22/08/2012

O galo e a raposa


Vendo aproximar‐se uma raposa, um galo trepou com as galinhas a um alto pinheiro. A tanta altura não podia alcançar o malfazejo bicho, procurou pois valer‐se da astúcia "Olá! Sr Galo, disse, de que tem medo? porque sobe tão alto? pois ignora que está feita a paz eterna entre todos os animais! pois ainda não lhe foi comunicada tão grata noticia? Neste caso, quero alvíssaras. Ora desça, abracemo‐nos, festejemos este dia de universal reconciliação. Percebeu o galo a mentira ; dissimulando porém, e não se dando por achado: Muito folgo com a notícia, respondeu, e já desço para mostrar‐lhe o meu contentamento: mas aí vem chegando uns cães, junto com eles melhor festejaremos tão bela paz.

Aí vem cães? disse a raposa; pode ser que os malditos ainda não saibam da paz." E safou‐se mais ligeira do que tinha vindo.

MORALIDADE. ‐ Não crer de leve é o conselho da prudência; reconhecendo a impostura, dissimular é o melhor meio de evitá‐la.

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