13/11/2009

A verdade sempre brilha no final, quando toda a gente se tiver afastado.
-- Júlio Ceron

É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.
-- Lao-Tsé

Transformai uma árvore em lenha que ela arderá; mas, a partir de então, não dará mais flores, nem frutos.
-- R. Tagore
Nas asas do tempo, a tristeza voa.
-- Jean de La Fontaine

O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso.
-- Ralph Waldo Emerson
Nunca chegarás a convencer um rato de que um gato traz boa sorte.
-- Graham Greene
Do fanatismo à barbárie não há mais do que um passo.
-- Diderot
A injustiça que se faz a um, é uma ameaça aque se faz a todos.
-- Montesquieu
O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude seus pensamentos e você mudará seu mundo
-- Norman Vicent Peale

05/11/2009

Bênção para Todo o Ano

"O homem fiel  gozará  de  abundantes  bênçãos"  (Provérbios
28:20) apressa a enriquecer não ficará impune.
 
Conta-se  a  história  de  dois  cristãos  que  tiveram  uma
divergência. Um deles ouviu o  outro  falar  dele  de  forma
depreciativa com outra pessoa. O  primeiro  aproximou-se  do
outro e disse:  "Você  poderia  me  falar,  com  sinceridade
cristã, sobre todos os meus erros? Desta forma eu poderei me
esforçar para não cometê-los novamente." "Sim," respondeu  o
outro, "eu lhe direi." Os dois se afastaram dos demais  e  o
que esperava a resposta  tornou  a  falar:  "Antes  de  você
começar a dizer o que acredita estar  errado  comigo,  vamos
nos ajoelhar e  orar  para  que  meus  olhos  sejam  abertos
enquanto você revela todas as minhas culpas. você pode fazer
a oração?" Após a oração,  o  primeiro  falou:  "Agora,  por
favor, diga-me tudo o que você  achou  de  errado  em  minha
conduta." O outro, refletindo um pouco,  respondeu:  "Depois
de orar, penso que o que ia falar é tão  insignificante  que
não vale a pena citar coisa alguma. Percebo que o que estava
fazendo desagradava a Deus  e  só  servia  para  alegrar  ao
inimigo. Ore por mim para que o Senhor me perdoe todo o  mal
que eu lhe causei." Toda a divergência foi encerrada naquele
momento.
 
Estamos iniciando um novo ano e almejamos que seja um ano de
grandes bênçãos e vitórias. Queremos  experimentar  momentos
de alegria e prazer e sonhamos com a realização de todos  os
nossos objetivos. Mas  nossos  passos  em  direção  a  essas
conquistas precisam estar alicerçados na presença do  Senhor
e, para isso, é necessário  que  estejamos  livres  de  todo
fardo que dificulte a nossa caminhada.
 
As atitudes egoístas e invejosas, as práticas de intrigas  e
fofocas, e tudo o mais que não condiz com o testemunho de um
verdadeiro cristão devem ser deixados no altar de Deus junto
a um pedido de  perdão  e  libertação.  Só  assim  poderemos
seguir  em  frente,  sem  qualquer  sentimento  de    culpa,
segurando nas mãos daquele que nos conduzirá em paz cada dia
deste novo ano.
 
Deixando as práticas mundanas e olhando  para  o  Senhor,  o
sucesso de seu novo ano será total.
 
Paulo Barbosa

Buscando Milagres

"Quando já ia chegando à descida  do  Monte  das  Oliveiras,
toda a multidão dos discípulos,  regozijando-se,  começou  a
louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres  que  tinha
visto" (Lucas 19:37).
 
Perguntaram  a  um  índio  no  Arizona    como    era    seu
relacionamento com  Deus  e,  especialmente,  o  que  sentia
quando orava. A sua resposta foi: "Quando oro, sinto como se
minha vida fosse um pequeno fosso de irrigação sendo  levado
a um rio poderoso. E quando, em oração, eu percebo que estou
bem próximo de Deus, parece que a água daquele  rio  vem  ao
meu encontro e se derrama sobre mim, inundando todo meu ser.
nesse instante, eu sinto bem forte o poder e a  presença  de
Deus.
 
O que temos sentido quando buscamos a presença de Deus? E  o
que temos sentido quando não lembramos de procurá-Lo?  Temos
tido experiências marcantes em nossa vida de oração, podendo
testemunhar que a oração é a alavanca que move  os  milagres
do Senhor  ou  continuamos  incrédulos  e  frios  exatamente
porque não nos movemos em  direção  Àquele  que  pode  fazer
grandes maravilhas?
 
Eu me lembro dos meus tempos de juventude quando  na  escola
aprendia sobre Jeca Tatu. Ele vivia dizendo que a sua  terra
não produzia nada e passava horas deitado em  sua  rede.  Ao
ser perguntado sobre  o  que  plantava,  respondia  que  não
plantava nada. É claro que  a  terra  não  poderia  produzir
coisa alguma!
 
Na vida espiritual acontece coisas semelhantes.  Muitos  não
crêem nos milagres do Senhor e nem nas respostas às orações.
Mas como poderão saber se Jesus atende as  orações  e  opera
milagres se jamais o buscam e nunca separam  um  tempo  para
falar com Ele?
 
Você quer saber se Jesus pode  ajudar-lhe  a  realizar  seus
sonhos e operar os milagres de que necessita? Pare um  pouco
de correr e fale com Ele em oração. Ele está  esperando  por
você.
 
Paulo Barbosa

22/10/2009

O verdadeiro vencedor esquece que está numa corrida, apenas ama correr.
As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho
-- Mário Quintana
Nenhuma pergunta é tão difícil de se responder quanto aquela cuja resposta é óbvia.
-- Bernard Shaw, escritor irlandês
Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar.
-- George Herbert, poeta inglês
Quem vive nas trevas não conseque ser visto, nem vê nada.
-- Kahlil Gibran
Um livro é como uma janela. Quem não o lê, é como alguêm que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem.
-- Kahlil Gibran
Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.
-- Martin Luther King
As injúrias são as razões dos que não tem razão.
-- Jean-Jacques
Quanto mais você racionaliza, menos você cria.
-- Raymond Chandler
Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é.
-- Carl Jung

Volte, meu Filho!

A criança se rebela contra o pai que o aconselha desde pequeno: "Não faça isso!"
Um rapaz, mal atingira a idade suficiente, fugiu de casa, deixando seus pais em sobressalto. Andou por muitos lugares, perambulou como mendigo e arrependeu-se do mau passo. Achava agora que teria sido melhor ter seguido o conselho dos pais. Era enorme o seu sofrimento: fome, fadiga, armadilhas do mundo cruel. Voltar para casa, sim: era esse o seu desejo,mas como seria recebido?
Certo dia aproximou-se de uma igreja que estava em horário de culto. A congregação cantava um lindo hino do qual ele se lembrava muito bem. Relutou, aproximou-se da porta e o porteiro mostrou-lhe um lugar. Qual não foi, porém, a sua surpresa, ao ver ao lado do púlpito, um retrato seu, tamanho grande, com os dizeres: "Onde quer que estejas, e da forma que estiveres, volta, meu filho, porque teu pai, tua mãe e teus irmãos te aguardam com uma festa".
Tomou logo a decisão. Voltou para casa onde realmente a festa aconteceu. Mas estava intrigado. Perguntou ao pai como coincidira ter entrado naquela igreja onde estava o seu retrato. O pai explicou: Tinha mandado colocar o retrato em todas as igrejas daquela cidade.
"Mas o pai disse aos servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés. E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; Tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se" (Lc 15.22-24).

O Filho Morreu na Guerra

Uma senhora procurou o pastor de sua igreja. Estava desesperada. Recebera um telegrama do Exército, com uma medalha, anunciando que seu filho tinha morrido na Segunda Guerra Mundial.
- Pastor, não creio em mais nada. Tanto que eu orei pelo meu filho e o meu filho morreu na guerra! Por que Deus não guardou o meu filho? por quê?...
O pastor ficou penalizado com o estado de desespero da pobre mãe. Aconselhou-a a ser forte. Disse-lhe:
- Minha irmã, a guerra é produto da maldade dos homens. E existem milhares de pessoas morrendo na guerra. A senhora orou pelo seu filho. A igreja orou pelo seu filho. -A senhora crê que dos milhares de jovens que estão na guerra, possa existir alguém que não tenha um parente, um amigo orando por ele? Mas nós, os crentes, sabemos que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que são chamados por seu decreto" (Rm 8.28).
"Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos!" (Rm 11.33b).

Vencido por Jesus

Ao se despedir de sua família para embarcar para os Estados Unidos, onde ia com o fim de enriquecer, Tsuquiama, ante apelos insistentes de sua família, prometeu:
- Sei que vou para um país cristão, mas nunca serei um deles, pois odeio o cristianismo.
Mas quando chegou à América, sozinho, Tsuquiama, triste com o budismo que abraçava desde criança, não pôde conter o ímpeto que teve de ler uma Bíblia que ganhara. As palavras de Jesus faziam um grande apelo ao seu coração, mas ele tinha prometido à sua mãe: - "Nunca serei um cristão. Eu odeio o cristianismo".
Mas teve a felicidade de ler Mateus 10.37: "Aquele que não renunciar pai e mãe não é digno de mim..."
Resolveu renunciar a tudo: pai, mãe, religião. Deixou tudo por amor de Cristo e, em abril de 1908, na igreja, levantou-se para confessar a Cristo como seu Salvador. Depois de 13 anos de ausência, em 1918, voltou ao Japão. Voltou como missionário, e teve a grande alegria de ver a sua família toda - um por um - render-se a Jesus.
"0 profundidade das riquezas, tanto de sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos!" (Rm 11.33).

Salvou o Menino do Incêndio

Um homem salvara um menino de um incêndio, onde pereceram os seus pais. Além de salvá-lo do fogo, tornou-se seu pai por adoção, em vista de sua orfandade. O garoto não se cansava de ouvir a mesma história repetida vezes e vezes pelo seu salvador, que no incêndio também perdera um braço.
O menino fez-se homem e continuava grande amigo de seu pai adotivo. Este costumava dizer:
- Se eu conquistei este jovem pelo meu braço queimado, muito mais Jesus conquistou os homens pela sua vida!
"Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3).

O Velho John Hartman

O velho pai dirigiu-se ao oficial no lugar onde se travara uma sangrenta batalha. Chamava-se John Hartman. Ele tinha um filho e o moço não voltara da batalha. Possivelmente estava morto. Mas o pai não se satisfez: não concordara com a explicação do oficial. Começou a procurar o filho querido. Anoitecia, e ele continuava procurando. Não enxergava mais senão os vultos, mas persistia na procura. Chamava-o pelo nome, que também era o seu próprio:
- John Hartman... John Hartman..., teu pai te procura...
Continuou gritando, e perdeu a noção do lempo: -John Hartman, meu filho..., teu pai te procura... Ouviu uma voz fraca responder ao apelo.
- Aqui estou, pai.
- Graças a Deus, - disse o velho.
Juntando sua reserva de forças, carregou aquele filho querido nos braços, levando-o para ser socorrido.
"Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre seus ombros, gostoso. E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida" (Lc 15.4-6).

O Grande Dom da Minha Mãe

"O otimismo é uma disposição alegre que permite que um bule de chá assobie apesar de estar com água quente até o nariz." - ANÔNIMO

Eu tinha dez anos de idade quando minha mãe teve paralisia, causada por um tumor na espinha dorsal. Antes disso ela havia sido uma mulher vibrante e vigorosa, de tal maneira ativa que a maioria das pessoas achava impressionante.
Mesmo quando era pequena, eu ficava admirada com suas realizações e por sua beleza. Porém, quando tinha trinta e um anos, sua vida mudou. Assim como a minha.
Do dia para a noite, parecia, ela passou a ficar deitada de costas em uma cama de hospital. Um tumor benigno a havia incapacitado, mas eu era jovem demais para compreender a ironia da palavra "benigno", pois ela nunca mais seria a mesma.

Ainda tenho imagens vívidas dela antes da paralisia. Ela sempre foi gregária e recebia muitas visitas. Com freqüência passava horas preparando canapés e enchendo a casa de flores, que colhia frescas no jardim cultivado ao lado da casa. Selecionava as músicas populares da época e rearrumava a mobília a fim de abrir espaço para que os amigos pudessem se entregar à dança. Na realidade, era minha mãe quem mais gostava de dançar.

Hipnotizada, eu a observava se vestir para as festividades noturnas. Mesmo hoje em dia ainda me lembro de nosso vestido favorito, com sua saia preta e corpete de renda azul-marinho, o contraste perfeito para seu cabelo louro. Fiquei tão emocionada quanto ela no dia em que trouxe para casa sapatos de salto alto de renda preta e, naquela noite, minha mãe certamente era a mulher mais bonita do mundo.

Eu acreditava que ela podia fazer qualquer coisa, fosse jogar tênis (ganhara campeonatos na universidade), costurar (fazia todas as nossas roupas), tirar fotografias (ganhou um concurso nacional), escrever (era colunista de um jornal) ou cozinhar (especialmente pratos espanhóis para meu pai).

Agora, apesar de não poder fazer nenhuma dessas coisas, ela encarava sua doença com o mesmo entusiasmo que tinha em relação a tudo o mais.

Palavras como "deficiente" e "fisioterapia" tornaram-se parte de um estranho mundo novo no qual entramos juntas, e as bolas de borracha para crianças que ela se esforçava para apertar adquiriram um simbolismo que jamais haviam possuído.
Gradualmente, passei a ajudar nos cuidados com a mãe que sempre cuidara de mim. Aprendi a cuidar do meu próprio cabelo - e do dela. Eventualmente, tornou-se rotina levá-la na cadeira de rodas até a cozinha, onde ela me ensinava a arte de descascar cenouras e batatas e como esfregar alho e sal e pedaços de manteiga em uma boa carne assada.

Quando, pela primeira vez, ouvi falarem em uma bengala, opus-me:

- Não quero que a minha linda mãe use uma bengala. Mas a única coisa que ela disse foi:

- Não é melhor você me ver andando com uma bengala do que não me ver andando de maneira alguma?

Cada conquista era um marco para nós duas: a máquina de escrever elétrica, o carro com câmbio e freio automáticos, sua volta à universidade, onde se diplomou em Educação Especial.

Ela aprendeu tudo o que podia sobre as pessoas com deficiências e acabou fundando um grupo ativista de apoio chamado Os Incapacitados. Certo dia, sem ter falado muito de antemão, ela me levou e a meus irmãos a uma reunião dos Incapacitados. Eu nunca vira tantas pessoas com tantas deficiências. Voltei para casa, silenciosamente introspectiva, pensando em como nós realmente tínhamos sorte. Ela nos levou muitas vezes depois disso e, eventualmente, a visão de um homem ou uma mulher sem pernas ou braços não nos chocava mais. Minha mãe também nos apresentou a vítimas de paralisia cerebral, enfatizando que a maioria era tão inteligente quanto nós, talvez mais. E nos ensinou a nos comunicarmos com os retardados mentais, mostrando como eles eram freqüentemente mais afetuosos, comparados às pessoas normais. Durante tudo isso, meu pai continuou a amá-la e apoiá-la.

Quando eu estava com onze anos, minha mãe me contou que ela e papai iriam ter um bebê. Muito depois, eu soube que seus médicos tinham insistido para que ela fizesse um aborto (terapêutico) - uma opção à qual ela resistiu veementemente.

Logo, éramos mães juntas, já que virei mãe adotiva de minha irmã, Mary Therese.

Em pouquíssimo tempo aprendi a trocar fraldas, banhá-la e alimentá-la. Ainda que mamãe tenha mantido a disciplina maternal, para mim foi um passo gigantesco além da brincadeira com bonecas.

Um momento se destaca mesmo hoje em dia: o dia em que Mary Therese, na época com dois anos, caiu e esfolou o joelho, abriu-se em prantos e passou correndo pelos braços estendidos de minha mãe para os meus. Tarde demais, eu vislumbrei a faísca de dor no rosto de mamãe, mas tudo o que ela disse foi:

- É natural que ela corra para você, pois você toma conta dela tão bem...

Como minha mãe aceitava sua condição com tanto otimismo, raramente me senti triste ou ressentida. Mas nunca irei esquecer o dia em que minha complacência foi destruída.

Muito tempo depois da imagem de minha mãe em salto agulha ter se dissipado da minha consciência, houve uma festa em nossa casa. A essa altura eu era adolescente, e vi minha sorridente mãe sentada na lateral, olhando seus amigos dançarem, e fui atingida pela cruel ironia de suas limitações físicas. Subitamente, fui transportada de volta à época de minha primeira infância e a visão de minha mãe dançando radiante estava novamente diante de mim.

Imaginei se mamãe se lembraria também. Espontaneamente, andei em sua direção e então vi que, apesar de estar sorrindo, seus olhos estavam marejados de lágrimas.

Corri para fora do aposento e para o meu quarto, enterrei meu rosto no travesseiro e chorei copiosamente - todas as lágrimas que ela jamais chorara. Pela primeira vez, eu me enraiveci contra Deus e contra a vida e suas injustiças para com a minha mãe.

A lembrança do sorriso brilhante de minha mãe permaneceu comigo. Daquele momento em diante, enxerguei sua habilidade de superar a perda de tantas batalhas anteriores e seu ímpeto em olhar para a frente - coisas que eu tomava por certas - como um grande mistério e uma poderosa inspiração.

Quando eu estava crescida e comecei a trabalhar com o sistema penal, mamãe se interessou em trabalhar com os prisioneiros. Ela telefonou para a penitenciária e pediu para dar aulas de Redação Criativa para os detentos. Lembro-me de como eles se amontoavam em volta dela sempre que ela chegava e pareciam se agarrar a cada palavra sua, como eu fizera na infância.

Mesmo quando não podia mais se deslocar até a prisão, ela freqüentemente se correspondia com vários detentos.

Um dia pediu-me para enviar uma carta para um prisioneiro, ''Waymon”. Perguntei se poderia lê-la antes e ela concordou, sem perceber, eu acho, o quanto aquilo seria revelador para mim.

Dizia:

"Querido Waymon,

Quero que saiba que tenho pensado em você com freqüência desde que recebi sua carta. Você mencionou como é difícil estar preso atrás das grades e meu coração se une ao seu. Mas quando você disse que eu não imagino o que é estar na prisão, senti-me compelida a dizer-lhe que está errado.

Existem diferentes tipos de liberdade, Waymon, diferentes tipos de prisões. Às vezes, nossas prisões são auto-impostas.

Quando, com a idade de trinta e um anos, levantei-me um dia para descobrir que estava completamente paralisada, senti-me em uma armadilha - dominada pela sensação de estar presa dentro de um corpo que não mais me permitiria correr através de uma campina, dançar ou carregar minha filha nos braços.

Fiquei deitada ali durante muito tempo, lutando para chegar a um acordo com minha enfermidade, tentando não sucumbir em autopiedade. Perguntei-me se, na verdade, valeria a pena viver nessas condições, se não seria melhor morrer.

Pensei a respeito desse conceito de prisão, pois me parecia que havia perdido tudo o que importava na vida. Eu estava próxima do desespero.

Mas, então, um dia me ocorreu que, na realidade ainda havia opções abertas para mim e que eu tinha a liberdade de escolher entre elas. Será que eu iria sorrir quando visse meus filhos de novo, ou iria chorar? Iria zangar-me em Deus, ou iria pedir que Ele fortalecesse minha fé?

Em outras palavras, o que eu iria fazer com o livre-arbítrio que Ele havia me dado e que ainda era meu?

Tomei a decisão de lutar, enquanto estivesse viva, para viver o mais plenamente possível, para procurar tornar minhas experiências aparentemente negativas em experiências positivas, procurar formas de transcender minhas limitações físicas expandindo minhas fronteiras mentais e espirituais.

Eu podia escolher entre ser um exemplo positivo para meus filhos ou podia murchar e morrer emocional assim como fisicamente.

Existem muitos tipos de liberdade, Waymon. Quando perdemos um tipo de liberdade, temos que simplesmente procurar por outro. Você e eu somos abençoados com a liberdade de escolher entre bons livros, que iremos ler, quais deixaremos de lado.

Você pode olhar para as suas grades ou pode olhar através delas. Você pode ser um exemplo para prisioneiros mais jovens ou pode se misturar com os encrenqueiros.

Você pode amar a Deus e buscar conhecê-lo ou pode virar as costas para Ele. Até certo ponto, Waymon, estamos nisso juntos. "

Quando finalmente terminei de ler a carta, minha visão estava borrada pelas lágrimas. Ainda assim, pela primeira vez, eu enxerguei minha mãe com clareza.

E eu a entendi.

MARIE RAGGHIANDI

Criando Raízes

"Nossa força vem de nossas fraquezas".
RALPH WALDO EMERSON


Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido. Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu - velho, amarrotado e bastante gasto.

Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.

Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.

O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito de jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional. Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.

Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas deveriam ser apreciadas.

Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou!

Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para chamar a atenção da árvore.

O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos.
Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.

Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois
anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. Árvores maricas.

Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a tranqüilidade nunca conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir dormir, dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles.

Freqüentemente rezo por eles. Rezo principalmente para que tenham vidas fáceis. "Senhor, poupe-os do sofrimento." Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.

Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que meu filhos irão encontrar dificuldades e minha oração para que isto não aconteça é ingênua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.

Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou rezar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.

Muitas vezes rezamos por tranqüilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar.

O que precisamos fazer é rezar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para
que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.

PHILIP GULLEY

13/10/2009

O Jovem sobre o Muro

Para quem fica em cima do muro...

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.
De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.
E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.
O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, você - desce do muro agora... Vem pra cá!
Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada.
Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar à Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É porque o muro é MEU.

Nunca se esqueça: Não existe meio termo.

O muro já tem dono.
Faça sua escolha!!!

Que Música Tocava?

Uma lista completa com as principais músicas nacionais e internacionais do ano que você quiser. Você pode ouvir a música do ano em que nasceu, por exemplo.

Boa ilustração para aniversários de casamento ou nascimento, bem como pode ser utilizada em dinâmicas e gincanas.

Planetarei - Que Música Tocava?

Destaque

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