29/12/2008

Também Sou Crente

O padre Aníbal Pereira Reis, no interior do Estado de São Paulo, vivia sobressaltado, em profundo estado de angústia, na incerteza de sua salvação. Ele teve um encontro maravilhoso com Jesus através da leitura da Bíblia, e, como homem honesto que é - um bem precioso que herdou de seus antepassados - procurou não trazer problemas para os seus superiores hierárquicos. Afastou-se do catolicismo romano confessando o motivo e batizou-se por imersão.
Depois de convertido, ainda permaneceu alguns anos como padre, pois, segundo suas próprias palavras, queria harmonizar sua nova vida em Cristo com a permanência na Igreja Romana.
No período que antecedeu ao seu afastamento definitivo, muitas coisas interessantes aconteceram:
Uma moça crente casou-se com um rapaz incrédulo. De nada lhe valeram os conselhos dos pais, dos irmãos, dos amigos: Queria casar-se com o rapaz e estava encerrado o assunto.
Os primeiros meses de casados transcorreram sem muita preocupação. Mas foi-se apagando a chama de sua fé, e ela foi excluída da igreja. A seguir o casamento se desmoronou. Pequenas brigas, e finalmente, ela, não suportando os sofrimentos, apelou para o suicídio.
Antes de morrer, no hospital, recebeu a visita do padre-crente. A moça ainda lúcida, disse-lhe:
- "Seu" vigário, não se zangue comigo, mas antes de morrer eu queria falar com um pastor.
- Minha filha, disse o padre, pode falar comigo, porque eu também sou crente. Eu já aceitei Jesus como meu Salvador.
"Ninguém deita remendo de pano novo em vestido velho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam" (Mt 9.16,17).

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