29/12/2008

Deus é o Nosso Consolador

Uma senhora não-crente perdeu a sua filhinha depois de um longo período de enfermidade. Só após muito tempo é que veio a se consolar daquela grande perda. Ela era vizinha de uma família de crentes. Estes também tiveram um sério momento de tristeza: um moço da família, vítima de acidente, veio a falecer. Tudo corria normalmente e a família dele não se desesperou. Mas a não-crente não conseguia saber porque sofrerá tanto com a morte da filhinha, quase enlouquecendo, e, a morte do vizinho, parecia não tê-los afetado.
Veio um período de cultos especiais na igreja. Os crentes levaram-lhe um convite. Aceitou. Foi a um culto e se converteu.
Recebia agora a visita dos crentes. Vivia em perene alegria. Um dia confessou à vizinha:
- Agora sei porque vocês sofreram resignadamente a morte do rapaz...
"O justo até na sua morte tem esperança"; "Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor" (Pv 14.32; Ap 14.13).

Tarde Demais

Chegar tarde era o seu costume. Deixava tudo para a última hora. Sentia uma atração irresistível em assim proceder. Não se importava com o prejuízo nem com o que os outros pensassem sobre si.
Um dia tinha de fazer uma viagem muito importante. Havia comprado as passagens antecipadamente. Caríssimas. Os documentos estavam todos prontos. Despesas com passaporte, cambiagem de dinheiro, contatos, tudo pronto. Mas era o seu costume chegar tarde...
Saltou do veículo correndo, pagou o motorista correndo, e, correndo, seguiu em direção ao portão de embarque. Estava fechado. Que tristeza!
Alguém observou:
- Não correste bastante!
- Sim! Eu corri bastante, mas comecei tarde demais.

"Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis!" (1 Co 9.24).

Embaixador de Cristo

Ouvimos há muito tempo um ilustre pregador americano, professor, missionário no Brasil, contando que tinha feito carreira diplomática em sua terra até certo momento de sua vida. Depois, convertera-se e tinha proposto em seu coração servir a Jesus com toda intensidade. Simultaneamente, recebera dois convites: um do presidente Roosevelt, para ser embaixador americano no Brasil; outro, para ser missionário no Brasil. Optara pelo segundo convite. Achou mais honroso ser embaixador do Rei, do que ser embaixador de um presidente.
"E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus" (2 Co 5.18-20).

Ao Nosso Alcance Valores Desconhecidos

Depois de muitos anos de lutas, Jônatas conseguiu juntar o suficiente para comprar uma casa. Esse tinha sido o sonho acalentado pela família durante muitos anos. De informação em informação, chegou a um casarão antigo que necessitava muitos reparos, tinha um terreno grande e não ficava distante do trabalho. Resolveram comprá-lo. Fizeram algum reparo de emergência, e a família se mudou. Foi um dia de muito trabalho, mas de muita alegria também.
Uma vez Jônatas subiu ao sótão da casa e encontrou muito material antigo deixado pelo ex-proprietário: quinquilharias, coisas imprestáveis, e um violino velho, sem cordas.
Em conversa com um vizinho, contou-lhe sobre o achado, mostrando-lhe o velho instrumento. Jônatas nem desconfiou quando o vizinho lhe quis comprar o instrumento, oferecendo-lhe um valor muito acima do imaginado. Aceitou a oferta e vendeu.
Algum tempo depois veio a saber a razão de tal oferta. O violino era um legítimo Stradivarius, com mais de duzentos anos de fabricação, que vale uma grande fortuna.
Tinha tido em suas mãos um grande tesouro e o deixara escapar, por ignorar a verdade!
"Os pensamentos do diligente tendem d abundância, mas os de todo o apressado tão-somente d pobreza" (Pv 21.5).

A Filha que Roubou a Sua Própria Mãe...

Tudo começou com a intolerância da filha que se cercou de más companhias. A ânsia de viver a sua própria vida, sem ter quem lhe desse ordens, fez com que a moça deixasse a casa da própria mãe, divorciada, para ir morar com outra jovem em igualdade de condições, companheira de aventuras. Agora, a vida lhe parecia correr as mil maravilhas. Podia participar livremente de tudo o que quisesse: passeios, inferninhos, bebidas, tóxicos... o que desejasse experimentar. Ela fazia o seu próprio caminho: Não havia nenhuma limitação.
Mas nem tudo foi tão fácil por muito tempo. Vieram as dificuldades, a falta de dinheiro, a doença, a progressão do vício. Um dia surgiu a idéia de um assalto à casa da própria mãe. Ninguém melhor do que ela conhecia as dependências da casa, os valores guardados e o lugar. Não foi difícil, também, conseguir parceiros.
Distribuídas as tarefas, cada um ficou com uma responsabilidade. Executaram o plano sinistro: a empregada foi dominada com facilidade com um revólver; o produto do roubo, alguns objetos de ouro, foi vendido por uma insignificância. Na hora da partilha, para a filha ingrata, couberam-lhe dois vidros de perfume ordinário e alguns litros de uísque. Ah!... esquecíamo-nos: também uma condenação criminal...
"Um abismo chama outro abismo"; "os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados" (SI 42.7a; 2 Tm 3.15).

A Obediência que Vale

O marido pediu à esposa que encurtasse as pernas de uma calça nova que ele comprara e tinha ficado muito comprida, mas o tempo foi passando e a esposa se esqueceu.
Verificando que o trabalho não tinha sido feito, pediu à sogra que o fizesse:
- Faça o favor de encurtar as pernas daquela calça azul que comprei o mês passado, pois estão muito compridas. Pode diminuir dez centímetros.
A sogra imediatamente atendeu. Cortou dez centímetros.
Passados alguns dias, a esposa se lembrou do pedido do marido. Passou a mão na tesoura e cortou mais dez centímetros. Quando o homem foi vestir a roupa, as pernas estavam à altura da canela.
"Portanto convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas" (Hb 2.1).

Todos Pecaram

Um padeiro moveu uma ação contra um leiteiro, dizendo que este lhe vendera um quilo de manteiga faltando 100 gramas. No dia do julgamento, o juiz perguntou ao réu se não queria defender-se da acusação. O leiteiro disse:
- Meritíssimo, não posso dizer se o padeiro está certo ou não. É que perdi o peso de 1000 gramas e estou usando em seu lugar o pão que ele vende a todos, todos os dias como sendo de um quilo!
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis: Não há quem faça o bem: não há nenhum só" (Rm 3.12,23).

Os Crentes e a Destruição de Jerusalém

Jerusalém vivia seus últimos dias: "Satanás suscitara as mais violentas paixões. Os homens não raciocinavam; achavam-se fora de si e fora da razão, dirigidos pelo impulso cego da raiva".
Esse era o espírito reinante nos últimos dias de Jerusalém. Os judeus, mesmo diante de tantas e irrefutáveis provas, haviam recusado aceitar o Messias. Mataram-no. Agora, revoltados contra os romanos, sofriam as agruras de um cerco impiedoso:
"Não havia segurança em parte alguma. Os amigos e parentes traíam-se mutuamente". A fome dentro dos muros da cidade era tão grande, que comiam solas, tiras de couro e, algumas mulheres, comeram seus próprios filhos.
Jesus tinha avisado aos crentes: "Mas quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam" (Lc 21.20,21). Mas sair como? Os romanos estavam vigilantes!
A providência de Deus que nunca falha, os favoreceu:
Inexplicavelmente, o general comandante ordenou o afastamento das tropas. Os judeus que estavam a ponto de se entregarem, saíram-lhes ao encalço. Jerusalém ficou desguarnecida e os cristãos aproveitaram, atentos que estavam à palavra de Deus, e fugiram pela Pela, na Peréia, além do Jordão, onde ficaram em segurança. Nem um só pereceu!
"O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra d tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal" (SI 121.2,3,5-7).

Deus Guarda Seus Servos

O carcereiro da prisão de Bedford tratava João Bunyan com muita humanidade, o que era impróprio na época. Os prisioneiros eram tidos como sub-humanos - um peso morto para o Estado - e tratados com extrema crueldade. Mas Bunyan tinha até o direito de escrever. Isto desagradava aos juizes.
Uma ocasião, um pároco, tendo notícias de que Bunyan tinha liberdade até para visitar a família, denunciou o carcereiro. Isto aconteceu justamente num dia em que Bunyan se achava visitando sua casa. Mas sucedeu que, nesse dia, ele começou a sentir-se mal e achou melhor voltar à prisão antes da hora de costume. Mal acabara de entrar quando chegou o fiscal interrogando:
- Todos os presos estão presentes?
- Sim - respondeu o carcereiro. Mas o fiscal não se contentou com a resposta e quis ver pessoalmente todos os presos. Lá estava entre eles João Bunyan. Depois da saída do fiscal, o carcereiro lhe disse:
- Podes sair quando quiseres, porque sabes melhor do que eu a hora que tens de voltar.
"Vestirei os seus inimigos de confusão; mas sobre ele florescerá a sua coroa" (SI 132.18).

Amor aos Irmãos

Era um moço do interior. Seu patrão, por reconhecer nele grandes méritos, ofereceu-se para pagar-lhe os estudos numa cidade grande.
O moço fazia jus à confiança nele depositada: honesto, trabalhador, inteligente, bom amigo e bom colega. Era sempre o primeiro a servir, sempre o primeiro da classe. A sua presença era requerida, tanto entre colegas, como entre os mestres, que lhe devotavam sincera admiração.
Uma ocasião houve um grande banquete na escola. Pratos suculentos eram repassados de mão em mão numa demonstração de grande fartura. O jovem estudante começou a chorar. Alguém lhe perguntou:
- Por que você está chorando no meio de tanta fartura e de tanta alegria?
- Estou me lembrando de meus familiares. Meu pai luta com grandes dificuldades, meus irmãos mal têm o que comer. Minha mãe se arrasta com sacrifício para fazer o serviço do lar, pois está sempre doente. E eu aqui desfrutando de tão boas amizades, bem vestido, bem alimentado, não me faltando nada e nada podendo fazer por eles!
"Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir" (1 Jo 2.11).

É Necessário Obediência Irrestrita

Certo médico foi visitar um doente. Estava muito mal com doença grave, para tratamento, da qual só era conhecido um remédio. Rapidamente o médico passou a mão no receituário e escreveu o nome do remédio. Recomendou:
- Não deixe de tomar. Só este remédio poderá curá-lo.
O doente mandou um portador à farmácia. Como não encontrasse o medicamento indicado, o farmacêutico mandou outro no lugar dele.
O doente continuou doente. Alguns dias mais tarde veio a falecer. Discutiu-se posteriormente qual a responsabilidade do farmacêutico. Ele foi julgado culpado, apesar de suas boas intenções.
"Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor, tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (1 Sm 15.22).

Também Sou Crente

O padre Aníbal Pereira Reis, no interior do Estado de São Paulo, vivia sobressaltado, em profundo estado de angústia, na incerteza de sua salvação. Ele teve um encontro maravilhoso com Jesus através da leitura da Bíblia, e, como homem honesto que é - um bem precioso que herdou de seus antepassados - procurou não trazer problemas para os seus superiores hierárquicos. Afastou-se do catolicismo romano confessando o motivo e batizou-se por imersão.
Depois de convertido, ainda permaneceu alguns anos como padre, pois, segundo suas próprias palavras, queria harmonizar sua nova vida em Cristo com a permanência na Igreja Romana.
No período que antecedeu ao seu afastamento definitivo, muitas coisas interessantes aconteceram:
Uma moça crente casou-se com um rapaz incrédulo. De nada lhe valeram os conselhos dos pais, dos irmãos, dos amigos: Queria casar-se com o rapaz e estava encerrado o assunto.
Os primeiros meses de casados transcorreram sem muita preocupação. Mas foi-se apagando a chama de sua fé, e ela foi excluída da igreja. A seguir o casamento se desmoronou. Pequenas brigas, e finalmente, ela, não suportando os sofrimentos, apelou para o suicídio.
Antes de morrer, no hospital, recebeu a visita do padre-crente. A moça ainda lúcida, disse-lhe:
- "Seu" vigário, não se zangue comigo, mas antes de morrer eu queria falar com um pastor.
- Minha filha, disse o padre, pode falar comigo, porque eu também sou crente. Eu já aceitei Jesus como meu Salvador.
"Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam" (Mt 9.16,17).

O Egoísmo do Vizir

Um vizir, conhecido por sua usura, conversava aconselhando-se com um ulemá. Vivia inquieto o ministro e não se conscientizava do motivo de sua preocupação. Sabiamente o ulemá levou-o à janela, e, mostrando-lhe a rua, perguntou:
- Que vê o senhor?
- Vejo muita gente andando: homens, mulheres, crianças.
O ulemá colocou na janela, entre o vizir e a rua, um espelho.
- E agora? O que vê o senhor?
- Vejo-me a mim mesmo - respondeu o vizir.
- É que entre o vidro da janela e o vidro do espelho existe uma camada de prata. A prata impede que o Senhor veja os outros e faz com que se concentre em si mesmo.
"Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai: converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.8-10).

A Pedra Rejeitada

Conta-se que quando o rei Salomão se dispôs a construir o Templo, começou a preparar o material necessário. Cada coisa ia sendo colocada em determinado lugar para o início da construção. O material chegava já pronto para a obra. Pedras trabalhadas, tudo em boa ordem.
Eis então que dentre as pedras chegou uma bem diferente, de formato estranho. Os construtores experimentaram arranjar um lugar para ela e não o conseguiram. Desanimados, abandonaram-na num canto.
A construção durou sete anos. A pedra desprezada foi ficando coberta de pó e, por fim, a relva, crescendo, quase a escondeu. Quando a obra estava no fim, os construtores se viram em grande dificuldade. Faltava a pedra que encerraria a cabeça do ângulo. Alguém em boa hora lembrou-se da pedra rejeitada.
Elevada às alturas, foi perfeitamente adaptada ao seu lugar certo.
"A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos" (SI 118.22,23).

Jesus Cristo Está Vivo!

Certa vez um muçulmano interrogou um pregador durante a pregação:
- Nós temos uma prova de nossa religião que vós não tendes. Quando vamos à Arábia podemos ver o túmulo do Profeta. Temos assim uma prova de que ele viveu e morreu. Quando, porém, ides a Jerusalém, não podeis ter certeza do lugar onde foi sepultado Jesus. Não tendes um túmulo como nós!
- É verdade - respondeu o pregador. - Não temos um túmulo em nossa religião, porque não temos um cadáver. Nosso Evangelho não termina na morte, mas em vitória; não termina em túmulos, mas em triunfo. Por isso, radiante de otimismo vive o nosso coração. Temos um Salvador vivo.
"E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vi-vente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou" (Lc 24.1-6).

A Bíblia Não Me Deixa em Paz!

Um moço, sempre que se encontrava com um crente, desandava a falar mal da Bíblia. Era um costume antigo que possuía. Certa vez, alguém lhe perguntou:
- Por que você não deixa a Bíblia em paz?
- É porque ela não me deixa em paz também - respondeu.
"Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos, mas o Senhor pesa os espíritos" (Pv 16.2).

Orgulho que Mata

Um soldado alemão foi feito prisioneiro. Ferido como estava, não pôde acompanhar seus companheiros na retirada. Seu estado era melindroso. Perdera muito sangue e precisava urgentemente de uma transfusão. Através do intérprete, foi-lhe perguntado se consentia.
- Sim - disse - contanto que seja sangue alemão. A sua exigência era impossível. Ele era o único prisioneiro. A reserva de sangue que possuíam era indiscriminada.
- Prefiro morrer - acentuou o soldado.
"Olhar altivo, coração orgulhoso, e até a lavoura dos ímpios é pecado" (Pv 21.4).

É Necessário Provar

Um gabola divertia-se numa praça pública cercada de curiosos. Tinha facilidade de linguagem, fazia questão de ressaltar sua condição de ateu, e, gratuitamente, ofendia os presentes interrogando:
- Quem quer discutir comigo? - pastor, padre, médico, advogado ou um simples crente, suba aqui!
Só um respondeu à insistência do sabichão e se dirigiu a ele. Era um senhor de trajes humildes. Nada nele demonstrava capacidade nem erudição. O orador, bazofiando, ainda tentou humilhá-lo, baseando-se em sua aparência.
O desafiado subiu ao palco, sentou-se e, indiferente às provocações, tirou uma laranja de um embrulho, descascou-a e chupou-a...
O pregador continuou seus desaforos:
- Veio falar comigo, ou fazer um piquenique? Depois de chupar a laranja, perguntou ao desafiante:
- O senhor quer me dizer se a laranja que eu chupei estava doce ou azeda?
- Bem desconfiei que o senhor é meio maluco, respondeu o orador. Foi o senhor que chupou a laranja, como quer que eu saiba se estava doce ou azeda?
Nesta altura dos acontecimentos era grande a expectativa geral. Todo o auditório queria saber como terminaria aquilo.
- Justamente isso é que fala em meu favor. Se quem chupou a laranja foi eu, só eu sei se ela estava doce ou azeda. O senhor não pode falar da experiência da salvação em Cristo se não passou por ela - continuou.
- Antes de me converter eu era um beberrão, mau esposo, mau pai: não valia nada. Um dia experimentei a graça do Evangelho e me tornei outra criatura. Por isso posso falar de ambas as coisas. Eu conheci ambas as coisas. O senhor só conhece o seu lado ateu. Não pode falar sobre Deus.
"Provai, e vede que o Senhor é bom: bem-aventurado o homem que nele confia" (SI 34.8).

Acabei de Conversar com Ele

Um pregador ilustre foi interrogado por alguém sobre se ele realmente conhecia a Deus.
- O senhor conhece Deus? Pode dizer-me como Ele é?
- Conheço-o - respondeu o pregador. - Acabei de conversar com Ele agora mesmo!
"Jesus respondeu: Não me conheceis a mim, nem a meu Pai. Se vós me conhecêsseis a mim, também conhecerieis a meu Pai". "E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim" (Jo 8.19; 16.3).

Onde Deus Não Está?

- Pregador - perguntou um ouvinte tentando zombar, -o senhor pode dizer-me onde Deus está?
- Isso é muito fácil - respondeu, - o mais difícil é dizer onde Ele não está.
"Longe está o Senhor dos ímpios, mas escutará a oração dos justos" (Pv 15.29).

Sempre Honrei o Nome do Meu Pai

Aos 31 anos de idade, Antônio Carlos Mariz e Barros já estava coberto de honras e glórias na Guerra do Paraguai. Quando o navio Tamandaré se afastava, a 7 de março de 1866, do Forte de Itapiru, foi atingido por uma granada inimiga, que matou e feriu muitos brasileiros, entre eles, o próprio Mariz e Barros, que teve uma das pernas esfacelada. Enquanto os médicos lhe amputavam a perna ferida, já no final da cirurgia, começou a empalidecer:
- Digam a meu pai que eu sempre honrei o seu nome, disse o bravo comandante.
Pendeu a cabeça e morreu.
"Ah, ornamento de Israel! nos teus altos fui ferido. Como caíram os valentes!" (2 Sm 1.19).

Questão de Limites

Há muitos anos dois sitiantes limítrofes disputavam a localização da divisa. Cada um achava que o outro estava lhe roubando um pedaço de terra. Como não encontrassem solução amigável, decidiram apelar à justiça. Advogados, despesas forenses, audiências, recursos, tudo. Nesse ínterim, um deles vendeu a sua propriedade, mas o comprador * era um homem crente, temente a Deus, amante da paz. Quando chegou com sua mudança, foi logo interpelado pelo vizinho litigante:
- Soube que o senhor comprou essa propriedade e quero que saiba que comprou uma briga também. É que a divisa do terreno não está bem definida e nós estamos na justiça.
- Mas nós não vamos brigar por isso - respondeu o novo proprietário. Eu concordo com o senhor. Vamos mudar a cerca para o limite que o senhor está pleiteando na justiça, e acabar com a disputa.
O vizinho ficou admirado. Como é possível tanta liberalidade? Estendeu a mão ao novo vizinho e disse:
- Se o senhor pode ficar com o prejuízo, eu também posso. Deixe a cerca no lugar em que está!
"Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12.18).

Eis Que Tudo Se Fez Novo

Uma menininha quebrou um vaso de grande valor. Ficou muito triste, porém a tia a consolou:
- Não chore que titia manda consertar.
Procurou um restaurador de porcelanas, que consertou o vaso, pondo-o novo como antes. Admirada, a menina exclamou:
- Oh! titia, Jesus também conserta o nosso coração e ele fica novo como ficou este vaso!
"E desci d casa do oleiro e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso que ele fazia de barro quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós, como fez este oleiro, ó casa de Israel?... " (Jr 18.3-6a).

Persistência é Cavar o Poço

No sertão de Pernambuco, "seu" Severino Soares cavava um poço. Incansavelmente trabalhava ali. Cuidava com religiosidade de seus afazeres, mas não faltava à reunião na igreja:'Cultos aos domingos, Escola Dominical, reuniões de oração, evangelismo... No entanto, todo o tempo disponível empregava em cavar seu poço na baixada, próximo de sua casa. O viajante que passasse pela estrada perceberia o monte de terra do lado de fora do buraco aumentando dia a dia.
Na igreja, ou entre amigos, o conselho era um só:
- Descansa "seu" Severino. Ninguém tira água desse sertão. O senhor vai morrer cavando poço e a água não aparece.
Um dia "seu" Severino deu com um veio de água que o encharcou e o obrigou a pendurar-se depressa numa corda pendente. A alegria tomou conta de "seu" Severino. O poço satisfazia, não somente a ele e sua família, mas a todos os seus vizinhos.
Por ocasião de um esforço evangelístico de sua igreja, o pastor insistia com os crentes para convidarem pessoas.
- Os irmãos precisam ser persistentes - dizia.
Mas como acontece sempre, alguns manifestavam desânimo quanto aos convites.
- Os irmãos precisam ser persistentes, - tornava o pastor. - Insistam! Persistam! Convidem!
Em conversa, depois do culto veio à baila a palavra persistência. O irmão Severino Soares estava presente. Perguntaram-lhe:
- O que é persistência, irmão Severino?
- Persistência? - respondeu ele. - Persistência é cavar poço!...
"Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador, espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva têmpora e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima" (Tg 5.7,8).

Informação Errada

Uma senhora viajava de trem com a sua netinha. Sua filha estava doente e a netinha também tinha necessidade urgente de ser medicada. Pouco habituada a sair de casa, a vovó estava em dúvida quanto ao lugar em que deveria descer do trem. Percebia as paradas periódicas, os passageiros se movimentando, mas tudo aquilo para ela era perturbador e somava-se à preocupação pelo estado de saúde da menina...
Pela vidraça, ela via os campos cobertos de neve. O quadro poderia até ser muito bonito, não fosse aquela emergência. Perguntou a um passageiro:
- 0 senhor sabe onde fica a parada...?
- Sei, minha senhora - respondeu.
- É que pretendo saltar lá com a minha netinha.
- Esteja tranqüila que a informarei, senhora.
O trem continuou a sua marcha: Mais algumas paradas, mais movimentação rápida de passageiros.
Quando parou novamente, o passageiro consultado dirigiu-se a ela dizendo:
- Pode saltar aqui, vovó. É a sua estação, mas solte depressa porque a parada é rápida.
Novo apito, e o trem retomou a sua marcha.
Meia hora mais tarde o condutor vem gritando o nome da próxima parada. O passageiro que dera a informação à velhinha teve um sobressalto. Reconhecera ter fornecido uma informação errada. Falou com o funcionário. Imediatamente acionaram os dispositivos de segurança. O trem parou e organizou-se uma patrulha de salvamento. Encontraram a vovó e a netinha abraçadas, mortas de frio. É que elas saltaram fora de qualquer estação, por motivo de uma parada de emergência!
"O coração entendido buscará o conhecimento, mas a boca dos tolos se apascentará de estultícia" (Pv 15.14).

Morreu para Salvar os Passageiros

Um rapaz trabalhava numa estação de ferrovia e recebeu um telegrama atrasado: "Retenha a composição porque demos saída, por engano, a um cargueiro... por favor... atrase o trem de passageiros..."
O telegrafista, num relance, percebeu a intensidade do perigo! O trem de passageiros acabava de ser liberado, repleto, e ia chocar-se com o outro, ocasionando um terrível desastre.
Saiu correndo atrás do trem. Lembrou-se que mais adiante, a uns dois quilômetros, havia uma subida e o trem, forçosamente, diminuiria a velocidade. Isso lhe deu novo ânimo. Embora a composição aumentasse a distância ele corria mais e mais, num esforço desesperado para alcançá-la.
O trem começou a diminuir a velocidade. Agora, inversamente, a distância entre a composição e o corredor diminuía. Mais alguns minutos e ele teria cumprido o seu dever. Continuava correndo: alcançou o último vagão... mais um. Sempre correndo, gritava ao maquinista: "Pare o trem... pare o trem..."
Quando o maquinista compreendeu a intenção do rapaz, que ele conhecia bem, parou o trem, e, num último esforço, ouviu:
- Volte depressa com o seu trem que está vindo um cargueiro em sentido contrário.
O maquinista puxou os comandos e o trem começou a retornar. Foi o tempo suficiente para virar o comando do desvio e o cargueiro passou, inofensivo. Só então se lembraram do mensageiro; uma equipe foi em seu socorro: ele tinha caído, morto, no lugar onde alcançara o trem!
"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.6-8).

Nunca Foi Convidado

Conta-se que um cidadão lusitano, dono de uma arruinada casa de negócios, às portas da falência, resolveu se suicidar, atirando-se sob as rodas de um trem, na ferrovia próxima à sua residência. Mas era um domingo à noite quando tomou tal decisão. Em seu trajeto teria de passar pela porta de uma igreja. Estava no horário do culto, e, no momento em que a congregação cantava um belo hino: "Em Jesus amigo temos... mais chegado que um irmão... e nos manda que levemos... tudo a Deus em oração..."
O pobre do homem resolveu aproximar-se para ouvir melhor. "Temos lidas e pesares... e na vida tentação... não ficamos sem consolo... indo a Deus em oração..."
O desesperado cidadão sentiu um alívio com tanta promessa vinda da parte de Deus. Entrou na igreja. O porteiro indicou-lhe um lugar, e ele ouviu atentamente a pregação.
O pastor pregou sobre o Salmo 140: "O Senhor sustentará a causa do oprimido". O Espírito Santo tocou aquele infortunado coração. No apelo foi à frente, chorando e confessando os seus pecados e a sua desdita.
A alegria foi geral, pois o decidido era muito conhecido dos membros da igreja.
Findo o culto, o pastor pediu a ele que ficasse ao seu lado na porta, para ser cumprimentado pelas pessoas, mas para tristeza de muitos crentes, o velho comerciante cumprimentava a todos e dizia a alguns:
- "O senhor!? É membro desta igreja? Eu não sabia. Por que não me convidou antes para ouvir coisas tão belas?"
"Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra, e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei" (Ez 3.17,18).

Reencontro do Pai com o Filho Perdido

Pai e filho. Um é herói do outro. São inseparáveis. O pai anseia por um momento de folga para estar ao lado do filho. Certo dia marcaram uma pescaria juntos.
- Só nós dois papai. Não vamos levar mais ninguém. Feitos os preparativos na véspera, saíram bem cedinho.
Ainda sentiam a brisa da manhã quando se dispuseram a atravessar a floresta em direção ao rio.
- Cuidado, meu filho. Não se afaste demais, que você pode se perder.
O menino corria à frente, agarrava-se a um cipó, balançava-se e se adiantava demais. 0 pai tornava a aconselhar:
- Não se afaste muito. Você pode se perder.
Foi o que realmente aconteceu. O menino desapareceu.
O pobre pai, desesperado, começou a gritar pelo nome do filho. Nenhuma resposta. Procurou... procurou... nada.
Já tinha perdido a esperança, ao cair da tarde, mas continuava gritando e procurando. Foi então que obteve a resposta. Alguns segundos depois deu-se o reencontro. O pai, emocionado, segurava a mão do menino, enquanto dizia:
- Agora você não mais vai se perder. Não vou largar a sua mão.
"E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; e trazei o bezerro cevado; e matai-o; e comamos e alegremo-nos: porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se" (Lc 15.21-24). 52

O Amor de Mãe

O amor materno tem sido decantado através dos séculos por milhares de poetas, em prosa ou em verso, das mães humildes às mais soberbas, de todos os cantos da terra e de todas as formas.
Recentemente amplo noticiário nos dá conta do grande amor revelado por uma mãe inglesa que preferiu morrer Para que o seu filho vivesse. Ela estava grávida quando descobriu ser possuidora de pertinaz enfermidade. A única medicação, no caso, seria grandemente prejudicial ao feto.
Assim, ela deixou que a moléstia tomasse conta de seu organismo, para que, o filho querido ficasse ileso.
Veio a morrer de câncer logo após o parto. O filho nasceu perfeito.
"...o amor é forte como a morte; as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor" (Ct 8.6).

Eu Já Sabia

Uma mulher, lendo Mateus 17.20, resolveu fazer a experiência. Orou a Deus que removesse uma montanha que ficava em frente da sua casa. Orou... orou... tornou a orar, sempre de olhos fechados. Depois parou e foi abrindo os olhos devagar... desconfiada. A montanha lá estava no mesmo lugar. Ela, então, com toda a naturalidade, disse:
- Eu já sabia que Deus não ia mesmo remover essa montanha...
"Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida, é semelhante d onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte" (Tg 1.6).

Destaque

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