25/03/2015

Amparo

Era noite. Trovões ribombavam e relâmpagos faiscavam no horizonte.
Chovia torrencialmente. A casa tremia com a violência do vento e da chuva pesada, que batia de encontro às vidraças.
No meu leito, um tanto assustada, ouvia eu o rumor da tempestade. Perto de mim, deitado em sua cama, estava meu filhinho de quatro anos, convalescente de coqueluche. Chamou-me atemorizado:
-Mãezinha, onde estás?
-Estou aqui, querido -respondi prontamente. Queres alguma coisa? Ele estendeu a mãozinha e tocou-me. Animei os seus dedinhos tenros e ele acrescentou:
-Nada agora, mãe, porque tu estás aqui.
Segurando as mãos do meu filhinho enquanto a tempestade rugia, eu pensava comigo mesma como nos sentimos sós nas horas de dificuldades, se não firmamos a fé em nosso Pai celeste. "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; não temais". Ele oferece oportunidade para a paz de coração na hora presente, como o tem feito através dos séculos.
Nancy Jane Knock (Missouri, E.U.A.)

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