30/07/2012

Eu Te Amo


A maioria das pessoas precisa ouvir alguém dizer "eu te amo". E há vezes em que ouve bem a tempo.

Conheci Connie no dia em que foi admitida na ala do sanatório onde eu trabalhava como voluntária. Seu marido, Bill, ficou por perto, nervoso, enquanto ela era transferida da maca para o leito de hospital. Ainda que Connie estivesse no estágio final de sua luta contra o câncer, estava alerta e animada. Nós a acomodamos. Terminei de marcar seu nome em todos os suprimentos de hospital que ela usaria e perguntei se precisava de alguma coisa.

- Oh, sim - disse -, será que você poderia me mostrar como usar a televisão? Gosto tanto de novelas, que não quero perder o que está acontecendo.

Connie era uma romântica. Adorava novelas de TV histórias românticas e filmes com uma boa história de amor.
 
Conforme fomos nos conhecendo, ela me confidenciou o quanto era frustrante ser casada há trinta e dois anos com um homem que freqüentemente a chamava de "boba".

- Ah, eu sei que o Bill me ama - disse -, mas ele nunca foi capaz de me dizer que me ama, ou de mandar cartões.

Suspirou e olhou através da janela para as árvores no jardim.

- Faria qualquer coisa para ele falar "Eu te amo", mas simplesmente não é do seu feitio.

Bill visitava Connie todos os dias. No começo, sentava-se ao lado da cama enquanto ela assistia às novelas. Depois, quando ela começou a dormir mais, ele andava de um lado para o outro no corredor do lado de fora do quarto. Logo, quando ela não via mais televisão e passava períodos menores acordada, comecei a         passar a maior parte do meu tempo como voluntária com Bill.

Ele falava de quando trabalhava como carpinteiro e de como gostava de pescar. Ele e Connie não tinham filhos, mas aproveitavam a aposentadoria viajando, até que Connie ficou doente. Bill não conseguia expressar o que sentia sobre o fato de sua esposa estar morrendo.

Um dia, depois de tomar café na lanchonete, puxei uma conversa com ele a respeito de mulheres e de como precisamos de romance em nossas vidas, como adoramos receber cartões sentimentais e cartas de amor.

- Você diz a Connie que a ama? - perguntei (sabendo a resposta), e ele me olhou como se eu fosse louca.
- Não preciso - disse. - Ela sabe que a amo!
- Tenho certeza de que ela sabe - falei inclinando-me e tocando suas mãos ásperas de carpinteiro que seguravam a xícara como se fosse a única coisa à qual ele pudesse se agarrar. - Mas ela precisa ouvir, Bill. Ela precisa ouvir o que significou para você durante todos esses anos. Por favor, pense nisso.

Voltamos para o quarto de Connie. Bill desapareceu lá dentro e eu fui visitar outro paciente. Mais tarde, vi Bill sentado ao lado da cama. Ele segurava a mão de Connie enquanto ela dormia. Era o dia 12 de fevereiro.

Dois dias depois eu estava andando pela ala do sanatório ao meio-dia. Lá estava Bill, apoiado contra a parede do corredor, olhando para o chão. Eu já soubera, através da enfermeira-chefe, que Connie morrera às 11 horas.

Quando Bill me viu, permitiu que eu o abraçasse por um longo tempo. Seu rosto estava molhado de lágrimas e ele estava tremendo. Finalmente encostou-se de novo na parede e respirou fundo.

- Tenho que dizer algo - falou. - Tenho que dizer como me sinto bem por ter dito a ela. - Ele parou para assoar o nariz. Pensei muito a respeito do que você me disse e, essa manhã, falei para ela o quanto a amava e como era maravilhoso estar casado com ela. Você deveria ter visto seu sorriso!

Entrei no quarto para me despedir pessoalmente de Connie. Lá, na mesa-de-cabeceira, estava um grande cartão de Dia dos Namorados que Bill lhe dera. Você sabe, do tipo sentimental, que diz:
 
"Para minha esposa maravilhosa...
Eu te amo."

Por BOBBIE LIPPMAN

26/07/2012

Uma Segunda Oportunidade


Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo, que for deixado. Isa. 11:11.


Na batalha de Bunker Hill, travada no dia 17 de junho de 1775, as forças sob o comando do Coronel William Prescott revelaram notável bravura diante dos soldados britânicos. Assim, quando Prescott ordenou que seus homens continuassem lutando até que pudessem "ver o branco dos seus olhos", muitos foram obedientes até à morte. Mas nem todos os americanos tiveram tanta coragem naquele dia. Depois da batalha, o Capitão John Callender, da milícia de Massachusetts, foi acusado de "covardia diante do inimigo".
Depois que George Washington assumiu o comando do Exército Continental em Cambridge, Estado de Massachusetts, no dia 3 de julho de 1775, um de seus primeiros atos foi enviar o Capitão Callender à corte marcial. No final daquela desagradável circunstância, Callender foi expulso do exército, passando pela maior vergonha.

Mas não foi esse o fim da história. Callender alistou-se novamente como pracinha e, um ano mais tarde, durante a perigosa retirada de Washington após a batalha de Long Island, demonstrou uma coragem tal que o general revogou publicamente a sentença e restituiu-lhe a posição de oficial em seu exército.
 
     

Um Santuário


Assim diz o Senhor Deus: Ainda que os lancei para longe entre as nações, e ainda que os espalhei pelas terras, todavia lhes servirei de santuário, por um pouco de tempo, nas terras para onde foram. Eze. 11:16.

Santuário é um lugar onde Deus habita. Quando Ele deu a Moisés instruções para a construção do tabernáculo, disse: "E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles." Êxo. 25:8. Mais tarde, no tempo de Salomão, uma estrutura muito maior, construída com pedras, substituiu a habitação de Jeová que se assemelhava a uma tenda.

Como sacerdote (Eze. 1:3), Ezequiel deve ter conhecido bem o "primeiro templo" e seus serviços, bem como o fato de que no Santíssimo habitava a glória do Shekinah - a manifestação visível da presença de Deus. Devido à apostasia e rebelião, entretanto, o povo judeu havia sido levado em cativeiro; o "primeiro templo" jazia em ruínas e - Icabode! - fora-se a glória.

Agora, vivendo em terra estrangeira, muitos desses cativos tinham começado a refletir sobre o modo vergonhoso como haviam tratado a Deus. Teria Ele resolvido abandoná-los para sempre? Ainda haveria esperança? Foi nessa conjuntura que o Deus da misericórdia, por meio de Ezequiel, garantiu a Seu errante povo que não os havia abandonado por completo. Na expressão usada em nosso texto, Ele afirma ao povo que na distante terra de seu cativeiro Ele mesmo lhes seria "um santuário". Que consolo deve ter isso representado para Ezequiel e seus companheiros de exílio!

Uns 56 anos mais tarde, o povo escolhido foi restituído à Terra Prometida, e finalmente o templo e seu santuário foram reconstruídos. Uma vez mais, entretanto, o povo judeu retrocedeu para a apostasia e chegou ao ponto de rejeitar o próprio Messias. Como resultado, a sua "casa" ficou "deserta". S. Mat. 23:38.

Não existe mais sobre a Terra um santuário especial onde a presença de Deus se manifeste visivelmente. Deus, entretanto, não abandonou Seu povo. Ainda hoje Ele pode ser um santuário para você e para mim. Não importa que moremos num palácio, numa casa humilde, numa cela de prisão ou mesmo que não tenhamos um teto; Deus promete estar conosco "todos os dias até à consumação do século". S. Mat. 28:20. Quão gratos devemos ser a Deus porque Ele ainda pode ser um "santuário" para nós!


Restituição


Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. S. Luc. 19:8.

O perdão envolve o princípio da restituição, sempre que existir a possibilidade de conserto. Há alguns erros pelos quais se pode fazer restituição completa; há outros pelos quais se pode fazer uma restituição parcial; mas outros ainda existem pelos quais nunca se pode fazer uma reparação. Estes podem ser muito complexos.

Num caso que conheço, um membro da igreja defraudou seu irmão numa transação comercial. A parte prejudicada queixou-se ao pastor. O pastor convocou ambos para um encontro e ouviu os dois relatos. Ficou claro, sem sombra de dúvida, que um irmão havia defraudado o outro. A solução correta teria sido que o acusado fizesse a restituição o mais rápido possível. Nesse caso, entretanto, o pastor disse à parte ofensora: "Vá, e não peque mais." Você pode ter certeza de que a parte prejudicada não gostou nem um pouquinho da solução.

No caso de uma pessoa que tenha tirado a vida de um indivíduo sem parentes vivos, é obviamente impossível fazer qualquer tipo de reparação. Mas veja o caso de um homem que comete adultério com uma mulher casada e depois nasce uma criança. Como é que o adúltero faz restituição a sua esposa? Ao marido traído? A seus próprios filhos? À criança que nasceu dessa união adúltera? Casos como esse são de difícil solução.

Qual é o remédio? Deve a pessoa ficar pelo resto da vida sentindo culpa por não poder nunca fazer a expiação de seu erro? Ou é suficiente que diga: "O Senhor me perdoou, e isso é tudo o que interessa; não tenho mais o que fazer"? Ou deve a pessoa, depois de pedir o perdão de Deus e o de todas as partes envolvidas, colocar a questão nas mãos dEle, disposta a fazer o que o Senhor orientar, no momento em que Ele o fizer? Acho que a resposta é obvia. E esse princípio aplica-se a todos os casos nos quais a pessoa deseja fazer restituição.

19/07/2012

No meio da dificuldade está a oportunidade. (Einstein)
O comportamento é um espelho em que cada um mostra sua imagem. (Goethe)

Seja senhor de tuas vontades, e escravo de tua consciência. (Aristóteles)

A principal coisa da vida não é o conhecimento, mas o uso que se faz dele. (Talmude)
Para cuidar de si mesmo use a cabeça; para cuidar de outros use o coração.
Suavemente descansarás, se teu coração não te repreender. (Malba Tahan)
Para um cientista o importante não é sua vida e sim sua obra. (Emílio Ribas)
A pressão não muda nosso caráter, apenas revela sua verdadeira natureza.

09/06/2012

Conselhos Egípcios a respeito da bebida


Não fique esquecido nas distilarias. Tenha cuidado para que as palavras que você diz quando embriagado não se voltem contra você. Quando, no fim, suas pernas falharem e você cair, ninguém lhe ajudará. Seus companheiros mais chegados deixarão você, dizendo: "Fique longe dele, é beberrão!"

07/04/2012

Não tinha tempo para Deus


Esta é a história, em oito capítulos, de um homem que nunca achou tempo para Deus:
1.°: Quando criancinha, quiseram ensiná-lo a rezar, mas alguém objetou: 'É muito cedo para pensar em Deus. Não compreende nada ainda."
2.°: Quando virou menino, acharam bom mandá-lo para o catecismo, mas logo veio a resposta: "É muito criança para pensar em Deus."
3.°: Quando era jovem, chegou convite para um encontro de jovens. Ele estava entretido com sua namorada. Outros responderam por ele: "Muito apaixonado para pensar em Deus."
4.°: Quando homem feito e casado, sua esposa pedia que fosse à igreja aos domingos, mas ele respondia: "Estou muito ocupado para pensar em Deus."
5.°: Houve santas missões na sua terra. Quiseram acordá-lo de madrugada a fim de participar de um ato penitencial, mas os amigos responderam: "Deixem-no. Está muito cansado para pensar em Deus."
6°: Uma vez, absorvido pelos negócios, convidaram-no para fazer a participar da páscoa. Ele, porém, respondeu: "Estou muito preocupado, para poder pensar em Deus."
7.°: Quando, já bem idoso, quiseram levar um padre até sua casa para uma visita, os netos objetaram: 'Muito velho para pensar em Deus."
8.°: Quando estava sendo levado para o cemitério, o demônio gargalhou maldosamente no rosto dele: "Muito tarde para pensar em Deus."

Melhor não deixar o ovo cair


"A história da Páscoa é um mito", dizia o professor de ciências de uma escola a seus alunos, alguns dias antes da Páscoa. "Jesus não saiu do túmulo," continuou, "mas, primeiramente, não existe nenhum Deus no céu que possa permitir que seu filho seja crucificado." "Senhor, eu acredito em Deus", Jimmy protestou. "E eu acredito que ele ressuscitou!" "Jimmy, você pode acreditar no que você quiser, é claro," o professor respondeu. "Porém, no mundo real não existe a possibilidade de tais milagres, como a ressurreição. Ninguém que acredite em milagres pode respeitar a ciência." "Deus não é limitado pela ciência," Jimmy respondeu. "Ele criou a ciência!" Incomodado com o modo como Jimmy defendia sua fé, o professor propôs um experimento cientifico. Foi até a geladeira e pegou um ovo de galinha. "Eu vou deixar este ovo cair no chão," começou o professor. "A gravidade vai fazer com que ele caia no chão e se despedace. "Olhando fixamente para Jimmy, ele continuou: "Agora, Jimmy, eu quero que você faça uma oração e peça ao seu deus para que quando eu soltar este ovo ele não caia no chão e se quebre. E se ele conseguir fazer isto, você terá provado que Deus existe, e eu terei que admitir isso." Após pensar por um momento sobre o desafio, Jimmy lentamente começou sua oração. "Querido Pai celeste," ele iniciou. "Eu peço que quando o meu professor soltar este ovo ... ele caia no chão e se quebre em uma centena de pedaços! E também, Senhor, eu peço que quando este ovo quebrar, meu professor tenha um ataque cardíaco fulminante e morra. Amém." Após os cochichos da classe, veio um silêncio fúnebre. Por um momento o professor não fez nada. E por fim ele olhou para o Jimmy e depois para o ovo. E, sem dar uma palavra, ele cuidadosamente devolveu o ovo na geladeira. "A aula acabou" disse o professor enquanto pegava suas coisas. O professor aparentemente acreditava mais em Deus do que ele mesmo imaginava. Muitas pessoas são como este professor, negam que Deus existe, mas correm para ele nos momentos difíceis. Porém questionam, e o atacam todas as vezes que tem chance. Jimmy sabia que Deus não iria matar o seu professor naquele momento, mas também sabia que seu professor não apostaria sua vida por um ovo. Quando sua vida está em jogo a ideia de que Deus existe parece fazer mais sentido.

A oração sem agradecimento é como um pássaro sem asas.
William Hendriksen

A alegria insensível ao agradecimento é sempre suspeita.
Theodor Haecker

As mais doces bênçãos são conseguidas com oração e usufruídas com ação de graças.
Thomas Goodwin

09/03/2012

Escolher Sempre o Melhor


      Certo jovem, criado com a sua família numa igreja, teve uma experiência diferente na comemoração do seu vigésimo primeiro aniversário. Resolveu sair com uns amigos não-crentes, e, num bar, tomou algumas cervejas. Ele não sabia qual seria a reação do seu organismo, pois nunca antes tinha bebido. O resultado foi saírem embriagados, e, com um revólver de brinquedo, assaltarem um homem, tomando-lhe o relógio e uns minguados cruzeiros. A vítima compareceu à Delegacia e os rapazes foram presos imediatamente, com o produto do roubo.
      A família do crente constituiu um advogado. Este tomou as medidas jurídicas cabíveis, aconselhou o rapaz a voltar-se para Deus, conseguiu uma declaração do pastor, e uma matrícula em escola noturna, bem como trabalho com carteira assinada; enfim, tudo que pudesse provar estar integrado o moço em uma vida honesta. Respondeu em liberdade, e, no julgamento, o próprio promotor público pediu a sua absolvição.
      Regozijando ainda pelo resultado alcançado pelas orações e pelo trabalho, o advogado foi procurado por outra mãe aflita, com o filho da mesma idade, em idêntica situação. Fora preso na Zona Sul da cidade e estava há dois meses numa cela da Delegacia. Procurou o rapaz e contou-lhe a experiência do caso anterior.
      - Você precisa confessar que fez isso num momento de insensatez, que vai integrar-se na vida honesta, voltar para a igreja, para a escola, para um trabalho.
      -  Não, doutor. O senhor está enganado - disse o jovem. - Eu não vou me regenerar.
      O advogado procurou a senhora crente e lhe deu a triste notícia:
      - Não posso defender o seu filho. Ele não pretende cooperar. Seria perder o meu tempo e o seu dinheiro.
      Uma semana depois a imprensa publicou a morte daquele rapaz. Tinha havido uma rebelião no xadrez da Delegacia e ele fora atingido por um projétil de arma de fogo, morrendo instantaneamente.
      "Porém, zombaram dos mensageiros de Deus e desprezaram suas palavras e mofaram dos seus profetas até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que não mais nenhum remédio houve" (2 Cr 36.16).
     

29/01/2012


Escrevendo sobre a família, Stephen Kanitz disse que "colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social" - Veja nº 1.739 de 20/02/2002. (Edvar Gimenes de Oliveira, em O Jornal Batista, pg 7 - 22 a 28/04/2002).

Um artista que já era autor de muitas telas de grande beleza, pensou um dia que ainda não havia pintado a "sua tela", a tela que seria a suma expressão de sua arte. E como seguia por uma estrada poeirenta a procurar alguma ideia, encontrou-se com um velho ministro religioso que lhe perguntou o que pretendia fazer. "Não sei ainda", respondeu o artista: "Desejo pintar a coisa mais bela. Poderá informar-me qual é?" "É muito simples", respondeu o velho ministro: "Você a encontrará em qualquer igreja ou crença. A coisa mais bela do mundo é a fé". O artista continuou a caminhar. Daí a pouco, encontrou-se com uma jovem noiva e perguntou-lhe qual era a coisa mais bela do mundo. "É o amor", respondeu. "O amor faz da pobreza, riqueza; suaviza as lágrimas e transforma pequenas coisas em portentos. Sem ele não existe beleza." O artista prosseguiu. Como um veterano de guerra passava pelo seu caminho, o pintor aproveitou e fez-lhe a pergunta. E o velho soldado respondeu: "A coisa mais bela do mundo é a paz. E a mais feia é a guerra", acrescentou. Então, pensou o artista: "Fé, amor e paz... como poderei pintá-los?" E balançando a cabeça tornou seu caminho de volta para casa meio que desanimado. Mas ao transpor seu limiar, encontrou a coisa mais bela do mundo: No olhar de seus filhos viu a fé. No sorriso da esposa brilhava o amor. E ali, no seu lar, havia a paz a que se referiu o soldado. Assim, o artista conseguiu pintar a coisa mais bela do mundo. E, ao terminar seu quadro, chamou-o de "Lar".

Dois passarinhos construíram seu ninho numa árvore muito baixa. A mulher, vizinha, ficou preocupada. Tentou enxotar os passarinhos, avisando-os que seu ninho estava muito baixo. Mas os passarinhos iam e regressavam. Outro dia, quando varria o quintal, a mulher percebeu que os dois passarinhos estavam voando aflitos de um lado para o outro. Ela correu para verificar o ninho. Dois ovinhos que lá estavam, haviam sido devorados por uma serpente. Quantos casais estão construindo um lar tão baixo?

Uma criança perguntou ao seu pai: “Papai, por que a gente não se muda lá prá igreja?”

“Mas, filho, nós não podemos morar na igreja!” Disse o pai.

Porém, a criança insistiu: “Ora, a gente leva o fogão, as mesas, a geladeira, cama, tudo prá igreja!”

O pai, impressionado com o interesse, perguntou: “Filho, por que você quer ir morar na igreja?”

O garoto de pronto respondeu: “Ah! Papai, sabe o que é? É que lá na igreja o senhor é tão bonzinho... não fica com raiva da mamãe, não briga com a gente...”. Aonde esconder a cara numa hora dessas?
“Nenhum sucesso compensa o fracasso no lar”.

Certo pregador realizava uma série de pregações numa igreja, quando numa das noites de pregação, foi procurado por uma senhora desejosa de saber o motivo porque seus filhos, de 13 e 11 anos de idade, ainda não se haverem convertido. O pregador procurou saber que tipo de cristã era a senhora que lhe falava e, pela conversa, descobriu que se tratava de uma mulher incansável na igreja, muito trabalhadora, ocupando vários cargos de muita importância, porquanto era crente sincera. O pregador, olhando-a, então, disse-lhe: “Minha irmã, seu mau é olhos enxutos”.

O escritor John Howard Payne, já se encontrava fora de casa havia nove anos. Uma tarde, ele Payne estava à janela, contemplava as pessoas que passavam alegres e apressadas, dirigindo-se cada uma para sua casa. De repente, Payne se viu pensativo naquele quarto de pensão em que estava. Se afastou da janela, e envolvido pela recordação de uma certa cidadezinha, ele apanhou o lápis e escreveu: “Ainda que da vida e prazeres de um palácio possamos partilhar, ainda assim, mesmo que humilde e simples, nada como o nosso lar”.

Certos missionários estavam em uma aldeia fora do país, em meio a uma guerra! Eles não sabiam falar a língua deles, apenas faziam gestos com as mãos. De repente uma bomba atinge uma criança. Os missionários ficaram desesperados e chamaram o médico, pois a criança perdia muito sangue. O médico apavorado não conseguia conter o sangue daquela criança. A essa altura a criança já estava desmaiada de tão fraca que estava. O médico disse aos missionários que precisaria de alguém com o sangue compatível ao da criança para que ela sobrevivesse, então os missionários, que não tinham sangue compatível ao da criança, saíram em busca de alguém, para fazerem transfusão de sangue. Em meio a gestos, mímicas para ver se alguém entendia o que eles queriam falar, mostravam o braço em tentativas vãs, e em meio ao desespero dos missionários, todas aquelas pessoas ficaram em silêncio... Quando menos se espera uma criança levanta a mão. Atônitos os missionários o levaram ao médico e o sangue era compatível, então preparam tudo e aquela criança ficou bem quieta observando o sangue saindo dela, enquanto isso a outra criança que recebia o sangue começava a se mexer! A criança olhava seu sangue, quando começou a chorar. O médico preocupado perguntou o que ele tinha, e ele disse que não tinha nada, então o médico continuou. A criança disfarçando para o médico não ver enxugava as lágrimas de seus olhinhos, quando o médico observou que ele continuava chorando! Então ele preocupado com o que estava acontecendo, chamou a enfermeira que era daquela aldeia, e ela perguntou a ele o que ele tinha, e ele respondeu para ela que estava com medo de morrer porque estava sendo tirado o seu sangue. Ao terminar o médico chamou aquela enfermeira e pediu que ela perguntasse a ele, se ele pensava que ia morrer, porque ele estava deixou tirar o sangue dele? A criança ainda chorando respondeu: - "Porque ele era meu amigo.... não queria que ele morresse". Amigo de verdade, dá a sua vida... porque é assim que a palavra de Deus nos fala...

A mulher comenta com o marido: - "Querido, hoje o relógio caiu da parede da sala e por pouco não bateu na cabeça da minha mãe!" Ao que o marido responde: - "Maldito relógio. Sempre atrasado!"

Ao receber uma cédula de cem reais, você percebe que a efígie é do Zé Carioca. O que você faz? Muito provavelmente não aceita, pois reconhece que a cédula é falsa. Entretanto, é possível, através da lavagem química e outros métodos, transformar cédulas de um real em cédulas de cem. Muitas pessoas têm aceitado essas cédulas como verdadeiras. Por que não se aceita a primeira cédula e aceita-se a segunda, se ambas são falsas? A resposta é evidente: Por causa da sutileza. (Elierme Mantaia – Revista Desafio – 3 Trimestre de 2000).

16/01/2012

Perdão Revogado


O rei chamou à sua presença o homem que ele havia perdoado, e disse: "Seu malvado miserável! Eu lhe perdoei aquela dívida enorme, só porque você me pediu - você não devia ter pena dos outros, do mesmo modo como eu tive de você?" Então o rei, irado, mandou o homem ser duramente castigado, até pagar o último centavo que devia. Assim meu Pai celeste fará, se vocês se recusarem a perdoar verdadeiramente os seus irmãos. S. Mat. 18:32-35 (A Bíblia Viva).

Alguns anos atrás, um homem do Estado de Kentucky, EUA, chamado Lucien Young, soube que um velho amigo dele, Samuel Holmes, se encontrava numa penitenciária e ainda tinha mais oito anos de pena por cumprir. Dirigindo-se à prisão, Lucien perguntou ao carcereiro se poderia conversar com seu velho amigo. Recebeu permissão. Por quase duas horas os dois conversaram e riram, recordando algumas de suas travessuras da juventude.

Posteriormente Lucien, que era bom amigo do governador Blackburn, foi à mansão do Executivo e pediu que o governador perdoasse o seu amigo. O governador pediu o prazo de uma semana para pensar no assunto. Quando a semana terminou, Lucien retornou ao escritório do governador.
- Aqui está o perdão - disse o governador, estendendo o documento a Lucien. - Mas antes de entregá-lo a Samuel, quero que você converse mais algumas horas com ele. Se ao final da conversa você achar que ele deve mesmo ser perdoado, eu lhe concederei a liberdade condicional, desde que você se responsabilize.
- Entendido - disse Lucien.

Lucien correu à prisão e mais uma vez obteve licença para conversar com seu amigo. Durante o transcorrer da visita, Lucien perguntou casualmente:
- Sam, quando você sair daqui, eu gostaria que se tornasse meu sócio. Concorda? Posso até ver se consigo tirá-lo daqui antes do término de sua pena.

Sam ficou em pé e caminhou um pouco de um lado para outro. Quando voltou a falar com Lucien, disse:
- Está bem. Mas antes de qualquer outra coisa, terei de resolver um negócio.
- Que negócio, Sam?
- Primeiro, vou matar o juiz e depois a testemunha que me mandou para cá.

Lucien saiu da prisão e devolveu ao governador o documento do perdão. Você o censuraria?

Se nós não perdoamos aos outros, seria de admirar que Deus revogasse o perdão que nos concede? (Ver Eze. 18:24 e 25.)

Destaque

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