos que a guerra proporcionava, ou na fartura dos dias de folga, que passavam juntos.
Um dia, no fragor da batalha, uma explosão fere os dois amigos. Foram evacuados para um hospital de emergência e depois para outro hospital.
O soldado rico, embora com ferimento mais grave, não ficaria aleijado, o pobre, ao contrário, tinha perdido um braço, mas a sua recuperação foi rápida.
Desligado do exército, foi fazer uma última visita ao seu amigo rico. Este lhe pediu:
- Vá à cidade tal, em tal endereço, procure meus familiares e dê-lhes notícias sobre mim.
O ex-soldado encontrou com facilidade o endereço. Bateu à porta e foi atendido pelo empregado:
- Quero falar com Dona Fulana - que era a mãe do seu amigo.
O empregado voltou alguns minutos depois:
- Deixe o seu recado que ela não pode atender. (Naturalmente perguntara pela aparência do solicitante, e, informada, pensou ser um mendigo pedindo esmola.)
O ex-soldado insistiu:
- Por favor, diga-lhe que venho em nome do seu filho, que está ferido em um hospital.
Imediatamente o moço foi recebido pela mãe do soldado ferido. É que agora o visitante falava em nome do filho da casa!
"A fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda" (Jo 15.16b). fio

E Depois?

Um jovem idealista, entusiasmado com a sua própria vida, com sua matrícula garantida em uma faculdade, comentava com um crente:
- Como estou contente! Matriculo-me na faculdade este ano.
O crente, instruído pela Palavra de Deus, aproveitou a oportunidade para falar-lhe sobre a sua salvação:
- Estou contente por você e pelo seu sucesso, mas que pretende depois de formado?
- Pretendo ser um médico famoso. Ganhar muito dinheiro.
- E depois?
- Depois? Depois pretendo amealhar o suficiente para a minha subsistência e da minha família.
- E depois?
- Bem, depois... Depois eu quero ter uma aposentadoria muito boa que me deixe viver despreocupado.
- E depois? - tornou a perguntar o crente.
Agora o jovem não achou mais resposta. É que todos os seus planos eram para esta vida efêmera.
"E direi d minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?" (Lc 12.19,20).

18/12/2008

Um Cachorro Herói

Alguém me contou que um lenhador saiu para a floresta a cortar a sua madeira. A esposa foi à cidade fazer compras, e no berço ficou uma criança de poucos meses de idade. Ambos, marido e mulher, iam voltar logo. Assim, não se preocuparam em deixar a criança sozinha.
O lenhador voltou primeiro. Entrando em casa encontrou os móveis revirados e tudo em desalinho. A um canto, o grande cão deitado, todo sujo de sangue. 0 homem, num instante, imaginou toda a cena que se teria desenrolado: "0 cachorro atacou o menino e o matou" - pensou. Sem pestanejar, tomou da espingarda e mirou na cabeça do pobre cachorro, e disparou.
Depois de ter matado o cachorro, correu para o quarto onde deveria estar a criança. Realmente ela ali estava. Estava viva e sorridente por ver o pai, depois do tremendo susto que deve ter passado. É que ao lado do seu berço jazia uma onça, a qual o cachorro matara em defesa da criança.
"E nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido, mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is 53.4b,5).

Contrato em Branco

Uma missionária brasileira na África, encontrou ali uma moça que se convenceu de não haver outra alternativa senão aceitar Jesus. Compreendeu perfeitamente o plano de salvação, a razão da morte de Jesus, e o valor purificador do seu sangue: Compreendeu tudo, mas tinha alguns problemas difíceis a vencer antes de fazer a sua entrega total, o que confidenciou à missionária.
Inspirada por Deus, a missionária insistiu para que aquela moça confiasse plenamente:
- Creia que Deus vai resolver todos os seus problemas. Entregue-se a Ele inteiramente. Assine um contrato em branco e deixe que Deus preencha com as condições que Ele quiser.
A moça assim fez e hoje é uma crente fiel. "Deus é a minha fortaleza e a minha força, e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho" (2 Sm 22.33).

Salomão Ginsburg

O diácono Candinho foi membro de uma igreja evangélica em Jacarepaguá durante muitos anos. Convertido em 1927, conheceu pessoalmente e conviveu com o grande missionário judeu Salomão Luiz Ginsburg, de quem contava muitas experiências, inclusive esta:
Uma ocasião, no Estado do Rio, o missionário tinha de chegar a determinado lugar de difícil acesso onde estava sendo aguardado. Conseguiu quem o conduzisse, e aproveitou a oportunidade de falar sobre o Evangelho ao guia. Este respondeu:
- Não, missionário. Eu não posso aceitar a sua religião, porque ficarei proibido de beber, fumar, de fazer tantas coisas que gosto de fazer. Os crentes são escravos. Não têm liberdade.
O missionário pediu ao guia um maço de cigarros, e ao invés de acender um cigarro, guardou o maço no bolso e prosseguiu viagem sob a admiração do guia, que não ousava dizer nada. As horas foram passando e o missionário continuava de posse dos cigarros.
Lá pelas tantas, o companheiro sentindo um desejo irresistível de fumar, não se conteve:
- Como é, o senhor não vai me devolver os cigarros?
- Não - respondeu o missionário.
O inveterado fumante perdeu a calma e ameaçou tomar do missionário os cigarros, à força, ao que este respondeu:
- Espere, vou devolver-lhe os cigarros; eu só fiz isto para provar-lhe que eu não sou escravo, mas você é escravo. Você está querendo brigar comigo porque não pode passar sem fumar uma hora. Isto é ser escravo.
"Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências. " "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?" (Rm 6.12,16).

O Socorro Vem do Senhor

Faziam parte da missão evangélica americana em Shenkiu, a irmã Margareth Hillis, o missionário Dick Hillis e dois filhinhos de ano e meio e de dois meses. Transcorria inclemente a guerra contra o Japão.
Uma tarde, na ausência de Dick, um mensageiro anuncia a aproximação das tropas japonesas.
- Todos precisam fugir - anuncia. - A senhora deve também procurar refúgio imediatamente nas aldeias rurais.
Margareth agradeceu o bondoso aviso, mas decidiu ficar. Em primeiro lugar, porque seu marido estava ausente e haveria um sério desencontro; também porque não quis submeter-se com as crianças às vicissitudes dos fugitivos, mas, principalmente, porque confiava em Deus.
Na parte da tarde desse dia, a cidade ficou desguarnecida, pois o próprio exército chinês recuara. Os presbíteros da igreja partiram e suplicaram a Margareth que os acompanhasse.
- Agradeço, irmãos, o cuidado, mas vou esperar a volta do meu marido. (Estavam a 15 de janeiro e ele prometera voltar no princípio de fevereiro.)
Margareth olhou a folhinha pendurada na parede. A do dia 15 ainda estava ali. Arrancou-a e no verso tinha uma mensagem: "Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam" (SI 9.10). Nos dias seguintes, e, sucessivamente, foi destacando a folhinha: "Em me vindo o temor, hei de confiar em ti" (SI 56.3).
Com o passar do tempo, Margareth começou a pensar se tinha tomado uma decisão errada ficando para trás. Até o empregado que ordenhava as cabras tinha partido sem avisar, mas no dia seguinte, destacando o calendário, encontrou outra mensagem de confiança: "Eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos" (Gn 50.21). Naquela mesma tarde, alguém bateu ao portão. Foi atender preocupada, pensando que eram soldados inimigos. Era um velho conhecido que trazia frangos e ovos. Era o cumprimento da promessa da Palavra de Deus impressa no calendário.
Ainda uma vez Margareth destacou a folhinha: "No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos: bem sei isto, que Deus é por mim" (SI 56.9).
Desta vez Margareth teve dificuldades em crer na promessa de Deus. Ouvia-se o barulho das armas pesadas que se aproximavam, e foi-se deitar completamente vestida. Ao amanhecer do dia seguinte, aproxima-se do portão um mensageiro dando a boa notícia:
Os japoneses tinham retirado suas tropas!...
- É incrível - dizia Margareth! - como Deus tem cuidados especiais para com os seus servos. Ele mesmo determinou a impressão de tão grandes mensagens naquele calendário que foi feito com um ano de antecedência.
"Quando eu a ti clamar, então retrocederão os meus inimigos; isto sei eu, porque Deus está comigo. Em Deus louvarei a sua palavra; no Senhor louvarei a sua palavra. Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem" (SI 56.9-11).

Engenheiros Celestes Construíram uma Ponte

Certo missionário voltava de férias de um acampamento e tinha pressa de chegar ao seu destino. Em determinado momento, porém, precisava atravessar um rio que na ocasião estava cheio demais, transbordante. Nenhum barco ali tinha capacidade de fazer a travessia.
O missionário e seu pequeno grupo ajoelharam-se e começaram a orar. Aos olhos dos não-crentes isto parecia loucura. - Como poderia Deus transportá-los para o outro lado do rio?
Enquanto oravam, uma imensa árvore ribeirinha que resistia aos temporais de tantos anos, repentinamente começou a balançar e caiu. Caiu tombando justamente atravessada, cruzando o rio até a outra margem. Todos os crentes ficaram felizes. O missionário arrematou:
- Os engenheiros celestes construíram uma ponte para os servos de Deus.
"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis" (Mc 11.22-24).

O Naufrágio do Titanic

Na noite de 14 para 15 de abril de 1912, Deus respondeu ao desafio de homens néscios que construíram uma das maravilhas da engenharia naval: O Titanic. Acomodaram-se turistas de várias nacionalidades naquela travessia incomum. Todos sabiam que os engenheiros haviam dito: "Nem Deus pode afundar este navio".
Transcorria a noite na maior alegria. Repentinamente, há um aviso para o comandante do navio:
- "Perigo nas proximidades do navio... mude a rota..."
Veio a resposta orgulhosa:
- "O Titanic é insubmergível, estamos abrigados, aqui nem Deus pode nos atingir".
Atingido por enorme bloco de gelo, o Titanic desapareceu rapidamente, levando em seu bojo milhares de vidas!...
"Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus " (SI 20.7).

O Pentecoste dos Moravianos

O Conde Zinzendorf tinha 27 anos de idade quando passou por uma experiência extraordinária, fruto de sua vida consagrada à oração.
Os moravianos são descendentes espirituais do famoso reformador João Huss, e eram conhecidos pelo nome de "Os Irmãos". Muitos, para fugir à sanha dos perseguidores, refugiavam-se na Alemanha e na Saxônia, e encontravam asilo nas propriedades do Conde. Ali se reuniam os crentes de diversas correntes evangélicas: batistas, luteranos, "os irmãos", etc.
"Os irmãos" formavam um grupo de mais ou menos 300 pessoas.
A princípio, como era de se esperar, as questões doutrinárias não os deixavam em paz: o batismo, a predestinação, a santidade, e tantas outras... Esse fato deixou seriamente preocupado o jovem Conde.
Além do aconselhamento de líder do grupo, passou a dedicar-se seriamente à oração.
Nas memórias dos moravianos se diz que no dia 16 de julho de 1727 o Conde orou com tanto fervor e lágrimas, que foi o princípio das maravilhas ali operadas por Deus. Fizeram, então, os componentes do grupo, um pacto de se reunirem muitas vezes em Hutberg, a fim de orarem. Mas no dia 13 de agosto foi que aconteceu "O Pentecoste dos Moravianos". Um dos seus historiadores assim descreve:
"Vimos a mão de Deus e as suas maravilhas, e todos estiveram sob a nuvem de nossos pais, e fomos batizados com o Espírito Santo".
A partir daí, as missões moravianas se estenderam por todo o mundo. O historiador, doutor Werneck, diz:
"Esta pequena igreja, em vinte anos, trouxe à existência mais missões evangélicas do que qualquer outro grupo evangélico o fez em dois séculos".
"E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e uossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumo" (Jl 2.28-30).

Só Cem Cruzeiros?

Verinha, com seus quatro aninhos, ia para a igreja segura pela mão da vovó. Um dia, durante o trajeto, encontrou uma nota de mil cruzeiros. Aos olhos de Verinha era uma importância considerável, mas a primeira coisa que lhe ocorreu foi o dízimo:
- Vovó, quanto é o dízimo desta nota?
- Bem, - disse a vovó - essa é uma nota de mil cruzeiros. O dízimo de mil cruzeiros é cem cruzeiros.
Verinha ficou admirada.
- Só cem cruzeiros, vovó?...
"Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor: santas são ao Senhor" (Lv 27.30).

A Professora de Calaghan

Quase todas as pessoas guardam boa recordação da infância, e geralmente é a idade escolar que mais deixa marcas. E quantos de nós devemos aos nossos primeiros professores o bom rumo da vida!
O menino James Calaghan tivera uma professora de Escola Dominical. Feito homem e enveredando na política, depois de eleito Primeiro Ministro do Governo Britânico, "teria manifestado intenso desejo de se encontrar com ela". Com a ajuda da imprensa, conseguiu localizar "aquela humilde professora que tinha ajudado o menino Calaghan a aspirar ao cargo de Primeiro Ministro". Recordou-se ela do tempo e até da igreja onde se deu a experiência de Calaghan.
Benditos os humildes professores das Escolas Dominicais que se desempenham bem desta grande responsabilidade que têm, e principalmente os que trabalham com crianças.
"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. E que desde a tua meninice sabes as sagradas letras que podem jazer-te sábio para a salvação, pela fé que há cm Cristo Jesus" (2Tm 3.14,15).

Voltarei no Próximo Outono

Certo jovem partiu para uma longa viagem, deixando em casa seu filhinho inconformado com isso. O menino perguntava à mãe insistentemente quando aconteceria o retorno, pois o pai havia dito simplesmente:
- Voltarei no próximo outono.
O filho era uma inocente criança, mas já sabia distinguir bem as estações do ano, que são bem definidas na Europa. Ele sabia que no outono caem as folhas amarelecidas das árvores e, por isso, vigiava constantemente.
A mãe sabia que o filhinho estava contando os dias do retorno do pai, de quem também já sentia muita falta. Todas as manhãs corria à janela a observar a mudança do tempo. Um dia ele percebeu:
- Mamãe, vejo que as folhas das árvores começam a amarelar; será que está próximo o outono?
- Sim meu filho, o outono está próximo.
O menino exultou de alegria. Queria preparar-se para receber o pai, e começou a tomar todas as providências.
- Quero que ele veja como esperei ansioso pelo seu regresso - dizia.
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vindo com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão" (Mt 24.30-32).

Um Presente Imerecido

Um professor sentiu a falta de um menino humilde que vinha freqüentando a Escola Dominical. Agora, estava faltando há três domingos consecutivos. Com grande esforço, descobriu o endereço do menino no alto de um morro. Era um lugar de difícil acesso. Foi perguntando, perguntando, mas, quando descobriu a casa, recebeu uma pedrada no rosto.
Machucado, sangrando, desceu o morro, fez curativo e comprou de presente para o garotinho uma roupa, um brinquedo e voltou lá em cima. Deixou o presente, reforçou o convite para ir à Escola Dominical e partiu.
No dia seguinte, alguém bate à porta. O professor veio atender e ali estava um homem com um garotinho, o seu aluno, com o presente na mão.
- Professor, viemos devolver o presente que o senhor deixou. 0 menino não merece. Sabe quem foi que atirou a pedra no senhor? Foi ele. Ele não merece o presente.
A essa altura dos acontecimentos o garotinho já estava chorando. O professor perguntou-lhe:
- Mas você não gostou do presente?
- Gostei sim, mas não mereço.
- Você não precisa do presente?
- Preciso sim, mas não mereço.
- Mas eu dei esse presente a você, não porque você o mereça, mas porque você precisa dele.
"Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação" (Rm 5.10,11).

O Senhor é Quem Te Guarda

Culto e santo foi J. W. Bashfor, que se deleitava em servir ao seu Mestre onde quer que o dever o chamasse. Por isso, depois de haver servido a uma grande congregação como pastor e também a uma grande universidade, como presidente, deixou tudo e foi para a China. Ali fazia jornadas longas e difíceis, e, muitas vezes, perigosas.
Um incidente em sua vida indica a fonte de sua força: Chegou certa noite a uma aldeia e achou o hotel já todo ocupado. O hoteleiro, entretanto, ofereceu-lhe uma cama-de-vento e lhe deu licença para dormir debaixo das árvores. Avisaram-lhe, porém, que havia ladrões por ali.
Ficando acordado por algum tempo, pensava nestas palavras: "...aquele que guarda Israel, nem cochila nem dorme. Jeová é quem te guarda" (SI 121). Então orou: -"Bendito Senhor, não há necessidade de nós ambos ficarmos acordados", e dormiu em seguida.
No outro dia, ao acordar, viu um homem perto dele, em pé: um chinês que nem era cristão o havia guardado durante toda a noite.
"0 Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (SI 121.5-8).

14/12/2008

A Maior Dádiva

Um missionário na índia, depois do culto, pediu a todos os seus congregados que contribuíssem com alguma coisa para a construção de um templo. Na reunião seguinte, cada um trouxe uma coisa: pedras, madeiras, pregos, etc Uma velha senhora de cor negra veio à frente e, reverentemente, depositou a sua oferta em dinheiro. Era uma oferta de grande valor. O missionário estranhou que ela pobre, sem posses, depositasse ali uma oferta tão generosa.
Procurou-a depois do culto e perguntou como tinha conseguido tanto dinheiro. Então ela respondeu:
- Ah! pastor... eu não tinha nada para dar; não tinha nada para vender... vendi-me a mim mesma! Agora sou escrava, mas o meu coração continua livre para adorar o Senhor.
"E [Jesus], chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, de sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento" (Mc 12.43,44).

Vale a Pena Insistir

Pregávamos numa manhã de domingo no culto da Escola Dominical, no município de Nova Iguaçu - RJ. Tínhamos como visitante de primeira vez uma jovem de 14 anos, e, no final do culto, ela se dirigiu a mim, com muito desembaraço, dizendo que tinha gostado da reunião e que queria aceitar a Cristo como Salvador; e desejava que sua família toda fosse crente também. Continuou:
- Minha mãe toma conta de uma casa e lá se reúne um grupo de pessoas de um Centro Espírita. Acho que vai ser difícil minha mãe aceitar.
- Podemos ir lá hoje à tarde, fazer uma pregação? -atalhei.
- Não adianta o senhor ir. Ela não vai deixar entrar.
- Podemos experimentar? - tornei a perguntar. Tudo combinado, marcamos um encontro para as quinze horas, e lá chegamos à hora certa.
Batemos palmas. A jovem veio nos atender com recado da mãe:
- Podem entrar, mas não podem demorar muito.
Cumprimentamos aquela senhora de fisionomia cansada, sentada em uma cadeira, imobilizada pela doença.
Começamos a pregação com a leitura de Marcos 2.3: "...trouxeram-lhe um paralítico carregado por quatro pessoas..." Em seguida o irmão Raimundo cantou um belo hino com aquela voz bonita que Deus lhe deu. A pobre paralítica não resistiu ao impulso do Espírito Santo de Deus, e chorando lágrimas quentes de arrependimento de seus pecados, fez alegremente a sua decisão ao lado de Jesus. Glória a Deus!
"Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo... que pregues a palavra, instes, a tempo e fora de tempo..." (2 Tm 4.1,2).

Maravilhoso Avivamento na Morávia

Um dos maiores avivamentos espirituais da história da Igreja começou num ensaio de um coro infantil. Como é comum numa reunião de crianças, elas estavam irriquietas: não queriam obedecer ao regente. Em determinado momento, um incidente se verificou: Sentiram algo diferente, como a presença de alguém. O dirigente começou a chorar. As crianças espantadas, ficaram em profundo silêncio. "Um sentimento de convicção de pecado tomou conta de todos e, uma a uma, as crianças confessaram seus pecados de desobediência.
O tempo foi passando...
Os pais, aflitos pela ausência dos filhos, dirigiram-se à igreja e, à medida que iam chegando, iam sendo "cativados pelo mesmo sentimento", todos, com uma profunda convicção de pecados.
Desse evento nasceu uma reunião de oração que durou cem anos, e um trabalho missionário como nunca antes visto.
"E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias, derramarei o meu Espírito" (Jl 2.28,29).

Médico Não Socorreu o Próprio Filho

Um médico foi solicitado, na rua, a atender a um caso de atropelamento. Apesar da urgência, o médico negou-se a atender. Alguns minutos depois de estar em seu posto, no hospital, chega o acidentado que ele deixara de socorrer: era o seu próprio filho e estava à morte!
"E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido" (Gl 6.9).

O Poder da Oração

O missionário médico, Albert Widmer, de Missões Cristãs, em Ubatuba, São Paulo, esteve perdido em espessa floresta durante cinco dias, e o Senhor lhe indicou o caminho de volta, apesar de todas as dificuldades. São suas as palavras abaixo:
"Viajávamos a cavalo através duma região quase desabitada, no vasto interior do Continente Sul-Americano, região habitada por índios selvagens... atravessamos densas florestas e tivemos de passar a vau vários rios... as noites escuras passavamo-las debaixo de frondosas árvores, expostos aos insetos nocivos e ao perigo de animais ferozes e índios selvagens...
"Sempre nos levantávamos antes da aurora. Após um chá quente e umas bolachas secas, montávamos a cavalo e prosseguíamos... passávamos dias sem encontrar um riacho. Para suprir parte de nossa refeição, tratávamos de caçar pássaros.
"Certa ocasião avistamos um bando de belíssimos pássaros brancos. Como eles se afastassem, segui-os, penetrando na selva. Acertei por fim um belo exemplar, mas a ave, ainda que mortalmente ferida, prosseguia avançando; sem demora fui atrás dela.
"Não notei que já era hora de anoitecer; naquela zona equatorial escurece em poucos instantes e, quando tratei de regressar para junto dos meus companheiros, uma escuridão impenetrável envolvia a floresta. Não havia outro recurso senão trepar numa árvore alta para ver se podia enxergar o fogo do acampamento. Para completar a minha angústia, começou a chover... nada podia ver... tampouco veio a resposta aos meus gritos..."
O missionário continua contando a sua desdita. Dificuldades de orientação por falta do sol, dificuldades de alimentação, sede, fome e frio. Temores durante cinco dias de sofrimentos inenarráveis. Orou ao Senhor.
"Deus não haveria de abandonar-me, disto estava absolutamente convencido. O mesmo Deus que guiou os israelitas pelo deserto da Arábia, podia guiar-me para fora desta selva secular.
"Ouvi o ruído de água e com dificuldade consegui chegar a um rio, certamente um afluente do majestoso Mamoré. Durante horas segui os barrancos do rio desconhecido, infestado de jacarés que se estendiam no lodo...
"De repente, ouvi o relinchar de um cavalo... e antes que se fechassem a sexta noite perdido, achava-me sentado junto aos meus amigos, ao redor do fogo do acampamento.
"Com lágrimas nos olhos dávamos graças a Deus pela sua bondade e por ter protegido a minha vida..."
É o poder da oração!...
"E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-uos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem buscar acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á" (Lc 11.9,10)

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