25/03/2015

Confiança, Amor e Recompensa ao Próximo

De Tahuape, na Nova Zelândia, veio esta interessante história de feliz acontecimento.
A manhã era cinzenta, chuvosa e fria. Nossa heroína se dirigia com passo acelerado para tomar um ônibus. Se o perdesse, chegaria tarde ao seu trabalho. Aproximou-se dela um homem pedindo dinheiro para poder comer alguma coisa. Um impulso de bondade a induziu a dizer ao desconhecido:
-Moro naquela casa que se vê lá. No refrigerador está o que sobrou de um leitão assado com batatas. Aqui está a chave. Vá e coma. Quando sair, deixe a chave debaixo do tapete, no corredor da entrada.
Durante o percurso de ônibus uma idéia a assolou: "Não havia mulher mais estúpida no mundo". Porém resolveu sobrepor-se a seus temores, ante a convicção de que os seres humanos reagem nobremente a atos de confiança...
Sim, ali estava a chave, sob o tapete. Abriu a porta e a duras penas pôde acreditar no que seus olhos viam. A casa inteira resplandecia de limpeza, tudo estava em seu lugar. Até as vidraças tinham sido lavadas.
No refrigerador encontrou um bilhete escrito com letra grosseira, no qual se lia: "Prezada senhorita. Talvez você não consiga compreender nunca o bem tão grande que me fez. Faz alguns dias que sal da penitenciária. Estou livre sob palavra. Francamente, foram para mim muito duros estes dias. Porém você me deu o estímulo que me faltava. Um milhão de graças".

Proteção ao Próximo

A necessidade obrigou-me a ir montado num jumento, por um matagal africano, numa noite. Começou a cair uma leve chuva. Na escuridão total, perdi-me entre os atalhos que se cruzavam. Deixei que o jumento tomasse seu próprio caminho, e ele me conduziu até uma aldeia adormecida.
Bati à porta da maior cabana. Alguns momentos depois, um velho chefe africano, de barbas e cabelos brancos, surgiu à porta.
Enquanto trocávamos as primeiras frases, ouvi que atrás da cabana alguém mexia com as galinhas. Então, um menino trouxe um frango e deu-o ao chefe, que por sua vez, deu-o a mim.
Agradecendo-lhe por aquilo, montei no jumento e preparei-me para ouvir as indicações sobre os caminhos que deveria tomar. O velho chefe tomou, então, as rédeas e disse: "Eu o levarei até lá".
Na escuridão absoluta, passamos por um pântano, um rio e colinas com matagais. O chefe levou-me ao destino sem errar. Quando falei de sua habilidade impressionante, ele respondeu: "Mas, é meu país".
Pensamento: Não preciso ter medo de andar pelo mundo de meu Pai, quando me submeto à sua direção.
Charles E. Fuller (Missouri, E.U.A.)

Amor ao Próximo à Ponto de Sacrifício

Quando Sundar Singh, um célebre cristão indiano, viajava com seu guia, pelo Himalaia, foi atingido por violenta tempestade de neve.
Arrastando-se pelo caminho, ele e seu companheiro tropeçaram num homem semi coberto pela neve. O guia insistiu para que prosseguissem, dizendo que ao socorrer a vítima poriam em perigo a sua própria segurança.
Enquanto o guia prosseguiu sozinho, Sundar ergueu aquele corpo inconsciente aos ombros e enfrentou a tempestade, parecendo estar em desvantagem. Assim que a noite caiu, a boca de uma caverna se abriu à frente, numa promessa de descanso seguro. Sundar, então, que se conservava aquecido pela carga extra que carregou, tropeçou no corpo gelado do seu guia.
De acordo com o sentido do texto acima, a grande missão de nosso Senhor é a missão de cada cristão com relação aos outros. Embora não estejamos no serviço cristão por tempo integral, temos de ser cristãos integrais.


Amor à Palavra

 Certa senhora que costumava fazer visitas a diversas pessoas, em nome de sua igreja, ao chegar à casa de uma mulher idosa, encontrou-a chorando e perguntou-lhe qual o motivo de sua tristeza. A amável velhinha respondeu: "Eu gastei o salmo 23..." Ela havia gasto inteiramente a página da Bíblia com seus dedos, ao manuseá-la. Mas a visitadora assegurou-lhe que ninguém pôde jamais "gastar" um salmo. Durante quase três mil anos os filhos de Deus têm usado os salmos como um tesouro precioso. A inspiração que perspassou pela alma dos salmistas tem sido o manancial dos filhos de Deus.
Este legado precioso -os Salmos -traz a marca dos homens que experimentaram o poder de Deus e captaram um flagrante de um Deus que se oferece ao homem. Um homem que diz: "Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido" (SI 91.7) conhece Deus como pessoa. É a visão de Deus, Todo-poderoso e Todo-amoroso, oferecendo-se a Seus filhos.
Nós, cristãos, encontramos muita inspiração nesta poesia de tantos séculos.
Unimo-nos aos nossos irmãos necessitados, oramos juntos pela presença de Deus, e nossas perguntas são respondidas pelo Senhor ressurreto.

O Amor Vence O Medo

"Deus é amor." Esta expressão é o resultado da experiência pessoal de João. Como os primeiros mártires do cristianismo, ele aprendeu que a coragem não podia ser frustrada. O segredo do destemor dos cristãos em face da perseguição e da morte era seu sincero amor pelo Salvador.
Um dia, uma casa incendiou. Muitas pessoas acorreram para ver o fogo.
Sabiam que havia umas crianças presas no interior da casa em chamas, mas ninguém se animava a entrar na casa para salvá-las.
Chegou, pois, a mãe das crianças e, sem detença, penetrou no meio das chamas, buscando salvar seus filhos. Era uma mulher tímida, mas no momento em que soube que seus filhos periclitavam, o amor materno lançou fora o temor. Instantaneamente, perdeu o medo de todo o perigo e salvou os seus filhos. Estamos vivendo numa época de grandes perigos. É só o amor por nosso Salvador que pode lançar fora todo o nosso temor. Somos nós destemidas testemunhas de Cristo, num mundo cheio de pecados e injustiças?
Chew Hock Hin (Malaísia)

Lar e Casamento Saudáveis

 -Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo.
Nunca lancem no rosto um ao outro um erro do passado.
Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar.
Nunca se encontrem sem um gesto de boas-vindas.
Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos, ou na presença de outros.
-Jamais gritem um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.
-Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro.
Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia.
Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento.
-Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes.
-Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro.
Pode ser engraçado às vezes, mas fere.
-Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é.
-Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim, falem sempre com amor.
-Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados.
-Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada.
-Não se esqueçam de que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se correspondem no altruísmo.
-Não fiquem satisfeitos enquanto não estiverem certos de que ambos estão trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro.
-Jamais se esqueçam de que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a Sua bênção pode torná-lo o que deve ser.
-Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar celestial.

Amor sem Limites

Efraim (Israel) afastara-se para longe de Deus. As dez tribos tinham caído em tão crassa idolatria, que Deus disse: "Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo" (Os 4.17). A inconstância espiritual de Efraim foi descrita pelo profeta como pão que não foi virado" (7.8). Israel erguera "altares para pecar" (8.11) e provocara "a Sua ira" (12.14). Efraim era "inclinado a desviar-se" de Deus (11.7). Perdera a força, e "não o sabia" (7.9). Certamente, Deus teria razão se volvesse as costas a Efraim e
deixasse-lhe as conseqüências de seu mau procedimento. Mas não faria isso o nosso Deus misericordioso!
Longe disso, Ele lamenta: "Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel?" Aí está uma das mais comovedoras passagens da Escritura. Servindo-se da figura da repetição, tão característica da poesia hebraica, duas vezes o Senhor expressa comovente preocupação por Seu povo.
"Eu o amei", declara Ele (11.1). Que riqueza de afeição envolve essas palavras! "Como te entregaria?" "Eu ensinei a andar a Efraim", diz Ele ainda (11.3), referindo-se aos anos durante os quais instruíra pacientemente Israel, por meio de Seus profetas. Nesse mesmo versículo, serve-se Ele do quadro de um pai amante, a ensinar seu filhinho a andar, tomando-o pelos braços. Se tropeça, o bondoso pai levanta o filho e o ajuda a prosseguir. "Como te deixaria?" "Atraía-os com cordas humanas, com laços de amor" (11.4). Novamente o Pai celestial serve-se da figura de um pai amoroso, em relação a um filho desgar-rado, a fim de ilustrar Seu grande afeto para com o relapso.
"Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atrai" (Jr31.3). "Como te deixaria?"
Deus ainda trata com a mesma ternura Seus filhos erradios. Ainda hoje Ele insta conosco: "Como te deixaria?" "Com benignidade te atraí".
"Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Am 8.32).

Uma Prioridade

Terantius, capitão do exército de Adriano, apresentou ao imperador romano uma petição, na qual solicitava permissão para os cristãos construírem um templo. Adriano rasgou o documento em pedaços, atirou-o ao chão e disse a Terantius que seria melhor que pedisse alguma coisa em seu próprio beneficio e seria atendido imediatamente.
Terantius humildemente recolheu os pedaços de sua petição e, com dignidade, falou ao imperador: "Se eu não tenho o direito de ser ouvido quanto à causa do meu Deus, então nada quero pedir em meu favor".

Bolhas nos Pés

"Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!" (1 Co 9.16).
-Fui a uma dança a noite passada -explicou uma moça a um cavalheiro cristão -, e fiz bolhas nos pés. Estou tão cansada esta manhã!
Sem hesitar, o homem respondeu:
-Acaso você já fez bolhas nos pés trabalhando para Cristo?
A moça ficou ofendida, e foi-se embora descontente. Por uma semana, aquelas palavras continuaram a soar-lhe aos ouvidos. Por fim, não podendo mais suportar, procurou o conhecido cristão e disse-lhe
convictamente:
-Estou envergonhada de mim mesma -confessou. Quero ser cristã, e fazer bolhas nos pés a serviço do Mestre.

21/03/2015

Deus Tem Cuidado de Vós

Jo 11.20-27

Conta-se a história de um trem de passageiros que, certa noite, fazia sua rota regular a caminho de Londres. Chovera torrencialmente durante todo o dia. Com o cair da noite, intenso nevoeiro descera sobre a estrada de ferro. De repente, o maquinista avistou uma pessoa com os braços abertos em desespero. Ele freou o trem, que rangeu sobre os trilhos e parou. O condutor saiu para investigar o que havia e descobriu que, pouco adiante, uma ponte havia ruído ao peso das águas encapeladas de uma corrente. Procuraram, pois, a pessoa que salvara a vida de tantos passageiros, mas não encontraram ninguém. Foi então que o maquinista, examinando os faróis da máquina, deparou com uma cena estranha.
Uma grande mariposa de asas abertas estava morta e colada ao farol. Foi o reflexo da sua agonia que lhe serviu de aviso. Este incidente da mariposa pode ser comparado ao amor de Cristo pela humanidade. O reflexo do corpo de Cristo, de braços abertos sobre a cruz do Calvário, tem salvo a vida de milhares de almas, através dos séculos.
Seria por mero acaso que tal vespa surgira exatamente no momento oportuno?

Sra. J. Hardin Neal (Virgínia, E.U.A.)

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o Outro era do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me deveras e perguntei, então, ao Senhor:

-Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho; mas notei que, durante as maiores tribulações do meu viver, havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo por que nas horas em que eu mais necessitava de Ti me deixaste.

O Senhor me respondeu:
-Meu precioso filho, eu te amo e jamais te deixarei nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu te carreguei nos braços.

Amor de Cristo

"Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor" (Jo 15.9).
O Dr. Karl Barth, grande pensador suíço, foi talvez o maior teólogo de sua geração em todo o mundo e um notável filósofo. Nem sempre concordava com ele, mas era seu amigo e eu o respeitava. Numa vez em que foi aos Estados Unidos, um seminarista lhe perguntou:
-Dr. Barth, qual é a grande verdade que está sempre presente em sua mente?
Todos os alunos esperavam uma resposta longa, profunda, grave e complicada. O Dr. Barth levantou vagarosamente sua cabeça de cabelos grisalhos, olhou para o estudante e disse:
-Jesus me ama; e isto sei, porque a Bíblia assim me diz.
Oração: Senhor Jesus, que eu possa sempre conhecer o teu amor em verdadeira simplicidade, e nunca encobri-lo com muita sabedoria.
Obrigado porque me amas.
"O cristianismo, corretamente compreendido, é a ciência do amor."
Helen Keller

Amor no Natal

Ao ouvir o toque da campainha, Paulo, de seis anos de idade, foi abrir a porta. Era seu pai que estava voltando de uma viagem pelo sudeste asiático. Ao invés de perguntar: "Pai, o que o senhor trouxe para mim?", ele passou os braços em torno do pescoço do pai e disse:
-Ah! papai, este é o melhor presente de Natal que o senhor poderia me dar.
Oração: Jesus foi um presente que custou muito para ti, Pai, mas ele satisfaz todos os desejos e anseios do meu coração.

Entendimento e Reconciliação

Mt 7.1-15

Dois fazendeiros viviam lado a lado. Um deles provocou uma contenda, alegando que o limite da propriedade do vizinho estava dois pés adiante. Brigaram por causa disso durante muitos anos, mas não conseguiram uma remarcação da linha divisória. Como isso nunca se deu, eles nunca se reconciliaram.
Finalmente um dos fazendeiros vendeu sua propriedade e mudou-se. O novo proprietário saiu um dia a passeio, para ver se encontrava o vizinho. E, avistando-o, o antigo morador lhe disse:
-Digo-lhe que a linha divisória do seu terreno está avançada dois pés para o meu lado. Desejo alterá-la.
O novo vizinho respondeu:
-Mudaremos a cerca três pés para o meu lado.
O velho fazendeiro ficou atônito, mas não deu demonstração disso.
-Não -replicou -, eu mudarei a cerca um pé para o meu lado.
Seguindo os ensinamentos de Jesus conseguimos "ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza vestido de louvor por espírito angustiado".
Pensamento: Como semearmos, assim colheremos.

Herbert A. Wilson (Michigan, E.U.A.)

Lar Celestial

"Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros" (Jo 13.35).
Uma noite chegamos às muralhas da China, depois de terem cerrado o portão. Através do guichê do portão, o guarda pediu-nos nossa carteira de identidade. Logo o portão se abriu e nos foi permitido entrar. Algum dia chegaremos às muralhas da Cidade Eterna. Que credenciais teremos a apresentar, a fim de que a porta se abra? Será o nosso conhecimento da Bíblia? Nossa certidão de batismo? Nossa carta de membro da Igreja? Uma carta de recomendação do pastor? Ou a ficha de nossa vida diária?
Jesus nos deu a única resposta. Disse ele: "Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros". Eis a prova principal de que fomos redimidos pelo sangue de Jesus Cristo: "amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos".

Leo K. Mader

Casamento em Cuba

A bela esposa de Hernando De Soto, famoso explorador espanhol, observava o marido no momento em que ele partia do porto de Havana para uma outra viagem expedicionária. Ele seguia para o território norte da Flórida com a intenção de atravessar o rio Mississipi. As semanas se prolongaram em meses, e os meses em mais de um ano, e De Soto não voltava. Os pretendentes à mão de sua esposa diziam-lhe que certamente a expedição estava perdida e que De Soto não voltaria nunca mais. Ela porém, desprezando a todos eles, dizia: "Ele sempre voltou. Ele há de voltar". Durante três anos mais, ela manteve a esperança de seu retorno. Mas em vão, porque ele nunca mais voltou.
De Soto perecera de febre e seu corpo fora lançado ao rio Mississipi. Que belo quadro de verdadeiro amor sua esposa expressou. Diariamente nos defrontamos com situações que não podemos resolver.
Mas uma coisa podemos fazer, com toda a certeza, é sermos leais a Cristo.

Garfiel Evans (Cuba)

Amor e Aparência

"Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal" (1 Co 13.5).
Certa vez, um homem bem intencionado foi à igreja com roupas sujas. Tornando-se notado entre os outros, limpos e bem vestidos, ele disse a alguém que lhe ficava perto, após a reunião:
-Eis uma coisa que faz o amor cristão: abaixa-nos todos ao mesmo nível.
-Não, amigo -respondeu o vizinho -, o amor cristão nos eleva ao mesmo nível.

Só Cristo Permanece Fiel

Conta-nos Dr. Gordon a história de Jorge Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira.
Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, indo de caminho para o seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho dum amigo, havia consultado um especialista em doenças da vista. O médico, depois de um exame minucioso, o avisara firmemente que havia de perder a visão em pouco tempo.
Um terrível soco entre os olhos não poderia tonteá-lo mais do que esta notícia. O seu coração estava perturbado. Perderia a visão!... Todos os planos que tão esperançosamente arquitetara desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão ir-se-iam o ensino na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado, confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo.
Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, esperando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria ele a triste noticia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados; e como receberia ela a notícia?!
Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas mas briosas a sua situação, sua mudança de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para decidir segundo julgasse melhor. A noiva aceitou a liberdade! A rejeição da noiva foi o segundo golpe. Pela segunda vez, saiu tristonho e sem enxergar o caminho em que pisava. O golpe parecia acima de suas forças, e a dor lhe sufocava o coração!
Mas não estava só. Alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu coração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe o bálsamo do conforto e do verdadeiro amor. O moço entregou-se nos braços do Verdadeiro Amigo e todas as dificuldades foram vencidas. Uma nova disposição o dominou, tomando inteira e permanente posse de sua vida. E do seu coração quebrantado, mas cheio de conforto, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, o Amor que nunca muda sejam quais forem as circunstâncias. Estas palavras são cantadas com a música do hino n° 19 do Cantor Cristão ou 38 do Hinário Evangélico. Transcrevemos aqui apenas duas estrofes desse hino traduzido para o português:

"Amor, que por amor desceste,
Amor, que por amor morreste,
Oh! Quanta dor não padeceste,
Meu coração p'ra conquistar,
E meu amor ganhar.

Amor que nunca, nunca mudas,
Que nos teus braços me seguras,
E cerca-me de mil venturas.
Aceita agora, ó Salvador,
O meu humilde amor."

Amizade com Sacrifício

Quando Fox, líder dos Quacres, foi encarcerado em um porão sujo e desagradável, um dos seus amigos foi a Oliver Cromwell e ofereceu-se para ficar no lugar do líder. Cromwell, muito impressionando com este oferecimento, perguntou aos grandes do seu conselho:
-Qual de vós faria tal coisa por mim, se eu estivesse na mesma situação? Cromwell não pôde aceitar a oferta, pois era contra a lei, mas estava admiradíssimo de ver uma amizade tão profunda e sincera.
Estando nós condenados à morte eterna, Cristo se ofereceu para morrer em nosso lugar.
"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Is 53.4-6).

Destaque

ATENÇÃO Mudamos para https://recursosdehomiletica.wordpress.com/ Todos os novos conteúdos estão sendo postados por lá. Todo o conteúdo ...