25/06/2010

O galgo velho e seu amo.
Bom caçador fora outrora um galgo; sempre farejava e descobria a presa, e quanto farejava, pronto fisgava. Seu amo enchia‐o de afagos e carinhos. Mas para os galgos, como para a gente, passam os anos, chega a velhice; o pobre galgo perdeu o faro, perdeu os dentes, e já não descobria a presa; e se a descobria, a não apanhava. Uma vez, um coelho, que ele conseguira apanhar, safou‐se‐lhe da desdentada boca. O amo chega, e irado o açoita.
Senhor, disse-lhe chorando o velho, pois não mereço, em atenção aos serviços passados, não mereço alguma compaixão?
MORALIDADE. ‐ A lição deste galgo vos diz como sereis tratados por aqueles a quem já não puderdes servir.

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