14/02/2013


CÍRCULOS CONCÊNTRICOS


OBJETIVOS: Observar atentamente o comportamento do grupo para posteriores observações.

MATERIAL: Papel e caneta para os participantes.

PROCESSO: O animador divide o grupo em dois, para que metade represente o grupo de ação e a outra, o grupo de observação.
O grupo de ação permanece sentado em círculo concêntrico interno e o de observadores, em círculo concêntrico externo.
O grupo de ação inicia um debate sobre algum tema (poderão ser demonstradas situações de trabalhos na Casa Espírita).
O animador orientará o grupo de observadores acerca daquilo que deverão observar nos membros do grupo de ação. Assim o observador poderá anotar quem não participa, quem monopoliza, quem deseja participar e não tem oportunidade, etc.
No final o  grupo de observadores, apresentará suas observações, e prossegue-se trocando de posição os participantes, quem for do grupo de ação  passará para o de observadores, e vice- versa.

A LIÇÃO DA PLANTA


OBJETIVOS: Dinâmica para casais em crise, alicerçar amizades e fortalecer vínculos do grupo.

MATERIAL: Uma plantinha meio murcha num vaso ou um galho enterrado e um copo com água.

PROCESSO: Contar para os participantes  a seguinte estória, enquanto molha o vaso com o copo de água.
“ Em uma localidade, um casal estava prestes a separar-se. Já dormiam em camas separadas.
Resolveram dar-se mais uma chance, procurando a ajuda de um homem sábio do lugar onde viviam.
Este lhes deu uma pequena plantinha e lhes disse que a plantassem no jardim de sua casa. Caso a plantinha não morresse, vivesse, o casamento estaria salvo.
O problema é que na região havia uma grande seca.
Com medo que a plantinha não vingasse, a esposa levantou-se de madrugada com uma caneca de água para molhá-la; afinal, ela queria salvar seu casamento. Saiu em silêncio para que seu esposo não a visse molhar a planta. Para sua surpresa, lá chegando, o marido já estava molhando a plantinha em plena madrugada. Os dois se abraçaram diante da planta e se reconciliaram.”
Deixar que o grupo comente a estória, o que acharam...

AS TRÊS MISTURAS


OBJETIVOS: Demonstrar os diferentes modos de participação, o modo como as pessoas do grupo se posicionam frente ao outro e a necessidade de se “dissolver” sem perder a identidade.

MATERIAL: Três copos com água, um punhado de areia, um pouco de óleo de cozinha e um pouco de vinho ou refresco vermelho.

PROCESSO: Colocar os três copos com água no chão da sala ou sobre uma mesa. No primeiro misturar algumas gotas de óleo, no segundo misturar um pouco de areia e no terceiro um pouco de vinho ou suco.
Pedir para os participantes dizerem o que observam. Pedir para comparar os copos com o grupo e as misturas com os diferentes tipos de pessoa.

A LIÇÃO DA PEDRA


OBJETIVOS: A importância de enxergarmos as coisas como são realmente, discorrer sobre a superficialidade de nossos julgamentos, o perigo dos preconceitos e como podemos enxergar a beleza interior

MATERIAL: Uma pedra cortada e uma folha de jornal amassado.

PROCESSO: Arranjar uma pedra de tamanho médio, brilhante de um lado e áspera e feia na maior parte.
Colocar a parte lisa, bonita, para baixo, sobre uma folha de jornal amassado. Perguntar a todos o que estão vendo? Descrever o objeto, como é e que impressão causa?
Virar a pedra para cima e mostrar o lado bonito. Perguntar novamente. 

O LIXO E A CRUZ


OBJETIVOS: Revisão de vida, importância da aceitação das dificuldades da vida e aulas sobre vícios e defeitos.

MATERIAL: Folhas de  papel ou jornal para dobraduras conforme modelo.

PROCESSO: Distribuir uma folha para cada participante, pedir que repitam as mesmas dobras que o organizador via fazendo na folha.
Pedir que todos façam o recorte na parte menor da dobra.
Colocar o pedaço maior no bolso sem abrir e o pedaço menor jogar no lixo.
Pedir a todos que falem dos lixos  que precisam ser “jogados fora”.
No final, solicitar que abram o pedaço do bolso. Para surpresa teremos ali o desenho de uma cruz.
Falar sobre o esforço para conseguirmos vencer os vícios e defeitos da nossa vida.

A QUEIMA DOS VÍCIOS


OBJETIVOS: Afirmação da proposta de reforma íntima, encerramento de encontros.

MATERIAL: Papel, canetas, recipiente para colocar fogo e fósforos.

PROCESSO: Distribuir  papéizinhos entre os participantes, pedindo que cada um coloque neles seus vícios ou defeitos a serem vencidos.
Após uma oração, acender o fogo no recipiente e pedir que cada um queime seu papel com o  propósito de reforma íntima.
Pode-se também ao final cantar uma música.

O DESABROCHAR DA VIDA


OBJETIVOS: A necessidade de abertura, a demonstração dos sentimentos, o desabrochar para a vida em grupo.

MATERIAL: Flores de papel conforme modelo, e copos com água.

PROCESSO: Colocar os copos com água no chão da sala ou sobre uma mesa, em número correspondente ao número de flores distribuídas fechadas. Pedir que cada participante coloque sua flor – previamente entregue - dentro do copo com água, mantendo-a fechada. Pedir para que observe o que acontece.
Aos poucos as flores irão se abrindo. Umas mais rapidamente que as outras.
Pedir para dizerem o que sentiram, comparando o que está escrito dentro da flor.

BRINCADEIRA DE PEGA-PEGA


OBJETIVOS: Levar os parceiros ao mútuo conhecimento, dinamizar uma reunião quando a atenção dos participantes estiver decaindo e recreação em diversos grupos.

MATERIAL: Papel (folhas), pincel atômico, relação de “palavras secretas” e fita adesiva.

PROCESSO: Dividir o grupo em duplas e pedir que os pares fiquem de frente um para o outro.
Colar, nas costas de cada um, uma folha com uma palavra e cada um deverá procurar ler nas costas do companheiro a palavra secreta escrita, sem deixar que ele leia a sua antes.
A brincadeira termina quando todos souberem as palavras secretas de seus parceiros.
Importante: fazer tudo para ler a palavra do companheiro, mas também fazer tudo para esconder a sua palavra dos olhos dele.

A PALAVRA IMÃ


OBJETIVOS: Incentivar a participação de todos, descontração, colocar sentimentos escondidos para fora e libertar a parcela de verdade que todos temos em nossa mente.

MATERIAL: Cartolina e pincéis atômicos.

PROCESSO: Dispor os participantes sentados em círculo. O coordenador deverá escrever no centro de uma cartolina a palavra-chave, o tema do encontro: Amor.
Pedir para cada participante escrever em torno da palavra-chave, aquilo que lhe vier à cabeça.
No final da dinâmica, todos conversarão sobre o que escreveram, o que sentiram.

TEIA DA AMIZADE


OBJETIVOS: Apresentação do grupo, trabalhos em equipe, mútuo conhecimento, descontração e a importância de cada um assumir a sua parte na vida.

MATERIAL: Um rolo (ou novelo) de lã ou fio.

PROCESSO: Dispor os participantes em círculo.
O coordenador toma nas mãos um novelo de linha ou lã  e, em seguida, prende a ponta do mesmo em um dos dedos de sua mão.
Pedir para as pessoas prestarem atenção na apresentação que ele fará de si mesmo. Assim, logo após apresentar-se brevemente, dizendo quem é, de onde vem, o que faz etc., joga o novelo para uma dessas à sua frente.
Essa pessoa, apanha o novelo e, após enrolar a linha em um dos dedos, irá repetir o que lembra sobre a pessoa que acabou de se apresentar e lhe atirou o novelo. Após fazê-lo, essa segunda pessoa irá se apresentar e assim se dará sucessivamente, até que todos digam ao grupo seus dados pessoais e se conheçam.
Pedir para as pessoas dizerem o que observaram, o que sentiram, o que significa aquela teia, o que aconteceria se alguém soltasse um dos fios.

VARINHAS QUE NÃO QUEBRAM


OBJETIVOS: União do grupo. A fé como força que pode agregar, unir e dar resistência às pessoas.

MATERIAL: Um feixe de 16 varinhas (pode-se usar palitos de churrasco).

PROCESSO: 1. Pedir que um dos participantes pegue uma das varinhas e a quebre. ( o que fará facilmente).
2.    Pedir que outro participante quebre cinco varinhas juntas num só feixe
(será um pouco mais difícil).
3.    Pedir que outro participante, quebre todas as varinhas que restaram, se não conseguir, poderá chamar uma outra pessoa para ajudá-lo.
4.    Pedir que todos os participantes falem sobre o que observaram e concluíram.
5.    Terminar com uma reflexão sobre a importância de estarmos unidos. 

A TROCA DE UM SEGREDO


OBJETIVO: Fortalecer o espírito de amizade entre os membros do grupo.

MATERIAL: Lápis e papel para os integrantes.

PROCESSO: O coordenador distribui um pedaço de papel e um lápis para cada integrante que deverá escrever algum problema, angústia ou dificuldade por que está passando e não consegue expressar oralmente. Deve-se recomendar que os papéis não sejam identificados a não ser que o integrante assim desejar. Os papéis devem ser dobrados de modo semelhante e colocados em um recipiente no centro do grupo. O coordenador distribui os papéis aleatoriamente entre os integrantes. Neste ponto, cada integrante deve analisar o problema recebido como se fosse seu e procurar definir qual seria a sua solução para o mesmo. Após certo intervalo de tempo, definido pelo coordenador, cada integrante deve explicar para o grupo em primeira pessoa o problema recebido e solução que seria utilizada para o mesmo. Esta etapa deve ser realizada com bastante seriedade não sendo admitidos quaisquer comentários ou perguntas. Em seguida é aberto o debate com relação aos problemas colocados e as soluções apresentadas.
Possíveis questionamentos:
-          Como você se sentiu ao descrever o problema?
-          Como se sentiu ao explicar o problema de um outro?
-          Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por outro?
-          No seu entender, o outro compreendeu seu problema?
-          Conseguiu por-se na sua situação?
-          Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa?
-          Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo?
-          Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüência da dinâmica? 

COMPRIMIDO PARA A FÉ


OBJETIVOS: Reflexão sobre o isolamento em relação aos outros, o fato de não estar “imerso” no mundo, ter medo de se entregar as mesquinharias e com se dá a graça de Deus nas nossas vidas.
 
MATERIAL: Três copos com água. Três comprimidos efervescentes. (aqueles com envelope).

PROCESSO: 1. Colocar três copos com água sobre a mesa.
2. Pegar três comprimidos efervescentes, ainda dentro da embalagem.
3. Pedir para prestarem atenção e colocar o primeiro comprimido com a embalagem ao lado do primeiro copo com água.
4. Colocar o segundo comprimido dentro do segundo copo, mas com a embalagem.

5. Por fim, retirar o terceiro comprimido da embalagem e colocá-lo dentro do terceiro copo com água.
1.    Pedir que os participantes digam o que observaram.

O BONECO

OBJETIVOS: União do grupo, trabalho em equipe e sentido de equipe.

MATERIAL: 2 folhas de papel para cada participante. hidrocor, fita adesiva, cola e tesoura.

PROCESSO: Cada membro do grupo deve desenhar em uma folha de papel uma parte do corpo humano, sem que os outros saibam.
Após todos terem desenhado, pedir que tentem montar um boneco (na certa não vão conseguir pois, Terão vários olhos e nenhuma boca...).
Em seguida, em outra folha de papel, pedir novamente que desenhem as partes do corpo humano (só que dessa vez em grupo) Eles devem se organizar, combinando qual parte cada um deve desenhar.
Em seguida, após desenharem, devem montar o boneco. Terminada a montagem, cada membro deve refletir e falar sobre como foi montar o boneco. Quais a dificuldades, etc. ...

Variação desta dinâmica: Construção de um castelo, dividir os participantes em 03 grupos, pedir que um grupo construa a base ( os alicerces) do castelo, o outro as paredes e o último as torres. 

12/02/2013


PÔR-SE NA PELE DO OUTRO: O ESPELHO


OBJETIVOS: Conscientizar as pessoas acerca da dificuldade que existe em compreender os outros e mostrar que a falta de comunicação é muitas vezes um problema de falta de compreensão.

MATERIAL: Lápis ou canta e papel branco.

PROCESSO: O animador explica inicialmente o que se entende pela expressão: “Pôr-se na pele do outro.” Como é o outro, na própria pele? Como compreendê-lo para melhor comunicar? Etc.
Em continuação, o animador pede que formem grupos a dois, para poderem vivenciar a situação de “espelho” como parceiro. Este exercício tem três fases:
1ª fase: O parceiro “A” procura executar uma ação (tomar um café, trabalhar no escritório, escrever uma carta, etc.) e o colega “B” o imitará em todos os gestos, com o seu ritmo, suas emoções  e com toda a precisão.
2ª fase: Invertem-se os papéis. O parceiro “B” começa a ação e o “A” o imita em tudo.
3ª fase: Nessa fase, é sempre a situação do espelho.  Após algum tempo de concentração de um sobre o outro, cada um procurará ser, ao mesmo tempo, aquele que inicia o gesto e fará a vez do espelho, imitando os gestos do outro. Ninguém saberá o que irá acontecer. Observa-se que as duas pessoas farão ao mesmo tempo as duas coisas.
Finalmente as duas pessoas comentarão a experiência vivida, pondo em comum as seguintes observações:
a)    A dificuldade de estar atento durante todo o tempo.
b)    A concentração sobre o outro.
c)    O gesto externo, revelando o movimento interno.
d)    Quem toma a iniciativa de um gesto? Quem o imitará?

EXERCÍCIO DO EXAME PESSOAL


OBJETIVOS: Conscientizar-se acerca das estratégias usadas nas situações de conflito, examinar os métodos usados para resolver os conflitos e introduzir estratégias para negociar e apresentar habilidade nas negociações.

MATERIAL: Lápis e papel para todos os participantes.

PROCESSO: Os participantes são convidados, pelo animador, a fazer um exercício de fantasia, com o objetivo de examinar  suas estratégias na solução de conflitos individuais. Durante aproximadamente cinco minutos, o animador conduzirá o grupo através da fantasia que se segue.
 O animador convida para que todos tomem uma posição confortável, fechem os olhos, procurando recolher-se, desligando-se do resto, relaxando completamente.
Em continuação, o animador começa dizendo: “Todos estão agora caminhando pela rua, e de repente observam, a certa distância, que se aproxima uma pessoa familiar a eles. Eis que a reconhecem.
È uma pessoa com a qual estão em conflito. Todos sentem que devem decidir rapidamente como enfrentar a pessoa. À medida que esta se aproxima, uma infinidade de alternativas se estabelece na mente de todos. Decidem agora mesmo o que fazer e o que irá acontecer. E o animador para a fantasia. Aguarda um pouco. A seguir dirá: “ A pessoa passou. Como se sentem? Qual o nível de satisfação que estão sentindo agora?”
Continuando, o animador pede às pessoas que voltem à posição normal e abram os olhos.
Assim que o grupo retorna da fantasia, durante cinco minutos todos responderão por escrito às seguintes perguntas: a) Em que alternativas pensou? b) Qual a alternativa que escolheu? c) Que nível de satisfação sentiu ao final?
Cada participante deverá a seguir comentar com outros dois colegas as respostas dadas às perguntas anteriores, ficando um encarregado de fazer uma síntese escrita.
Ainda em continuação, o animador conduzirá os debates em plenário onde serão relatadas as sínteses dos grupos. Observa-se, em geral, que as estratégias mais empregadas se resumem em evitar, adiar e confrontar os conflitos.
Por último através da verbalização, cada participante expõe suas reações ao exercício realizado, e o animador fará um comentário sobre o problema dos conflitos.

CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER


OBJETIVOS: Comparar os resultados de uma decisão individual com uma decisão grupal e explorar valores que caracterizam um líder.

MATERIAL: Uma cópia das características de um líder, para cada participante , lápis ou caneta.

PROCESSO: O animador, caso o número de participantes for acima de doze, formará grupos para facilitar o trabalho, distribuirá uma cópia das características de um líder. Durante um tempo, todos procurarão fazer a seleção das características, colocando-as em ordem de prioridade.
Uma vez terminado o trabalho individual, a animador determina que se faça uma decisão grupal. Em casa grupo se fará a indicação de um relator, a quem cabe anotar a decisão do grupo, para posteriormente ser relatado no plenário.
Numa discussão final, todos os relatores dos grupos apresentam em plenário o resultado da decisão grupal.

 

RELAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER


Abaixo há uma lista de doze características de um líder. Seu trabalho será de enumerar essas características, colocando nº 1, para aquela característica que no seu entender é a mais importante, nº 2, para a segunda característica mais importante, até o nº 12, para aquela que no seu entender é menos importante para um líder.

a.    Mantém a ordem durante todo o tempo da reunião.
b.    É amigo e social.
c.    Tem idéias novas e interessantes: é criativo.
d.    Sabe escutar e procura compreender as outras pessoas.
e.    Procura fazer entender a todos.
f.     É firme decidido.
g.    Admite abertamente seus erros.
h.    Promove oportunidade para que todos membros ajudem na solução dos problemas.
i.      Sabe elogiar com freqüência e raras vezes critica negativamente.
j.     Gosta de conciliar.
k.    Segue rigorosamente as regras e procedimentos.
l.      Nunca manifesta rancor e insatisfação.

SOLUÇÃO CRIADORA DE UM PROBLEMA


OBJETIVOS: Observar atitudes grupais na solução de um problema e explorar influências interpessoais na solução dos mesmos.

MATERIAL: Papel, lápis ou caneta.

PROCESSO: O animador esclarece que se trata da solução criadora de um problema, para o qual deve ser procurado um consenso. Todos deverão prestar atenção acerca do processo da discussão, pois no final será analisado pelo grupo.
A seguir, o animador expõe o problema a ser solucionado pelos grupos, durante dez minutos: “Anos atrás, um mercador londrino teve o azar de ficar devendo uma grande soma de dinheiro a outra pessoa, que lhe fez um empréstimo. Este se encantou  pela jovem e linda filha do mercador. Propôs-lhe então um acordo. Disse que cancelaria a dívida do mercador, se pudesse desposar-lhe a filha. Tanto o mercador quanto sua filha ficaram apavorados. Aí a pessoa que havia emprestado o dinheiro propôs que se deixasse a solução do caso à Providência. Para tal, sugeriu colocarem um seixo preto e outro branco dentro de uma bolsa de dinheiro vazia, e a moça deveria então retirar um dos seixos. Se retirasse o seixo preto tornar-se-ia sua esposa e a dívida de seu pai seria perdoada. Se retirasse o seixo branco, permaneceria como pai e mesmo assim a dívida seria perdoada. Mas, recusando-se a retirar o seixo, o pai seria atirado na prisão e ela morreria de fome. O mercador concordou, embora constrangido. Eles estavam num caminho cheio de seixos, no jardim do mercador. O credor abaixou-se para apanhar os dois seixos e ao fazê-lo apanhou dois pretos e colocou-os na bolsa do dinheiro, que foi visto pela moça. Pediu então à moça que retirasse o seixo que indicaria não só a sua sorte, como também a de seu pai.” Cabe então ao grupo encontrar a solução que a moça encontrou para poder continuar em companhia de seu pai e Ter a dívida perdoada.
Solução: A moça do conto meteu a mão na bolsa e retirou um seixo. Porém, antes de olhá-lo, desajeitada, deixou-o cair no caminho onde ele logo se perdeu no meio dos outros.
Após dez minutos, o animador pede aos grupos a solução encontrada e solicita que expliquem o processo usado para chegar a conclusão.
Enquanto todos não tiverem encontrado a solução, pode-se continuar o trabalho, ficando os grupos, que terminarem como observadores, sem interferir nos debates.
A seguir, forma-se o plenário para comentários acerca do comportamento dos membros do grupo de discussão, focalizando as atitudes de:
a)    membros que pouco participaram;
b)    pessoas que dificilmente aceitaram as idéias dos outros;
c)    elementos que ficaram nervosos, inseguros durante o debate;
d)    demonstração de inibição, etc.


EFICIÊNCIA DE UM TRABALHO DE EQUIPE


OBJETIVOS: Demonstrar rapidez num trabalho de equipe. Desenvolver agilidade mental e capacidade de raciocínio e desenvolver a imaginação e a criatividade.

MATERIAL: Uma cópia da “corrida de carros”, lápis ou caneta.

PROCESSO: Dividir os participantes em diversos grupos de cinco a sete membros cada.
A tarefa de cada grupo consiste em resolver na maior brevidade possível, o problema da “corrida de carros” , conforme explicação na folha, que será entregue a cada grupo.
A seguir, lê-se, em voz alta, o conteúdo da folha e inicia-se o exercício.
Todos os grupos procurarão resolver o problema, com a ajuda da equipe. 
Obedecendo às informações constantes da própria “corrida de carros”, a solução final deverá apresentar a ordem em que os mesmos carros estão dispostos com a respectiva cor, conforme chave anexa.
Será vencedor da tarefa o grupo que apresentar por primeiro a solução do problema.
Terminado o exercício, cada grupo fará uma avaliação acerca da participação dos membros da equipe, na tarefa grupal.
O animador poderá formar o plenário com a participação de todos os membros dos grupos, para comentários e depoimentos.

SOLUÇÃO DA CORRIDA DE CARROS

1.        O Shadow, cor azul.
2.        O Mclaren, cor verde.
3.        O March, cor vermelha.
4.        O Ferrari, cor creme.
5.         O Lola, cor cinza.
6.        O Lotus, cor amarela.
7.        O Isso, cor preta.
8.        O Tyrrell, cor marrom.

O GRÁFICO DA MINHA VIDA


OBJETIVOS: Dar a todos os participantes uma oportunidade de fazer um feedback de sua vida. Todos poderão expressar suas vivências e sentimentos ao grupo.

MATERIAL: Folhas de papel em branco, lápis ou caneta.

PROCESSO: O animador do grupo inicia explicando os objetivos do exercício. A seguir, distribuirá uma folha em branco para cada participante. Todos procurarão traçar uma linha que, através de ângulos e curvas, represente fatos da própria vida. Os fatos podem limitar-se a um determinado período da vida: por exemplo, os últimos três meses ou o último ano.
O gráfico pode expressar vivências e sentimentos do tipo religioso, familiar, grupal ou social.
A seguir, um a um irá expor ao grupo  seu próprio gráfico, explicando os pontos mais importantes.
Terminado o exercício, seguem-se os comentários e depoimentos dos participantes.

OUTRAS FORMAS

 

1.    Descrever cinco acontecimentos mais marcantes da própria vida, e apresentá-los ao grupo, em ordem de sua importância.
2.    Descrever com dez palavras os traços da própria personalidade que mais marcam a vida.
3.    Que epitáfio você gostaria para seu túmulo?

O JOGO DOS QUADRADOS


OBJETIVOS: Levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de cooperação, comunicação clara, formas de tratamento, flexibilidade e negociação.

MATERIAL: Envelopes com os jogos do quadrado.

PROCESSO: Formar cinco grupos.
Preparar os envelopes, previamente, de modo que o de número 5 fique normal (todas as peças juntas) e que nos outros quatro as peças sejam embaralhadas, misturadas entre os envelopes.
Distribuir os envelopes, aleatoriamente, pedindo que “não abram, ainda.”
“ Da atenção de vocês, dependerá quase 100% da eficácia desse exercício.”
“Se alguém já conhece o método ou o resultado desta atividade, por favor, não revele... deixe que as pessoas descubram.”
O facilitador pode utilizar as pessoas que, porventura, conheçam a dinâmica, para fazerem o papel de observadores.
Proceder as instruções: “Quaisquer outros aspectos que não estiverem enquadrados nas regras que vamos lhes passar serão  permitidos.”
Regra nº1: “Não pode falar! Qualquer outra forma de comunicação , que não seja verbal é permitida.”
Regra nº 2: “Não pode rasgar, dobrar, amassar, quebrar ou riscar nenhuma das peças nem o envelope.”
Regra nº3: “Vocês vão construir, cada grupo, um quadrado, com o material que está dentro do envelope de vocês.”
Se os grupos não perceberem que terão de efetuar a troca, o facilitador pode dizer depois de algum tempo: “Nem sempre a solução para os nossos problemas está em nossas mãos!” ... até que todos se movimentem, em silêncio, e concluam o exercício, formando cinco quadrados.
Os quatro grupos que estão trocados ficam intrigados porque um grupo terminou tão rápido (justamente o grupo que não estava com as peças trocadas).
Depois que todos tiverem terminado, voltar ao grupão original e proceder os comentários, sentimentos e aprendizado.

O AVESTRUZ


OBJETIVOS: Ilustrar formas de comunicação – estilo autoritário ou participativo. É realizada em duas etapas.

MATERIAL: Papel em branco e caneta.

PROCESSO: O exercício é desenvolvido em duas etapas, na primeira, o facilitador demonstra muito autoritarismo. Na segunda etapa, já demonstra flexibilidade, fluidez na comunicação e bom relacionamento com as pessoas.

Primeira etapa:
Iniciar de forma autoritária: “Estou trazendo uma recomendação da Diretoria, para ser realizado um projeto dentro das diretrizes que passarei a colocar para todos, a partir de agora... todas as orientações estão muito claras, foram feitas com a mais criteriosa segurança, portanto não aceito questionamentos, nem perguntas... tudo está muito claro!”
“Vamos portanto, às orientações do projeto:
1.     No centro da sua folha de papel, desenhe um elipse, com, aproximadamente 5 cm de diâmetro.
2.     Na parte interna, superior, à direita, desenhe o sinal matemático “maior que”, tendo, aproximadamente, 0,5 cm (meio centímetro) de raio.
3.     Tocando a linha externa, direita, do elipse, iniciar duas retas paralelas, ascendentes, levemente inclinadas para a direita, com uma distância entre si de 0,7 cm (zero, vírgula sete centímetros) e 2,5 cm de comprimento.
4.     Ligada (ou tocando) a parte superior das duas retas, desenhe um círculo com –mais ou menos – 1 cm de diâmetro.
5.     Dentro do círculo, desenhe um outro círculo, bem menor com – mais ou menos – 3mm de diâmetro.
6.     Inicie na parte inferior externa, um pouco à direita, do círculo  maior duas retas de 0,5 cm (meio centímetro), cada que se juntarão formando um vértice.
7.     Tendo como vértice a parte externa, esquerda, do elipse, inicie três retas de 0,7 cm (zero, vírgula sete centímetros), de modo que uma fique reta, uma inclinada para cima e a outra inclinada para baixo.
8.     Iniciando na parte inferior, externa, do elipse, tocando-o, desenhe duas retas descendentes, paralelas entre si em 2 cm e comprimento de 3 cm.
9.     Tendo como vértices as extremidades inferiores das retas, inicie em cada um dos vértices, três retas de 0,5 cm – a primeira é extensão da reta maior e as outras duas, uma inclinada para a direita e a outra inclinada para a esquerda.

Segunda etapa:

Iniciar de forma bem descontraída, dizendo que “ Vamos realizar um projeto e preciso da ajuda de todos vocês. Portanto, vou transmitir algumas diretrizes que recebi da Diretoria, mas que poderemos fazer os ajustes que forem necessários para que o projeto seja um sucesso. Daí, gostaria de ter a participação e a crítica de todos vocês. Vamos lá?”
“No centro de sua folha de papel, desenhe um elipse, com, aproximadamente 5 cm de diâmetro”.
Com certeza surgirá a pergunta: “ O que é um elipse? “  “É um círculo oval, meio inclinado”.
A partir daí, todas as etapas, de 1 a 9 serão repetidas, porém sendo demonstradas e tiradas todas as dúvidas.
Com certeza, a construção do “projeto” será bem mais participativa e mais fácil, surgindo assim. A figura do avestruz.

BRAINSTORMING


OBJETIVOS: Esta é uma forma andragógico-construtivista (educação de adultos), onde o facilitador procura explorar o máximo a experiência acumulada e o interesse dos participantes. Tem por objetivos estimular o interesse pela novidade, pela aventura de criar algo, criar clima esportivo, agradável e provocante, de expectativa. Criar diretrizes e normas e aglutinar as melhores idéias.

MATERIAL: Flip-chart e pincéis coloridos, lápis e papel.

PROCESSO: Definir o tema-assunto.
Escolher alguém ou solicitar um voluntário (ou o próprio facilitador) para fazer as anotações no flip-chart.
Instigar os participantes a falarem sobre o assunto ou questionamento proposto.
Efetuar, em voz alta, com o grupo, a leitura do que foi gerado.

Normas do exercício:
Ninguém julga ninguém. Ninguém critica ninguém.
Elimine  a autocrítica: todos podem errar.
Vale mais errar do que omitir-se e calar.
Quanto mais idéias melhor.
Seja breve.

Variação da dinâmica:
Ao invés da atividade falada, proposto o problema, cada um escreve numa folha durante dois ou três minutos, todas a soluções que lhe ocorre. Depois as folhas começam a circular. Cada um lê as soluções de cada folha, e acrescenta outras. 

MURAL


OBJETIVOS: Esta é uma dinâmica baseada nos fundamentos da Andragogia (educação de adultos). É uma forma bem dinâmica e eficaz para assimilação de determinados conteúdos e conceitos.

MATERIAL: Texto para leitura, cola, tesoura, cartolinas, lápis coloridos, revistas, pincéis atômicos, etc.

PROCESSO: Inicialmente, distribuir o texto ou material de leitura, onde será embasada a elaboração do mural.
Separar a turma em pequenos grupos, de até seis participantes.
Orientar para que cada pessoa faça uma leitura bem geral, destacando os aspectos mais significativos do texto (ou material recebido).
Em seguida, fazer os destaques junto com o grupo, de modo a estabelecer um consenso.
Utilizando o material recebido e toda a criatividade possível, elaborar um “Cartaz Andragógico”, representando a idéia central estabelecida pelo grupo.
Podem ser acrescentados títulos, frases de legenda, desenhos à mão livre, etc.
Cada grupo, ao final, elegerá um relator e fará sua apresentação. 

FORMANDO GRUPOS


OBJETIVOS: Esta é uma forma aquecida para preparar e, até mesmo, estimular os participantes – principalmente os mais sonolentos – para o estudo de algum tema ou tópicos de alguma apostila. Pode-se utilizar esta dinâmica para formação de subgrupos de projetos, de modo que sejam evitadas as ”panelinhas”.

MATERIAL: Não é necessário.

PROCESSO:
(opção 1)
Formar um círculo, numerar os participantes, supondo que se queira formar cinco grupos: 1,2,3,4,5...1,2,3,4,5....1,2,3,4,5....
Ao final, com todas as pessoas tendo recebido um número, orientar que sejam formados os grupos: “ Todas as pessoas que tem o número um, ficam neste canto.... as que têm o número dois, ficam naquele canto... etc.

(opção 2)
O facilitador coloca no chão (ou numa mesa ou cadeira) cartelas com cores variadas, de modo que seja na quantidade de participantes do grupo.
As cartelas devem ser em quantidades iguais ( ou quase iguais, considerando quando o grupo for ímpar).
Todas as cartelas deverão estar viradas para baixo, não permitindo que os participantes vejam as cores.
Sugerir que cada pessoa pegue uma cartela e fique com ela.
As pessoas que estiverem com as cartelas vermelhas formarão um grupo, as que estiverem com as cartelas amarelas outro, e assim por diante.

Orientar que cada grupo nomeie um relator para a apresentação do resultado do grupo (se for o caso).

Destaque

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