10/05/2013

Conta-se que jovem pescador saiu certa vez para o mar alto em seu barquinho para pescar. O nome do barquinho era ESPERANÇA. Ao cair da noite, sobreveio uma grande tempestade. As ondas jogavam com o frágil barquinho, o vento açoitava com fúria, as estrelas desapareceram, e os céus se tornaram como breu. O jovem pescador, sozinho na tempestade, apenas manejava o barco para não virar. Olhando em todas as direções, só via trevas. Sentiu-se perdido. Na praia, os pescadores e suas famílias abandonaram seus barracos de palha e correram para o outro lado da estrada para se porem a salvo. Enquanto isso, no mar, o jovem pescador lutava sem saber para onde era levado. De repente, apareceu-lhe vislumbrar uma luz ao longe. A chuva continuava a cair em grossas bátegas. O ESPERANÇA parece que vai soçobrar. O pescador apura o olhar e descobre que é mesmo uma luz, débil e distante, mas uma luz que brilha mostrando um caminho na procela. Ele aponta a proa de seu barquinho na direção da tênue luz e começa a remar com todas as suas forças. Na praia, em pé, encharcada da cabeça aos pés enquanto protege do vento o seu lampião, imóvel como uma estátua, os olhos fixos na direção do mar, uma mulher de faces vincadas pelo tempo ergue-se como uma lampadeira humana. Apenas segura a sua luz e espera. No meio das ondas, o pescador cobra ânimo. Sabe que não vai remar para mais longe nem vai dar nos rochedos. Há uma luz indicando o caminho. E um pensamento sobe ao seu coração. Do meio das trevas, brota um grito: "É a luz de minha mãe". Na praia do Amor, sua mãe sustentava a luz da Fé. Puxou o barco para a areia. Exausto, agora tremendo de frio e de medo, olhou para cima. No alto da praia, como um farol, sua mãe erguia uma luz. Bem-aventurado o filho cuja mãe tem uma luz, a luz da fé em Jesus Cristo, a indicar o caminho no meio da procela.

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