29/12/2008

Amor aos Irmãos

Era um moço do interior. Seu patrão, por reconhecer nele grandes méritos, ofereceu-se para pagar-lhe os estudos numa cidade grande.
O moço fazia jus à confiança nele depositada: honesto, trabalhador, inteligente, bom amigo e bom colega. Era sempre o primeiro a servir, sempre o primeiro da classe. A sua presença era requerida, tanto entre colegas, como entre os mestres, que lhe devotavam sincera admiração.
Uma ocasião houve um grande banquete na escola. Pratos suculentos eram repassados de mão em mão numa demonstração de grande fartura. O jovem estudante começou a chorar. Alguém lhe perguntou:
- Por que você está chorando no meio de tanta fartura e de tanta alegria?
- Estou me lembrando de meus familiares. Meu pai luta com grandes dificuldades, meus irmãos mal têm o que comer. Minha mãe se arrasta com sacrifício para fazer o serviço do lar, pois está sempre doente. E eu aqui desfrutando de tão boas amizades, bem vestido, bem alimentado, não me faltando nada e nada podendo fazer por eles!
"Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir" (1 Jo 2.11).

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